1-
Como saber se um ovo
está cozido sem tirar a casca?
A solução é muito simples:
só precisamos fazer o ovo girar sobre a mesa. Se
estiver cozido, girará uniformemente por algum tempo descrevendo
círculos. Se estiver cru, girará
dando tombos, seu movimento será errático e logo deixará de girar.
Explicação:
No ovo cozido a distribuição de massa
em seu interior não muda a medida que gira. Se
ovo está cru a gema se movimentará em seu interior, mudando a
distribuição de sua massa, fazendo que o giro não seja uniforme.
2-
O ponto cego
A retina é o tecido nervoso
que recobre a parte posterior do olho. Sobre ela se formam as imagens
que nos dão a sensação de visão. Está constituída por células
especialmente sensíveis à luz denominadas cones e
bastonetes.A retina está conectada ao cérebro por meio do nervo
ótico. O ponto em que o nervo ótico se une à retina se denomina ponto
cego por carecer de células fotossensíveis.
Normalmente não percebemos o ponto cego porque ao ver um objeto com
os dois olhos a parte do objeto que incide sobre o ponto cego de um
dos olhos, incide sobre uma zona sensível do outro. Se fecharmos um
olho tampouco teremos consciência da existência do ponto cego
porque o cérebro normalmente nos engana e completa a parte que falta
da imagem. Esta é a razão porque não era conhecida a existência
do ponto cego até o século XVII.
Experimento
para comprovar a existência do ponto cego: Em uma
cartolina desenhe uma cruz e um círculo distanciados como na figura
abaixo.
Situe
a cartolina a uns 20 centímetros do olho direito. Feche
o olho esquerdo, olhe o X com o olho direito e aproxime
lentamente a cartolina.
Chegará um momento em que o círculo desaparecerá do campo de
visão. Nesse momento sua imagem se formará no ponto cego. A
seguir, aproximando ou distanciando a cartolina, o círculo volta a
aparecer.
3-
Colisões com moedas
Um experimento bastante
simples, para você fazer em casa, e ensinar os mais velhos,
inclusive aqueles que estão para prestar exames vestibulares!
Você só precisa de moedas, uma superfície lisa, e se não tiver
uma mira boa, pode usar réguas para enfileirar melhor as moedinhas.
Os fenômenos de colisão, ou choques, são bastante interessantes e
não muito bem ensinados nas escolas. Um estudante ao final do
segundo grau pode até dominar a teoria das colisões chamadas
elásticas ou quase-elásticas, mas mesmo assim pode ter dificuldades
em demonstrá-la!
Veja
como é simples: faça uma fila de moedas, como indicado
abaixo, e arremesse uma delas [situação Antes] - o que
acontece?
Existe
uma transmissão de
energia
da moedinha que bate na fileira, e passa para a seguinte, a
seguinte... até a última moedinha. É essa última moeda que sai da
fileira com a mesma energia da moedinha inicial [situação Depois]
(desconsiderando, é claro, a interferência do atrito).
Existe outra coisa que também se conserva: é chamada de
quantidade de movimento
e basicamente diz que, se tivermos moedas diferentes colidindo, a
maior moeda vai desenvolver uma velocidade menor, se a menor
inicialmente colidir com ela. E o
contrário, como deve ser? Você pode fazer consultas sobre isso na
Sala 05 do site Feira de Ciências do Prof. Léo cujo
endereço é: www.feiradeciencias.com.br
. Lá tem mais de 1500 experimentos para apresentar em sua feira de
ciência escolar.
4-
Latinha Obediente
Material necessário:
uma lata com tampa (tipo, leite em pó onde a tampa é de plástico),
elástico de punho, porca, parafuso, martelo, prego.
Tanto
na base como na tampa de uma lata, faça dois furos, como indicamos a
seguir. Passe um elástico entre os furos, como indicado na figura, e
no centro de cruzamento desse elástico, amarre um objeto pesado,
como uma porca com parafuso, uma chumbada de pesca ou qualquer outra
coisa. Após colocada a tampa da lata em seu devido lugar, a
situação do elástico e do 'peso' deve ficar como ilustrado abaixo.
Agora
role a latinha sobre o piso da sala de aula e veja o que
acontece!
O
peso inserido modifica o centro de gravidade do brinquedo que você
montou, alterando o movimento. Você
consegue imaginar exatamente o que está acontecendo?
Explico: a inércia do 'peso' pendurado impede-o de girar; então é
o elástico que gira e fica torcido. É esse elástico torcido que
faz a lata voltar atrás.
5-
Passas Bailarinas!
Um truque realmente engraçado
você pode fazer fácil, fácil, e encantar os amigos. São as passas
bailarinas, que bailam ao sabor de bolhinhas de ar! Usaremos de um
refrigerante (guaraná, coca-cola, soda limonada etc.) e uvas passas.
Corte-as ao meio e coloque-as no saboroso líquido gaseificado de sua
escolha. Você verá que elas afundam e, em seguida, sobem e
mergulham novamente, diversas vezes.
O
que acontece?
