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Esse
Projeto está sendo
desenvolvido para minimizar a quase total falta de
equipamentos e trabalhos de ciências nas escolas de ensino
básico. A recomendação é que os professores ou
diretores de escolas interessados no Projeto
entrem em contato com seu Jornal Local e viabilizem a
publicação desse material, seqüencialmente e
bi-semanalmente, por exemplo, publicando novos
experimentos às quartas feiras e sábados.
Outra
recomendação optativa é a publicação na própria
escola, via computador ou 'xerox'. O Projeto
é registrado e tem direitos autorais reservados (a Lei
protege a propriedade intelectual). Sua publicação para
Educação, sem fins lucrativos, é liberada pelo autor
(deve constar os créditos e e.mail do autor).
A
Sala 02 do Feira de Ciências - Projetos 5ª/ 8ª
séries - se destina a professores e alunos. Mais aos
professores, pois dependemos deles para ampliar nos seus
alunos o gosto pelas ciências. A Ciência, para o aluno,
precisa ser bem focalizada, bem tratada, até mimada se me
permitem o exagero. O aluno ainda não tem a precisa
noção daquilo em que está se iniciando. É preciso
alertá-lo, cutucá-lo, instigá-lo, dar-lhe o que pensar.
...
É
para o Professor, o qual no dia-a-dia enfrenta as
dificuldades de transmitir aos alunos os conhecimentos
científicos que, especialmente, endereçamos esses textos.
Função disso e de sua publicação em jornal, os textos
são curtos. Para os Jornais não é recomendado
estendê-los com mais detalhes; para a publicação em
nossas páginas isso é possível --- basta que nos enviem
suas críticas e sugestões.
Na
maioria, os experimentos apresentados não são novos,
tivemos apenas o trabalho de reuni-los e adaptá-los à
nossa realidade, construindo e ensinando a construir
aparelhos que, com materiais simples (que sempre podem ser
re-adaptados) e ao alcance de todas as escolas, funcionam
satisfatoriamente.
Na
escolha do material, sempre atentamos, em primeiro lugar,
à fácil aquisição, sem o intuito de se fazer propaganda
comercial, logicamente, e sim porque era o que melhor se
adaptava à experiência. Por, isso contamos com sua
iniciativa e a de seus alunos para substituir e até
aperfeiçoar certos componentes. As garrafas plásticas
descartáveis (e recicláveis), PETs, assim como alguns
itens das lojas de "R$ 1,99" (essa evolução
sócio-econômica não havia sido implantada à época em
que esse projeto foi organizado) substituem muitos dos
itens aqui utilizados. Em época oportuna pretendo
atualizar esse material.
Boa
parte dos experimentos pode ser realizado individualmente
ou por grupos de dois ou três alunos.
Como
a obra é voltada ao professor e aos alunos do ensino
básico (antigo 1º grau), excluímos quase que
inteiramente a Matemática, pois a prática nos ensina que
essa só pode ser aplicada quando contribui para a
compreensão do fenômeno. Cabe ao professor julgar onde e
em que extensão a Matemática é aplicável ao fenômeno,
tendo sempre em vista o princípio: a Matemática aplicada
deverá facilitar a melhor compreensão do fenômeno,
jamais complicar ou incutir medo e aversão às ciências
físicas, como em geral acontece.
Para
o bom aproveitamento, sugerimos que:
*
o material necessário seja adquirido;
*
o professor oriente os alunos a construírem o aparelho (se
possível, mostrar um modelo), individualmente ou em grupo
de dois ou três. Não importa que outras pessoas ajudem na
construção do aparelho;
*
o aparelho deve ser experimentado na sala de aula, onde a
tarefa principal do professor é levar o aluno a observar,
para, depois, através de sugestões, variações da
experiência, perguntas etc., levá-los a atingir os
objetivos colocados no início de cada experiência. Os
conhecimentos teóricos deverão ser uma conseqüência
lógica da observação experimental;
*
o bom senso do professor indicará como e quando relacionar
os conhecimentos adquiridos com a Matemática, com as
outras ciências e sobretudo com a vivência do aluno.
Evidentemente,
não é necessário realizar todos os experimentos
propostos, mas jamais deveríamos dar aos nossos alunos
aulas de Ciências que não começassem pela observação
experimental.
Nessa
obra, apenas mostramos o método de construção dos
aparelhos e uma das possibilidades de desenvolver a
experiência (procedimento). Cabe a você, caro
colega, orientar os alunos para a análise dos resultados
(que não devem ser necessariamente os mesmos para todos os
grupos); estar sempre pronto a concluir que se alguma coisa
aconteceu, por inesperada que ela seja, foi algo real e
obedeceu a alguma causa; encontrá-la é tarefa conjunta de
professor e alunos.
O
autor agradece toda e qualquer sugestão no sentido de
aprimorar o trabalho.
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