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Bobina
de Tesla
(Montagem)
Prof. Luiz Ferraz
Netto
leobarretos@uol.com.br
A
bobina de Tesla consta essencialmente de 6 partes, a saber: a base
de sustentação, a bobina
secundária L2, a bobina
primária L1, o transformador
T para tubos néon, o capacitor
C para alta tensão e o faiscador.
A
base do aparelho: a unidade ilustrada na abertura do
artigo foi construída sobre uma base de madeira compensada de (60 x
60) cm e espessura 2cm. Após devidamente lixada e uma demão de
verniz selador deve ser aplicada 2 ou 3 demão de bom verniz para
madeira (esperar secar bem antes de cada demão). Essa base foi
dotada de 4 rodas de nylon, uma em cada canto, para facilitar sua
movimentação pelo tablado do professor em sala de aula ou no
recinto de demonstrações. Essa base pode ter acabamento dos mais
sofisticados, dependendo da prática do construtor (totalmente
encerrada, revestida com fórmica etc.).
A
bobina L2: no centro desse quadrado da base foi montada a
bobina L2. O enrolamento é feito sobre um tubo de PVC de 4 polegadas
de diâmetro (medida comercial do PVC branco para água pluviais) e 1
metro de comprimento. Apresenta o seguinte aspecto final, na ilustração,
sobre uma base de (65 x 65 x 2) cm:
O
enrolamento é feito com fio esmaltado # 22 (ou #24 ou #26), de
preferência com dupla capa de algodão (fio magnético), com espiras
juntas, abrangendo a extensão de 86 cm ao longo do tubo. Se optar
por usar um fio mais fino, o de # 26, por exemplo, essa extensão de
86 cm apresentará cerca de 2000 espiras. Deve haver espaço
suficiente entre esse enrolamento e as bordas do tubo, como se
ilustra. Eis as fases de sua preparação:
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Em (1)
mostramos o tubo, salientando que aqueles de paredes finas são
mais recomendados que os de paredes grossas. Lixar esse tubo
com lixa fina até retirar as irregularidades e especificações
do fabricante.
Em (2) temos a
fase de cobertura com verniz, aguardando a devida secagem
entre elas.
Em (3) o
andamento do enrolamento, mantendo o fio bem esticado e com
espiras unidas (não deixe "encavalar").
Após o
enrolamento (4), novas demãos de verniz.
Em (5) temos
as tampas plásticas (PVC) para serem aparafusadas (parafusos
de nylon) ou coladas (cola especial para PVC).
As tampas
devem ter orifícios em seus centros para permitirem as
passagens dos parafusos de topo e de base. O de base deve ser
de nylon (1 x 4) cm, para fixação na base do aparelho.
O parafuso de
topo já faz parte do isolador cerâmico.
Em substituição
aos discos de plástico podem ser usados tampões de PVC
obtidos em casas para materiais para construções.
Nunca fure o
tubo de PVC. |
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Note que o
tubo não deve ser furado em nenhum lugar para permitir a
passagem do fio do enrolamento. Esse fio não deve passar
para o interior do tubo.
Em (7, 8, 9,
10, 11 e 12) mostramos como proceder para fixar o terminal de
terra dessa bobina. Uma pequena área do tubo na extremidade
inferior deve ser lixada (7), um retângulo de lata fina ou
alumínio, lixada e com os bordos arredondados (8), receberá
a extremidade do fio a qual já deve ter sido foi lixada,
dobrada várias vezes e amassada (9 e 10) e será fixada
contra o tubo (11), junto com uma tira de malha para terra
(12).
Tudo isso é
preso com fita plástica isolante.
Essa malha
para terra (aterramento de R.F. --- rádio freqüência ---
pode ser retirada das blindagens de cabos de TV (linha de 75
ohms) ou obtido em lojas de eletrônica. Na sua falta,
pode-se usar 4 ou 5 pedaços de fios flexíveis comuns para
instalações elétricas.
Em (13 e 14)
os aspectos finais dessa bobina L2. Plástico em aerossol
pode ser aplicado em substituição ao verniz.
O terminal
superior (eletrodo de descarga) pode ser esférico, toroidal
ou mesmo em forma de ponta, para certas aplicações.
Não esqueça
de fixar a base do tubo contra a base de madeira antes de
colar o disco superior! |
A
bobina L1: essa bobina L1 é fixada ao redor da bobina L2.
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A estrutura
para o enrolamento, uma espécie de gaiola, é feita com dois
anéis de plástico, acrílico, ou madeira compensada
envernizada (seja generoso no verniz), com diâmetros
externos de 24 cm e internos de 14 cm.
