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Prof.
Luiz Ferraz Netto Introdução A
necessidade do FAZER Projetos
Científicos ... o prazer do conhecimento A melhor vantagem que podemos obter pela realização de um projeto científico é a melhor compreensão de um ramo da ciência. Os melhores projetos científicos criam hábitos de planificação eficaz, de atenção aos detalhes, cuidado no trabalho, aperfeiçoamento de manuseio e adoção de critérios muito rígidos que nos serão úteis durante toda a vida. Além disso, sempre fica a expectativa de que tais projetos possam abrir as portas de uma carreira almejada, culminando com a realização própria, individual ¾ aquela satisfação permanente que ninguém jamais pode nos subtrair. Exposição
de Projetos ... a arte na prática As exposições, quando realizadas corretamente, constituem um meio eficaz de se conseguir esse objetivo.
As exposições que combinam materiais visuais interessantes, com comunicações bem escritas, podem transmitir grande quantidade de informações em um espaço e tempo muito limitados. As boas exposições podem resultar muito claras a uma grande variedade de espectadores. Os que têm certo conhecimento do tema podem absorver toda a informação, mas também, os não especializados encontrarão sempre algo de seu interesse. Classificação das Apresentações
em Feiras de Ciências 2-
Tipos de Projetos 3-
Sobre as divisões etárias 4-
Sobre a Segurança Feiras
de Ciências ... uma divulgação inteligente A oportunidade para os autores de trabalhos em tais Feiras são acentuadas. Diretores, Professores de escolas, Autoridades e Membros de destaque da sociedade local estão de olho abertos para esse ou aquele participante que se destaque em uma Feira Científica. Pequeno
histórico No intervalo entre as duas Guerras Mundiais, algumas escolas desenvolveram feiras científicas em suas cidades para expor os trabalhos que mais se destacaram. O movimento de feiras científicas ganhou impulso rapidamente depois da Segunda Guerra Mundial e em 1950 celebrou-se, na Filadélfia (USA) a primeira Feira Científica, que abraçou trabalhos de 13 outras Feiras do país. O sucesso desencadeou a formação de Feiras, atraindo expositores de mais de 200 Feiras estaduais; a moda científica tomou cunho mundial, produzindo as Feiras Científicas Internacionais - uma espécie de "jogos olímpicos" para os expositores em feiras de ciências. Normalmente, em feiras estaduais e regionais, assim como se faz nas Internacionais, são abertas inscrições exclusivamente para alunos do segundo grau e, algumas vezes, existem subdivisões para estudantes do primeiro grau. Nos distritos escolares em que se realizam feiras apenas para graus inferiores, é hábito incluir divisões para os alunos superiores e intermediários. Algumas escolas primárias realizam feiras científicas para seus estudantes da quinta à oitava série. Ainda que a qualidade global das exposições das feiras locais raramente encontra-se à altura das feiras regionais, estaduais e internacionais, aquelas constituem, provavelmente, os instrumentos educativos mais valiosos, uma vez que são dirigidas para um grande público de companheiros de classe, pais, mestres e outros cidadãos da localidade.
Colégios, Escolas e Faculdades devem dar sua parcela de promoção aos jovens. Nas feiras científicas — como no atletismo, na música etc. — é raro que os primeiros prêmios sejam obtidos por estudantes que participam pela primeira vez. Quase todos os estudantes-expositores, aficionados, têm participado a cada ano, em cada série, adquirindo com isso experiência e conhecimentos acumulados. Apresentar exposição com destaque, requer do aluno, experiência na realização de projetos científicos e prática nas técnicas de exposição. Temos visitado com acentuada freqüência (em muitas participando como Juiz) as feiras de ciências às quais fomos convidado e outras, das quais tivemos conhecimento antecipado. Muitos erros cometidos em tais feiras foram anotados (a falta de comunicação com razoável antecipação é um deles). Essas anotações foram as bases desse trabalho, cuja pretensão é a de minimizar tais falhas — essa é a parcela de contribuição do autor. Seu
projeto Científico ... de você para os outros Você é um estudante com um hobby, e não um cientista, um profissional da investigação, que tem toda uma equipe e todo o equipamento de uma Universidade à sua disposição. Calma! ... você pode chegar lá, mas não pulando um degrau só! Basicamente, o projeto por você escolhido deve ampliar seus conhecimentos pessoais e aumentar sua capacidade de observar, especular, formular, experimentar, deduzir e chegar a conclusões. Sem dúvida, a construção física das partes do projeto (etapas de marcenaria, pintura, iluminação, mecânica, eletrônica, cortes, ajustes, secagens, vidrarias, suportes, painéis e uma infinidade de detalhes técnicos) vai lhe proporcionar um traquejo manual de capital importância. É inconcebível que um estudioso de ciências não saiba manusear uma chave de fenda, uma furadeira elétrica, um soldador elétrico, um bico de Bunsen, uma fonte