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Feira
de Ciências e Trabalhos Escolares Prof.
Luiz Ferraz Netto Artes A
ARTE NAS INFORMAÇÕES Qualquer que seja a escolha, o desenho de sua exposição é uma arte com alguns princípios bem estabelecidos e poucas regras fixas. A seguir damos algumas normas que podem servir de orientação: Esquemas
preliminares Textos A ilustração 13 mostra como uma disposição bem pensada pode economizar muitas palavras.
Como o texto é necessário, procure o tipo (fonte) de letra que seja claro e bastante grande para que se possa ler com facilidade. Você gostaria de ler essa frase acima assim: Como o texto é necessário, procure o tipo (fonte) de letra que seja claro e bastante grande para que se possa ler com facilidade. (Fonte: Matura MT Script) ... ou, assim: Como o texto é necessário, procure o tipo (fonte) de letra que seja claro e bastante grande para que se possa ler com facilidade. (Fonte: Algerian) Porém, evite letras excessivamente grandes ou predominantes — os títulos e os textos devem limitar-se a explicar o exposto, não a dominá-lo. Arranjo
dos textos
ERROS DE PORTUGUÊS nos textos são inconcebíveis. Depõem acentuadamente contra o expositor e a escola. A acentuação, a pontuação, a ortografia e a gramática devem ser impecáveis. O(s) professor(es) da cadeira dessa língua deve(m) vistoriar todos os textos a serem exibidos (inclusive os textos dessa Sala antes de sua distribuição aos alunos — o autor não é nenhum mestre nas artes bizarras da língua portuguesa). Questões
de destaque
Grandes
fotografias Fotografias
em cores Quadros
e gráficos Coloque legendas (rótulos) adequadas em todos os quadros e gráficos. Normalmente, o uso de cores pode contribuir para destacar fatores distintos.
Espaços
em branco Os espectadores passam uma vista d’olhos, decidem que deve ser muito difícil entender um trabalho tão compacto e passam a outros expositores mais simples. Como norma geral, cerca de 40% do espaço disponível para sua exposição deve estar totalmente em branco. Dê uma repassada nas ilustrações que apresentamos. Organização
Aparelhos Para expor sobre o funcionamento da bobina de ignição de um automóvel, você não precisa levar o motor inteiro! Um bom fluxograma mostrando como essa peça se interliga com as outras partes é mais que suficiente. O ideal, sem dúvida, será preparar um projeto eletrônico (em circuito impresso) usando a bobina de ignição e mostrar o faiscamento produzido ao ser acionado um interruptor (veja sugestão no Bloco de Eletrônica). Movimentos
mecânicos O suporte giratório em si não é um problema, basta usar um motorzinho de vitrola (toca-discos, pick-up), uma pequena polia, uma correia e uma grande polia servindo como base giratória, a questão é o porquê do uso desse mecanismo.
Recomendamos que você empregue melhor seus esforços para estudar mais profundamente seu tema e conseguir uma apresentação mais asseada, com textos claros, do que empenhá-los em artifícios mecânicos. Entretanto, em certas apresentações, tais movimentos são parte de destaque do tema. Nesse caso, incentivamos seu preparo. Porém, estude pormenorizadamente sua confecção, ajustes etc., para que não tenha que fazer retoques periódicos. Frente ao espectador, não adianta argumentar que tal parafuso necessita de ajuste delicado, ou que tal motor não pode ficar ligado tanto tempo (isso foi erro de cálculo de potência elétrica, incompatibilizando o motor ao seu trabalho) etc. — para ele seu aparelho não funciona. Em movimentos que dependam de circuitos eletrônicos (temporizadores etc.), sempre existe um componente eletrônico, o potenciômetro, que é o recurso de ajuste de laboratório; ele não deve ser usado no desenrolar de uma Feira de Ciências. Troque-o por interruptores de controle dotados de resistores, adequados, em série. Botões
para apertar ou coisas do tipo Não há nada mais decepcionante para o espectador quanto, ao apertar um botão, nada acontece, nada funciona, em fim, não há feedback. Ele não vai fazer os ajustes que, para você, são óbvios. Na Estação Ciência, um interruptor de um aparelho exposto é acionado mais de 1000 vezes a cada dia! O interruptor do seu trabalho suportaria isso? Nota importante: Se o botão ou interruptor do seu trabalho exposto comanda um aparelho de grande potência, é conveniente usar de um relê cujos contatos liguem tal aparelho. Use de um circuito independente, de baixa potência, para comandar a bobina desse relê (ilustração 21).
