Trabalhos
Escolares
(Exemplos de
relatórios)
Prof.
Luiz Ferraz Netto
leobarretos@uol.com.br
Devemos
incentivar nossos alunos para a realização de trabalhos
práticos. Normalmente o professor faz isso e não esquece de
recomendar a confecção de um RELATÓRIO DO TRABALHO. Tal
Relatório é o assunto dessa série de artigos.
Via
de regra, os Relatórios tradicionais, baseados no rigor
científico, fogem à maturidade do aluno de 5a à 8a
série. A proposta aqui apresentada é a de simplificação, sem
perder os objetivos.
Preparamos
alguns modelos desses relatórios (de experimentos reais), como se
fossem escritos pelos alunos. Em cada um deles o professor poderá
notar a seqüência e a consistência da proposta. Cada um deles
serve, também, como sugestão para trabalhos práticos.
Relatório
1
|
Título
do Projeto
|
|
Germinação
do feijão
|
|
Trabalho
de Investigação do Aluno
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|
...
|
|
Escola
|
Série
|
|
...
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.6.
|
|
Professor
|
|
...
|
I.
PROPÓSITO DO PROJETO E HIPÓTESE
Eu
gostaria de apresentar aos colegas de escola uma pesquisa
científica envolvendo o brotamento de feijões. O propósito
do projeto será verificar "quem brota primeiro": feijão
umedecido com água de torneira, com chá ou com água salgada.
Minha
hipótese é que os grãos de feijão umedecidos com água
de torneira irão brotar mais rapidamente do que aqueles umedecidos
com chá ou com água salgada.
II.
METODOLOGIA
Primeiro
eu apresentei meu propósito e destaquei minha hipótese.
Para
iniciar meus experimentos, separei três feijões bem formados;
coloquei um deles envolvido com algodão embebido em chá, outro em
algodão embebido em água de torneira e o último em algodão
embebido em água salgada.
Diariamente
eu examinei os feijões e mantive, cada um deles, com seu algodão
devidamente embebido (chá, água e água salgada). Com isso, pude
observar qual feijão brotou em primeiro, em segundo e em terceiro
lugar.
Repeti
o experimento mais duas vezes, começando desde o princípio, pela
escolha de três feijões bem formados.
Feito
isso, analisei meus dados e preparei esse Resumo, sua
Conclusão e Aplicação.
III.
ANÁLISE DOS DADOS
O
feijão na água de torneira brotou em segundo lugar no primeiro
ensaio, em primeiro lugar no segundo ensaio e em terceiro lugar no
terceiro ensaio (2o , 1o e 3o).
O
feijão na água salgada brotou em terceiro lugar no primeiro
ensaio e em segundo lugar nos dois ensaios seguintes (3o
, 2o e 2o).
O
feijão no chá brotou em primeiro lugar no primeiro e terceiro
ensaios e em terceiro lugar no segundo ensaio (1o , 3o
e 1o)
IV.
RESUMO E CONCLUSÃO
Como
o feijão embebido em algodão com chá ganhou a parada, tendo
brotado em primeiro lugar em dois dos três ensaios, eu rejeito
minha hipótese na qual havia declarado que o feijão embebido
em água de torneira brotaria em primeiro lugar. Feijão regado a
chá brota mais rapidamente que o regado com água de torneira ou
com água salgada.
V.
APLICAÇÃO
Considerando
que agora eu tenho essa nova informação, poderei orientar melhor
quem precisar dela. Os japoneses, por exemplo, que cultivam muito o
broto de feijão poderão se utilizar dessa informação.
Relatório
2
|
Título
do Projeto
|
|
Descongelamento
de substâncias Diferentes
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|
Trabalho
de Investigação do Aluno
|
|
...
|
|
Escola
|
Série
|
|
...
|
.6.
|
|
Professor
|
|
...
|
I.
PROPÓSITO DO PROJETO E HIPÓTESE
Eu
gostaria de descobrir se o descongelamento de substâncias
diferentes ocorre em tempos iguais ou não.
Minha
hipótese é que o gelo derreterá mais rapidamente que o
vinagre, xampú, suco e óleo de milho, após congelados.
II.
METODOLOGIA
Eu
apresentei meu propósito, indiquei minha hipótese e
dei uma revisada nesse texto que levei ao professor.
Para
desenvolver o projeto separei: uma forma plástica para fazer cubos
de gelo, água, vinagre, xampú, suco de laranja e óleo de milho.