de tensão elétrica etc. A sua participação na Feira de Ciências pode lhe capacitar também nesses detalhes técnicos. Você deve eleger um projeto que possa terminar com êxito e que, ao mesmo tempo, esteja um pouco acima de seus conhecimentos atuais, para que ele o obrigue a exercitar plenamente suas faculdades. Se você já sabe qual é o comportamento de uma bobina percorrida por corrente contínua, tente um projeto para elucidar qual o novo comportamento da bobina alimentada por corrente alternada. Se o seu projeto inicial inclui um termômetro comum, de mercúrio, que não lhe acrescenta nada de novo, troque-o por um termômetro a gás a volume constante. Ah! você não o conhece? Eis a oportunidade de estudá-lo, montá-lo e transferir a outros esses conhecimentos recém adquiridos. Isso é crescer! Convém não se empolgar em excesso. O projeto não deve ocupar tanto tempo que o faça descuidar-se de outras obrigações necessárias à sua educação escolar. Por outro lado, também não deve evitar um tema interessante porque seu estudo demandaria demasiado tempo. Basta que, desse tema especial, você procure ressaltar os aspectos que mais lhe pareçam interessante. É recomendável que você eleja um projeto que o mantenha interessado nos anos seguintes. Por exemplo, um aluno da quinta série, que estuda ciências gerais (nesse ano deve estar vendo os assuntos: ar, água, solo e noções de ecologia) pode se concentrar em um tema para desenvolver o que já sabe dele (por exemplo, estudo do rotor do helicóptero, como asas móveis para sustentá-lo no ar) e voltar a apresentá-lo nos anos seguintes, com mais profundidade (leis de Bernoulli, no exemplo acima), mais conhecimento (as equações de movimento em fluido viscoso, no exemplo acima) e mais técnica. Nessas novas apresentações, em anos seguintes, o aluno acrescentará em seu projeto novas nuances, como os aspectos físicos, químicos ou biológicos envolvidos em seu projeto, conforme vai avançando nos seus cursos de Física, Química, Biologia etc. Os temas são variados, elegê-los é fácil, basta perguntar ALGO sobre alguns aspectos da Ciência, tais como: Como se desenvolve o pólen? Qual é a melhor maneira de tratar uma queimadura? Como se pode utilizar da energia nuclear em viagens espaciais? Como fazer para separar as folhas de um livro muito antigo e raro? Como as irradiações afetam o DNA e o RNA? Como são os modelos das cadeias aromáticas? Como explicar o funcionamento de um relógio mecânico? Quais os usos residenciais para as fibras ópticas? Como se desenvolve a sociedade das abelhas? Etc., etc., etc. Você pode selecionar temas prometedores simplesmente passando em revista o índice de seu caderno (livro) de ciências, ou qualquer livro de matéria específica. A prudência recomenda que selecione três ou quatro temas possíveis; leia um pouco sobre cada um deles, para depois escolher um. Seu professor de Ciências pode auxiliá-lo na seleção. Você deve comentar seu tema com seus pais e amigos para, de antemão, assegurar de que contará com o tempo, o lugar para trabalhar, o apoio moral, ajuda de terceiros e, sem dúvida, recursos econômicos necessários para chegar ao final com êxito.
O princípio de todas as coisas, via de regra, é um tanto nebuloso. A sua entrada e participação numa Feira de Ciências não foge à regra; no início as coisas podem lhe parecer não tão claras, mal definidas, tudo um pouco confuso. É a inexperiência! À medida que o trabalho se desenvolve, você encontrará exatamente como proceder nas explanações, como chegar às conclusões e como comunicá-las ao público. Mãos à obra!. Como
conseguir ajuda
Uma das coisas mais importantes que você poderá aprender com a realização de um projeto é o como e de onde obter ajuda, informação e assistência. Isso estará à sua volta ... e não dentro de sua cabeça! Seu professor de ciências pode ser uma fonte excelente. Ele é honesto, se não puder lhe dar a ajuda especializada, com certeza indicará alguém ou alguma fonte capaz de fazê-lo. Não se esqueça dos bibliotecários. Eles podem indicar referências especializadas, como enciclopédias e livros de referência reservados. As assessorias incluem seus professores (todos), seus pais (com certeza), seus colegas (após certa discussão, pois alguns deles ainda estão com teia de aranha no lugar do cérebro e preferem ir ao Clube à participarem de Feiras), o farmacêutico da esquina, o funcionário da Divisão Agrícola da localidade, o pessoal técnico de alguma indústria próxima, laboratórios de análises, universidades locais, mecânicos etc., e ... o prefeito. Um tipo de ajuda, que recomendo enfaticamente é sua caderneta de campo, seu caderninho de anotações. Tenha-o sempre à mão para anotar alguma idéia momentânea, alguma detalhe interessante que viu numa vitrina, alguma sugestão dada, um endereço pertinente, um tipo de tinta, a oferta de pedaços de madeira oferecida por algum marceneiro, algum desenho que lhe venha à mente, um modo de ilustrar um detalhe etc. Esse caderninho é o maior quebra-galhos! Atualizado em 22/06/2008
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