Demonstrações Esse item Demonstrações é sem dúvida o mais explorado por alunos do primeiro e segundo graus. A quase totalidade dos alunos quer apresentar um "aparelhinho" simpático que ilustre tal e qual fenômeno. Uma das finalidades desse trabalho que lhe apresento é mostrar como esse "aparelhinho" deve ser apresentado ao público. Como você está observando, não é só colocar o dito cujo sobre a mesa e começar a falar com os visitantes. Esse procedimento não é científico! Em demonstrações bastante apuradas, que demandem um certo tempo de preparo do material, não deixe o público aguardando à sua volta, coloque uma bonita tabuleta sobre a mesa com os dizeres: "A próxima demonstração será realizada às .......... horas. Agradecemos sua presença." Seres
vivos Se você pensar em expor espécimes vivos, estude bem as normas das Feiras locais e seus possíveis desenvolvimentos. Assegure-se de que possa expor animais de maneira cômoda e atrativa. Proteja animais e plantas de dedos inquisitivos.
O
colorido Utilize-se das cores em uns poucos blocos grandes e não muitas manchas coloridas pequenas. Pode-se usar de diferentes cores básicas para definir distintas zonas de interesse; as zonas secundárias podem ser definidas mediante distintos matizes daquelas cores básicas. Nos projetos de Biologia pode-se utilizar de tons claros nos quais predominam verdes e amarelos. Nos projetos de Física os coloridos empregados podem ser mais intensos. Em qualquer caso, deve-se evitar contrastes violentos e demasiadamente coloridos. Sua exposição deve dar a impressão de moderação elegante e não resultar cafona. As cores devem ser atrativas e realçar o exposto, nunca confundir nem desconcertar. Desejando melhorar a visibilidade e o efeito das ilustrações, monte-as sobre fundos coloridos que contrastem com suavidade. Evite a tendência de todo noviço de colocar sempre uma margem ou moldura ao redor de todas as ilustrações, quadros e textos. Se são colocados corretamente contra um fundo que ofereça contraste não há necessidade de moldura alguma. A prova final do colorido e do aspecto conclusivo da exposição é uma tarefa para sentar, pensar, pedir sugestões e palpites do seu professor de arte. Os
retoques finais ANTES DE FIXAR TODA ROTULAÇÃO E TEXTOS PRONTOS, MOSTRE-OS AOS SEUS COMPANHEIROS DE CLASSE, À SUA FAMÍLIA E, PRINCIPALMENTE, A SEU PROFESSOR DE PORTUGUÊS. O JARGÃO TÉCNICO, OS ADJETIVOS POMPOSOS E AS FRASES COM ESTRUTURAS REBUSCADAS NÃO SÃO CIENTÍFICAS ¾ DEIXE ISSO PARA O PESSOAL DO DIREITO CIVIL E POLÍTICOS (OS QUE SABEM FALAR), A FINALIDADE DELES É NÃO SEREM ENTENDIDOS. No estilo científico, como em qualquer outro bom estilo, o texto simples e imediato sempre é o melhor. As exposições em Feiras devem resultar tão inteligíveis aos profanos educados como a especialistas. Procure, em seus textos (e folheto explicativo) usar de frase curtas, palavras que lhe sejam familiares e um mínimo de fórmulas e expressões técnicas. Se fizer as legendas à mão livre (o que nem sempre é recomendável, mas possível ... veja nossas ilustrações), utilize primeiro grafite mole, recorrendo sem reservas à régua e borracha, a seguir, cubra com a tinta definitiva. Convém pedir emprestado a algum departamento de artes gráficas (sua localidade deve ter bons letristas e mesmo o pessoal que imprime textos em camisetas - recorra a eles!) alguns gabaritos para as letras de seu texto, como já sugerimos acima. Não utilize de tipos (fontes) góticos ou rebuscados semelhantes. Essa fonte ficará bonita em seu diploma universitário (aliás, qualquer tipo de letra fica bonita num diploma) e não em textos de sua apresentação em Feiras de Ciências. Sempre tome os devidos cuidados para erros de concordância, ortografia etc. Não escreva diretamente sobre o painel, faça-o sobre uma cartolina de cor clara adequada e depois recorte em linhas retas. Suas fotos estão de bom tamanho? Já retirou as margens brancas do contorno da foto em si? Já verificou se, na posição escolhida a foto não vai dar reflexos? Já verificou com cuidado se em qualquer parte de seu trabalho escapou alguma expressão de gíria? Evite gírias, não se esqueça que nos estudos científicos e outros em geral, a gíria não é aplicada. Nem você verdadeiramente gosta dela — você a usa, na certa para mostrar que se entrosa, que está "por dentro do papo" — mas se alguém de sua família está doente e corre atrás de um remédio, não ficará nada contente ao abrir a bula e ler ..."nesse bregueço tem um negócio forte pacas que nem te conto, mas vá por mim bicho que isso é jóia, pode ingerir mais ou menos quanto quiser pois nosso farmacêutico responsável é um barato." Feira não é Quermesse, não fique em seu boxe comendo cachorro quente ou hambúrguer com refrigerante, pois além de sua exposição científica ser vista com mal olhos, estará demonstrando desconhecimento e mau gosto para alimentação (consulte seu médico a respeito da ingestão de refrigerantes) — e ainda o estará fazendo em hora e local impróprio.
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