Próximo às
bordas externas dos anéis são feitos 8 furos (dividir a
circunferência em 8 partes iguais) para passar (bem justas)
as varetas de plástico (ou madeira).
Varetas e anéis
de PVC podem ser colados com cola especial para tal material.
Próximo à
bordas interna do anel inferior são feitos 3 furos para
passar as varetas que fixarão essa armação na base. |
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O enrolamento
apresenta um total de 15 espiras de fio de cobre grosso, com
capa plástica. É recomendável que esse enrolamento
apresente alguns "taps" (pontos de ligação) para
o ajuste final da bobina L1, que dependerá do número de
espiras em L2.
Tais
"taps" podem ser feitos torcendo-se o fio, com
alicate, para fazer "orelhas" de 3 em 3 espiras, após
a 6ª espiras já pronta. Após feitas essas
"orelhas" no fio, retirar sua capa e lixar. Deixe
livre as extremidades desse enrolamento, em comprimento
suficiente, para chegarem até o centelhador e capacitor,
respectivamente.
Ajustar bem
essa gaiola ao redor da bobina L2 e fixar na base as 3
varetas de apoio.
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Essas
orelhas ('taps') poderão ser dispensadas se o experimentador ajustar
antecipadamente o melhor número de espiras para o melhor desempenho
do aparelho. Começar com 15 espiras, testar, desligar, passar para
14 espiras, ligar, testar, desligar, passar para 13 espiras etc. Uma
vez obtido o melhor enrolamento, fixa-lo definitivamente. Os
"taps" facilitam essa etapa dos ajustes. Basta que a
extremidade do fio que vem do faiscador seja dotada de uma garra
"jacaré".
O
centelhador: é formado por dois terminais metálicos
(cobre ou latão) montados em isoladores de pé, os quais se fixam
numa base isolante (plástico, acrílico, madeira etc.) de (1 x 6 x
15) cm. Essa base, por sua vez, é fixada na base geral do aparelho.
Centelhadores prontos, usados para cercas elétricas de pastagens
podem ser usados.
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A distância
de centelhamento poderá variar de 2 a 4 cm, dependendo do
tamanho (capacitância) do capacitor C.
Essa distância
deverá ser ajustada e o procedimento dessa operação será
descrito mais adiante. |
O
capacitor C: para uma única unidade, basta uma placa de
vidro plano de (45 x 45) cm, 2 folhas de alumínio (zinco de chapa
tipográfica offset, estanho etc.) de (38 x 38) cm e moldura de
madeira (tipo porta "retratos").
As
folhas de alumínio (que podem ser do tipo autocolante, tipo
"contact") são coladas em ambas as faces do vidro (bem
centradas). Uma lapela de alumínio, em cada folha, servirão de
terminais de C e serão fixadas nos parafusos de nylon da
moldura. Esses parafusos, por sua vez, atravessam a moldura de
madeira, um do lado direito e outro do lado esquerdo (veja ilustração).
Uma cantoneira de madeira provê a devida estabilidade e facilita a
fixação na base geral. O vidro é um material dielétrico excelente
pois apresenta tensão de ruptura extremamente elevada (tensão
necessária para furar o vidro) assim como alta constante dielétrica
(permissividade dielétrica). A capacitância desse capacitor fica ao
redor dos 0,27 mF.
O
transformador T: o transformador T é o único componente
de custo relativamente elevado. Trata-se de uma unidade utilizada
para anúncio luminoso a gás néon. Ele recebe no primário os 110
volts da rede elétrica e fornece no secundário uma alta tensão
cujos valores típicos vão desde os 6000 volts aos 12 000 volts, com
correntes de 10 a 30 miliampères. Pode ser obtido de segunda mão,
com boa economia. É conhecido como transformador para tubos
luminosos.
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Suas dimensões
são algo como (25 x 15 x 10) cm e é bem pesadinho devido ao
núcleo de ferro em seu interior. Apresenta externamente (na
sua tampa ou nas laterais) dois isoladores de porcelana bem
separados que são os terminais de alta tensão.
Outros dois
terminais, mais próximos da base, são para receberem os 110
volts da rede elétrica domiciliar. |
A
bobina do primário do Tesla, L1, assim como todos os fios de conexão,
deve ser feita com condutor para alta tensão (tipo usado nas pontas
de prova nos medidores de alta tensão). Em alguns projetos, o autor
usou com sucesso, para essa bobina e demais conexões, fios rígidos
No. 8 e 10, dotados de capas plásticas (no laboratório particular
do autor há hoje 8 bobinas de Tesla em funcionamento; a menor tem 15
cm de altura e a maior tem 120 cm).
Introdução
| Material
| Montagem
| Circuito
| Funcionamento
| Prova
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