No próximo passo, derramei cuidadosamente os líquidos nos casulos
da forma plástica, enchendo 3 casulos com água, 3 com vinagre
etc. Coloquei os líquidos para congelarem e deixei por 24 horas.
Depois de 24 horas, tirei a forma do congelador, coloquei sobre uma
mesa e passei a observar e registrar os tempos para descongelarem
totalmente. Os resultados foram colocados numa tabela pré
preparada assim:
|
Substância
|
cubo
1
|
cubo
2
|
cubo
3
|
|
água
|
.........
min.
|
.........
min.
|
.........
min.
|
|
vinagre
|
.........
min.
|
.........
min.
|
.........
min.
|
|
suco
|
.........
min.
|
.........
min.
|
.........
min.
|
|
Óleo
de milho
|
.........
min.
|
.........
min.
|
.........
min.
|
|
xampú
|
.........
min.
|
.........
min.
|
.........
min.
|
Prestei
bastante atenção para anotar o tempo de derretimento de cada
cubo, observando até o último pedacinho de sólido virar
líquido. Após o derretimento de todos os cubos, repeti o
experimento mais duas vezes e calculei a média dos dados
anotados. Demorou 4 dias para fazer tudo isso.
Finalmente,
escrevi o resumo Resumo e Conclusões,
e passei a aplicar o resultado de meus experimentos para a
realidade dos fatos, no dia a dia.
III.
ANÁLISE DOS DADOS
O
gelo derreteu no tempo de ... minutos, ... minutos e ...
minutos, para uma média de ... minutos.
O
vinagre derreteu no tempo de ... minutos, ... minutos e ...
minutos, para uma média de ... minutos.
O
suco derreteu no tempo de ... minutos, ... minutos e ...
minutos, para uma média de ... minutos.
O
xampu derreteu no tempo de ... minutos, ... minutos e ...
minutos, para uma média de ... minutos.
Só
a gordura no óleo de milho congelou e em todas as tentativas
derreteu em ... minutos. (menor tempo!)
IV.
RESUMO E CONCLUSÃO
Eu
rejeito minha hipótese, pois afirmei que o gelo derreteria
mais rapidamente que os outros sólidos e, entretanto, o óleo de
milho derreteu mais rapidamente. Deve-se notar que não foi
necessário incluir nos experimentos nenhum detalhe sobre as
condições do tempo, local de degelo, temperatura do dia, umidade
relativa etc., pois trata-se de comparações. Em locais
mais quentes do que aquele onde fiz os experimentos os tempos de
derretimento devem diminuir todos numa mesma proporção (espero
que essa minha hipótese seja verdadeira ¾ mas, vale a pena
investigar!).
V.
APLICAÇÃO
Se
uma pessoa gorda faz regime e vai preparar alguma receita que
contenha óleo de milho, ela poderá extrair a gordura desse óleo,
separando-a dos outros ingredientes, porque a gordura congela e os
outros ingredientes do óleo continuam no estado líquido.
Relatório
3
|
Título
do Projeto
|
|
Planos
Inclinados e Bola de Pingue-Pongue
|
|
Trabalho
de Investigação do Aluno
|
|
...
|
|
Escola
|
Série
|
|
...
|
.8.
|
|
Professor
|
|
...
|
I.
PROPÓSITO DO PROJETO E HIPÓTESE
Eu
pensei em fazer um projeto de pesquisa científica para ver
se a inclinação de um plano inclinado vai afetar a
distância que uma bola de pingue-pongue rolará depois que sair do
plano por sua base. Minha hipótese é que a bola irá mais
longe depois de percorrer os 90 cm do primeiro plano inclinado do
que dos dois outros, um de 60 cm e o outro de 30 cm, todos com a
mesma elevação. Veja minha figura do experimento.
II.
METODOLOGIA
Primeiro,
eu escrevi o que pretendia, fiz uma revisão de ortografia e
gramática e coloquei minha hipótese (aquilo que eu acho
que vai acontecer). Tudo conforme o professor explicou para a
classe toda.
Para
fazer os experimentos, fui até a marcenaria de minha rua e
consegui, de graça, 3 pedaços de tábua, todos de mesma largura
(15 cm): um de 90 cm de comprimento, outro de 60 cm e o terceiro de
30 cm. Comprei uma bola de pingue-pongue.
