)/V]
a
= V2/r
Observamos
que, sendo constante o raio da revolução, a aceleração
é proporcional ao quadrado da velocidade e, para uma dada
velocidade, a aceleração é inversamente proporcional ao
raio.
O
mesmo raciocínio mostra que direção toma, em cada
instante, a aceleração no movimento circular uniforme.
Quanto menores forem os ângulos opostos à base dos triângulos
isósceles que usamos em nossa demonstração, mais o ângulo
formado pela diferença das velocidades e pela velocidade
propriamente dita se aproxima de 90°.
Se
a aceleração de um movimento circular uniforme está, na
verdade, dirigida perpendicularmente à velocidade, como é
que a velocidade e a aceleração estão dirigidas em relação
à trajetória? Como a velocidade é tangente à trajetória,
a aceleração tem necessariamente de estar na direção do
raio e sentido pelo centro da circunferência. A ilustração
a seguir mostra bem esta relação:
O
movimento do ponto indicador i no decorrer do tempo
descreverá, no caso mais geral, uma curva, denominada curva
hodógrafa. Para o caso do MCU essa curva é a
circunferência de centro C e raio V. O
conhecimento e a técnica da curva hodógrafa facilita
sobremaneira alguns aspectos da cinemática.
Comentários
Se fizermos girar uma pedra presa a um fio, sentiremos
nitidamente o esforço muscular que este exercício requer.
Ora isto pode causar admiração a algum iniciante: a pedra
não está se deslocando com velocidade constante?
O
fato é que isso não é verdade. A pedra gira, é certo,
com uma velocidade cujo módulo permanece constante,
mas a variação contínua da direção dessa velocidade
torna o movimento do tipo ‘acelerado’. O esforço que
sentimos é aquele necessário para desviar a pedra da
trajetória retilínea que ela tende a tomar, por inércia.
Estamos, ao gira-la, dando constantes ‘puxões’ para
dentro da curva. É disso que vem a necessidade da aceleração
V2/r que calculamos.
Segundo
a lei de Newton, a força deve ter a mesma orientação que
a aceleração. Como nossos ‘puxões’ são ‘para
dentro da curva’, mais uma vez concluímos que essa
aceleração é radial e sentido para o centro da curva.
Resulta
disso tudo que, um corpo que se desloca segundo uma
circunferência com uma velocidade de módulo invariável
é permanentemente solicitado por uma força radial e
dirigida para o centro da rotação. É a força comunicada
à pedra, pelo fio, que assegurará a aceleração de módulo acp
= V2/r,
e vemos que o valor dessa força, pelo princípio
fundamental da dinâmica é,