Os refrigerantes contém quantidade apreciável de gás CO2
(dióxido de carbono), dissolvido no líquido sob pressão. Bolhas de
gás formam-se na superfície da uva passa, fazendo com que a
densidade do conjunto se torne menor do que a do líquido, e por isso
ela sobe. Quando a passa atinge a superfície, parte das bolhas
estouram ou se desprendem e a densidade da passa torna-se então
maior do que a do líquido, e elas afundam. O processo se repete até
que a quantidade de bolhas formadas não sejam suficientes para que
os pedaços de passas flutuem.
6-
Construindo uma bússola
O primeiro a utilizar uma
bússola, segundo registros da história, foi Peter Peregrinus,
em 1269, mas mesmo ele não soube explicar por que uma bússola
sempre aponta para o Norte (pólo Sul magnético).
Somente William Gilbert (1544-1603) explicou satisfatoriamente
o fenômeno, ao dizer que o planeta Terra funcionava como um enorme
magneto!.
Você também pode fazer um, em casa, com material simples: uma
agulha, rolha de cortiça, faca, um vasilhame com água e um imã de
verdade.
Primeiro,
corte a rolha de cortiça com mais ou menos 1 centímetro de altura,
formando um disco. Faça um pequeno corte diametral (não muito
fundo) nesse disco para poder deixar a agulha fixa nessa rolha de
cortiça.
Depois
magnetize a agulha, como ilustrado: escolha uma das extremidades (a
ponta mais fina da agulha, por exemplo) e por umas 20 vezes, sempre
no mesmo sentido, passe a agulha sobre um dos pólos do ímã.
Só
então fixe-a na cortiça e coloque-os sobre um vasilhame com água.
Mexa na cortiça: você verá que ela sempre irá apontar para uma
mesma direção: a direção norte-sul.
7-
Colando gelo num
barbante
Material
necessário: gelo, bacia com água, barbante, sal e
colher.
Um
experimento bacana para você aprender. Coloque água em um copinho
descartável (até a boca) e deixe no congelador da geladeira. Após
o congelamento da água, retire o gelo do copinho e mergulhe numa
bacia com água. Corte um pedaço de barbante e coloque-o sobre o
pedaço de gelo, tome um pouco de sal numa colher e adicione sobre a
superfície do gelo, junto com o barbante.
O
que acontece?
O sal derrete o gelo, que
molha o barbante. Mas pouco tempo depois a água congela novamente
agora junto com o barbante, pois ainda há muito gelo. Assim é
possível levantar o gelo sem mexer nele, apenas segurando a
extremidade do barbante.
8-
Uma sirene diferente
Você vai precisar de um
apito, barbante e um funil
Adapte à extremidade do funil um apito, como indicado na figura.
Depois faça movimentos circulares, e note o tipo de som produzido.
Por que a sirene faz este som? O que está acontecendo?
Agora
peça a um amigo para girar o funil com o apito. Peça para ele
correr de um lado a outro enquanto gira o apito. Você deverá notar
uma diferença bastante sensível no tipo de som produzido. Parece
com a sirene das ambulâncias tocando ao se aproximar e ao se afastar
de você. Este é um efeito muito interessante chamado
Efeito Doppler
. Mas, enquanto você ouve estes dois sons, seu amigo que está
girando o apito, vai ouvir apenas um mesmo ruído. Dá para dizer por
que?
9-
Uma moeda que desaparece
Material
necessário: uma moeda, um copo plástico opaco e água.
Procedimento:
Coloca-se uma moeda no fundo do recipiente, como indicado na figura
A. A luz que sai da moeda se transmite em linha reta e incide no
olho. Ao baixar um pouco a posição do olho, a moeda
"desaparece", figura B. Ao adicionar água, mantendo a
mesma posição do olho, a moeda "reaparece", figura C.
Explicação:
Quando o raio de luz proveniente da moeda chega à superfície que
separa a água do ar, há uma mudança na direção em que se
propaga. Como conseqüência dessa mudança de direção,
volta-se a ver a moeda.
Este fenômeno característico, não só da luz, mas de todo tipo de
ondas, chama-se refração e ocorre sempre que uma onda
passa de um meio a outro.
10-
Iceberg em miniatura
Muitos navegantes enganam-se
facilmente ao avistar as geleiras conhecidas como
icebergs
. Até nós mesmos nos enganamos ao observar na TV imagens de blocos
de gelo flutuando: que mal haveria em colidir um barquinho com uma
pequena geleira destas?
O
problema está na pequena diferença entre as densidades do gelo e da
água no estado líquido. Sete oitavos (7/8) de gelo ficam abaixo da
superfície do mar num iceberg. Quando olhamos, vemos apenas 1/8 de
todo o seu volume sobre a superfície!
Comprove
este fato em casa, realizando um experimento simples:
encha um copo descartável com água e deixe-o na geladeira. Depois
coloque o gelo numa bacia com água e note o quanto de gelo fica
acima da superfície.
Você
já deve saber que a água se expande quando congelada. Então fica a
pergunta para você responder: o que é mais denso (ou seja, quem tem
maior razão entre massa e volume) - a água ou o gelo?