Cada
uma dessas tábuas foram usadas como planos inclinados, os quais eu
levantei uma das extremidades de 20 cm do piso da varanda (usei
caixa vazia para isso). Então, eu soltei (sem empurrar) a bola do
alto do plano inclinado e deixei a bola rolar até parar. Com uma
trena medi a distância da bola até a parte de baixo do plano
inclinado. Fiz isso com cada um dos planos, 6 vezes. Anotei tudo
numa tabela.
Depois
de tudo anotado, escrevi meu resumo e conclusão,
procurando descobrir onde isso que conclui pudesse ser útil do uso
do dia a dia.
III.
ANÁLISE DOS DADOS
Para
o plano inclinado de 30 cm meus resultados foram:
|
TENTATIVA
1 - 40 cm
|
TENTATIVA
2 - 41 cm
|
TENTATIVA
3 - 36 cm
|
TENTATIVA
4 - 29 cm
|
TENTATIVA
5 - 25 cm
|
TENTATIVA
6 - 32 cm
|
dando
uma média de 34 cm.
Para
o plano inclinado de 60 cm meus resultados foram:
|
TENTATIVA
1 - 67 cm
|
TENTATIVA
2 - 70 cm
|
TENTATIVA
3 - 60 cm
|
TENTATIVA
4 - 61 cm
|
TENTATIVA
5 - 63 cm
|
TENTATIVA
6 - 64 cm
|
dando
uma média de 64 cm.
Para
o plano inclinado de 90 cm meu resultados foram:
|
TENTATIVA
1 - 90 cm
|
TENTATIVA
2 - 98 cm
|
TENTATIVA
3 - 85 cm
|
TENTATIVA
4 - 50 cm
|
TENTATIVA
5 - 50 cm
|
TENTATIVA
6 - 59 cm
|
dando
uma média de 72 cm.
IV.
RESUMO E CONCLUSÃO
A
bola rolou mais longe, depois de sair do plano inclinado de maior
comprimento, o que mostrou que minha hipótese está correta.
V.
APLICAÇÃO
Eu
poderia indicar esses resultados para uso prático dizendo que, se
alguém quiser construir escorregadores inclinados em seu quintal,
aqueles feitos para crianças mais jovens devem ser mais curtos que
aqueles feitos para crianças mais velhas.
Relatório
4
|
Título
do Projeto
|
|
Magnetismo
|
|
Trabalho
de Investigação do Aluno
|
|
...
|
|
Escola
|
Série
|
|
...
|
.8.
|
|
Professor
|
|
...
|
I.
PROPÓSITO DO PROJETO E HIPÓTESE
Eu
gostaria de fazer um projeto de pesquisa científica usando o
magnetismo. Eu gostaria de descobrir se uma substância
não-magnética pode impedir a limalha de ferro de ser atraído por
um imã. Minha hipótese é que a limalha de ferro não
será atraída pelo imã se tiver no meio do caminho uma camada de
água, uma tábua, um papelão, uma chapa de alumínio ou uma
espessa folha de plástico.
II.
METODOLOGIA
Primeiro
eu deixei claro meu propósito e fiz uma revisão do texto.
Depois eu falei qual é a minha hipótese. Eu escrevi
também que METODOLOGIA usei, incluí a lista de materiais e
a maneira como vou obter minha coleção de dados. Então eu
comecei minhas experiências.
Primeiro
eu espalhei a limalha de ferro dentro da água em um prato fundo (a
limalha ficou embaixo de 1 cm de água) e segurei um imã sobre a
água para ver se a limalha de ferro ainda podia ser atraída.
Depois
disso eu pus a limalha de ferro no piso da cozinha e cobri com uma
tábua de 1 cm de espessura. Fiz o mesmo com o papelão, o
plástico e o alumínio, todos com camadas de 1 cm de espessura.
Então
eu pus um imã sobre o material que estava sobre a limalha de ferro
para ver se eles impediam que ela fosse atraída.
Eu
escrevi tudo que aconteceu na minha coleta de dados e fiz minha ANÁLISE
DOS DADOS. O que pude concluir é que devo rejeitar
minha hipótese. Então eu escrevi esse resumo, conclusão e APLICAÇÃO.
III.
ANÁLISE DOS DADOS
Em
minhas experiência, concluí que a limalha de ferro foi atraída
pelo ímã mesmo quando separada pela água, madeira, papelão,
plástico e alumínio.
IV.
