Previsão
das trajetórias
Prof. Luiz Ferraz Netto
leobarretos@uol.com.br
Objetivo
Prever o ponto de aterragem uma esfera lançada horizontalmente do tampo de
uma mesa a uma velocidade qualquer.
Teoria
Realmente, conhecendo-se a velocidade v da esfera ao deixar a mesa,
a altura do tampo da mesa até o chão e a aceleração de queda livre,
poderemos usar a equação dos movimentos dos projéteis para prever o
ponto do chão em que chegará a esfera.
Do
movimento dos projéteis conhecemos sua equação segundo a horizontal,
Dx
= v.Dt
, e a equação de queda livre segundo a vertical, a partir do repouso, Dy
= (1/2).g.(Dt)2
.
A
dificuldade do processo está na medição do intervalo de tempo mas,
quanto à forma da trajetória o que realmente interessa saber é a
relação entre Dx
e Dy.
E essa relação é facilmente obtida pela eliminação do parâmetro Dt
entre elas, vejamos:
de
Dx
= v.Dt
tiramos ==> Dt
= Dx/v,
que
levada na equação Dy
= (1/2).g.(Dt)2
fornece:
Dy
= (1/2).g.(Dx/v)2
Desse
modo, a expressão assim obtida deverá descrever como varia Dy
em função de Dx,
isto é, deverá nos fornecer a forma da trajetória.
Se pretendermos saber a que distância horizontal contada a partir da borda
do tampo da mesa aterrará a esfera (Dx),
poderemos calcula-la a partir da altura do tampo (Dy),
da aceleração da gravidade (g) e da velocidade da esfera ao deixar
o tampo (v).
Material
Mesa, rampa, suporte, esfera, cronômetro, régua, copo descartável.
Montagem
Procedimento
experimental
Determine
v medindo com um cronômetro o tempo t que a esfera leva para
percorrer a distância d ao longo da mesa (veja ilustração
acima). Apanhe sempre a esfera antes dela cair no chão (senão quebrará o
'encanto' da previsão que se pretende fazer). Repita a medição varias
vezes deixando cair a esfera sempre a partir do mesmo ponto da rampa:
calcule o valor médio para v.
Meça
Dy
e use a equação antes deduzida para calcular Dx.
Coloque um alvo, um copo descartável por exemplo, no ponto previsto para a
aterragem, como ilustramos a seguir.
Até
que ponto você poderá confiar na sua previsão? Uma vez que ela é
baseada em medidas, é de se esperar um certa incerteza. Delimite
uma superfície ao redor do alvo escolhido (copo), para indicar sua
incerteza. Solte novamente a esfera. Desta vez deixe-a rolar sobre o tampo
da mesa e voar até cair --- esperemos! --- no alvo colocado no chão.
Se
a esfera cair realmente dentro da zona de valores de x previamente
estimada, a experiência terá confirmado a hipótese básica do cálculo
que efetuou, de que os movimentos horizontal e vertical não são afetados
um pelo outro.
Questões
1.
Como você determinaria o alcance de uma esfera (bolinha de gude) lançada
horizontalmente por meio de um estilingue?
2.
Suponhamos que você seja capaz de atirar uma bola de tênis a 40
metros de distância, à superfície da Terra. A que distância você
poderia atirar a mesma bola à superfície da Lua, sabendo que a aceleração
da gravidade desta é de um sexto da existente à superfície da Terra?
3.
As hipóteses feitas na consideração das equações Dx
= v.Dt
e Dy
= (1/2).g.(Dt)2
serão válidas para uma bola de pingue-pongue? Se o tampo da mesa
estivesse a 1 000 metros de altura do chão poderia ainda usar estas equações?
Por quê?
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