RESUMO E CONCLUSÃO
Em
todas minhas tentativas, com materiais não-magnéticos, colocados
entre um imã e a limalha de ferro, a limalha de ferro continua a
ser atraída pelo imã.
Então,
eu tive que rejeitar minha hipótese.
V.
APLICAÇÃO
Talvez
as pessoas que se preocupam com a Ecologia pudessem levar um grande
imã ao longo de rios, lagos e oceanos e apanhar os objetos de
metal que foram jogados fora. Eles poderiam levar o metal e
reciclá-lo. Isto poderia ajudar a limpar o ambiente.
Relatório
5
|
Título
do Projeto
|
|
Flutuabilidade
e Densidade
|
|
Trabalho
de Investigação do Aluno
|
|
...
|
|
Escola
|
Série
|
|
...
|
.5.
|
|
Professor
|
|
...
|
I.
PROPÓSITO DO PROJETO E HIPÓTESE
Quis
fazer um projeto de pesquisa científica para mostrar a
flutuabilidade. Nesse projeto usei uma lata de Sprit Diet e uma
lata de Sprit Normal, as duas de mesmo volume ( 300 ml ) e um balde
de água. Minha hipótese é que a lata do Sprit Normal vai afundar
na água do balde e que a lata de Sprit Diet irá flutuar.
II.
METODOLOGIA
Primeiro
escrevi meu Propósito do projeto e a hipótese. A seguir
revisei o que escrevi pois minha professora é muito exigente. O
próximo passo foi adquirir uma lata de Sprit Normal, uma lata de
Sprit Diet e um balde com água. O que fiz foi o seguinte: coloquei
a lata de Sprit normal na água do balde e anotei o que aconteceu;
fiz o mesmo com a lata de Sprit Diet. Repeti tudo isso mais duas
vezes. Finalmente, escrevi minha ANÁLISE DOS DADOS, resumo,
conclusão e qual a aplicação disso que descobri para as outras
pessoas. Minha professora sempre diz que as coisas que a gente faz
deve ter uma utilidade para as outras pessoas que não tiveram
chances de aprender.
III.
ANÁLISE DOS DADOS
O
Sprit normal, no primeiro ensaio afundou; na tentativa dois afundou
até o meio da água do balde e na tentativa três afundou. O Sprit
Diet flutuou em todas as três tentativas.
IV.
RESUMO E CONCLUSÃO
Como
na maioria das tentativas com Sprit Normal a lata afundou e em
todas as tentativas com Sprit Diet ela flutuou, isso torna
verdadeira minha hipótese, na qual afirmei que uma lata de
Sprit Diet flutuará e uma lata de Sprit Normal afundará.
V.
APLICAÇÃO
Agora
que eu sei que, só porque duas coisas têm o mesmo volume, isto
não significa que elas têm a mesma densidade. O Sprit normal é
mais denso (tem mais massa, no mesmo volume) por causa do açúcar
dissolvido nele e isso faz a lata penetrar na água do balde. O
Sprit Diet não tem açúcar, assim ele fica menos denso e acaba
flutuando na água.
Relatório
6
|
Título
do Projeto
|
|
Fototropismo
das Plantas
|
|
Trabalho
de Investigação do Aluno
|
|
...
|
|
Escola
|
Série
|
|
...
|
.7.
|
|
Professor
|
|
...
|
I.
PROPÓSITO DO PROJETO E HIPÓTESE
Gostaria
de fazer um projeto de pesquisa científica sobre o fototropismo
das plantas para poder descobrir se as plantas realmente só
crescem viradas para o Sol. Minha hipótese é que isso é uma
verdade.
II.
METODOLOGIA
Primeiro
escrevi qual é o meu propósito (as pessoas que vão ler o
meu resumo têm que saber disso) e revisei tudo pois, se tiver
erros de português vão falar que a culpa é da minha professora.
Depois que falei do propósito e da hipótese tenho que descrever
que metodologia empreguei. As pessoas podem querer fazer esse
projeto usando outras técnicas. Sempre é preciso também, anotar
as observações e passá-las para uma tabela de dados.
O
material para os experimentos, dois vasos com pequenas plantas, foi
comprado numa floricultura. Eu coloquei esses dois vasos no
peitoril de minha janela.
Quando
a planta dobrava para o Sol eu girava a planta de 180 graus. Repeti
isso, ou seja, girar a planta depois que ela virava para o Sol,
durante 9 dias. Depois que anotei tudo, escrevi minha ANÁLISE
DOS DADOS.
Como
a professora ensinou, eu devo escrever esse resumo, a conclusão
tirada, se justificava ou não a minha hipótese e qual a aplicação
que os outros poderiam fazer disso que descobri.
III.
ANÁLISE DOS DADOS
No
segundo dia, no quinto e no oitavo, girei as plantas. Elas
recomeçavam a virar para o Sol no mesmo dia ou, quando muito, no
dia seguinte após ter sido girada colocando as folhas longe do
Sol. No quinto dia elas não viraram para o sol porque choveu e
estava muito nublado. No sexto dia estava novamente ensolarado e as
plantas viraram para o Sol.
IV.
RESUMO E CONCLUSÃO
Considerando
que as plantas reviraram toda vez que afastei suas folhas do Sol,
eu aceito minha hipótese na qual afirmei que plantas sempre vão
crescer com suas folhas viradas para o Sol.
V.
APLICAÇÃO
De
minha pesquisa, posso recomendar que toda vez que alguém for
formar um jardim deve ver se as plantas podem receber o Sol de
todas as direções. Fazendo isso as plantas não precisam de
gastar energia para ficar girando loucamente à procura da luz.
Relatório
7
|
Título
do Projeto
|
|
O
efeito da Idade nos Reflexos
|
|
Trabalho
de Investigação do Aluno
|
|
...
|
|
Escola
|
Série
|
|
...
|
.7.
|
|
Professor
|
|
...
|
I.
PROPÓSITO DO PROJETO E HIPÓTESE
Eu
sempre quis fazer uma pesquisa científica para saber como a idade
pode afetar os reflexos de uma pessoa. Essa oportunidade apareceu
quando meus professores organizaram nossa XXII Feira de Ciência
(acho que é a realização que mais gosto em nossa Escola). Minha
hipótese é que os reflexos estão no máximo de seus desempenhos
nos grupos humanos entre as idades de 8 a 15 anos.
II.
METODOLOGIA
Primeiro
escrevi qual meu propósito, revisei minha literatura e fiz
minha hipótese. Como material de trabalho tive de adquirir um
metro de balcão (quem me emprestou foi a Tia Teresa da Loja de
Armarinhos). As experiências foram realizadas com meus parentes.
Visitei a casa de vários deles (levando meu equipamento),
procurando a idade que interessava ao projeto. Reuni meus
resultados por grupos.
As
experiência foram feitas assim: eu ficava segurando o metro de
balcão pela marca 100 (usando o indicador e o polegar),
mantendo-o na vertical. O meu parente ficava com seu indicador e
polegar ao redor do metro (sem encostar nele!), bem em cima da
marca 0 e mantendo o braço em ângulo de 90 graus com o
metro. A seguir, sem avisar, eu soltava o metro de balcão e
ele deveria segurá-lo tão depressa quanto pudesse, durante a
queda. Eu ia anotando, em cada ensaio, qual a marca (medida) em que
ele conseguia segurar o metro. É claro que, quanto menor a medida,
mais rápido era o reflexo. Com 4 parentes, dentro de cada faixa
etária, fazia ensaios nas mesmas condições.
Após
todas minhas anotações, escrevi minha ANÁLISE DOS DADOS, RESUMO,
CONCLUSÃO.
III.
ANÁLISE DOS DADOS
Faixa
etária de 8 a 15 anos:
|
Parente
1
|
Parente
2
|
Parente
3
|
Parente
4
|
|
40,5cm;
41,5cm; 35,5cm
|
35cm;
38,5cm; 37,5cm
|
48,5cm;
59,5cm; 44cm
|
47cm;
47cm; 40cm
|
Média
do grupo: 42,875 cm
Faixa
etária de 26 a 35 anos:
|
Parente
1
|
Parente
2
|
Parente
3
|
Parente
4
|
|
48,5cm,
37,5cm, 49,5cm
|
38cm,
38,5cm, 41,5cm
|
27cm,
31cm, 36cm
|
29cm,
41,5cm, 28cm
|
Média
do grupo: 36,16 cm
IV.
RESUMO E CONCLUSÃO
Uma
média de 42,875 cm foi o encontrado no grupo de idade de 8-15 e um
média de 36,16 cm foi o obtido no grupo de idade de 26-35.
Então,
rejeito minha hipótese na qual indiquei que os mais rápidos
reflexos seriam encontrados nas pessoas da faixa etária entre 8 e
15 anos de idade.
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