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Os
flúxions de Newton (1)
(Nossos limites, derivadas e integrais)
Prof.
Luiz Ferraz Netto
leobarretos@uol.com.br
Introdução
A publicação do
livro Philosophiae Naturalis
Principia Mathematica atrasou cerca de 20 anos,
ele só foi publicado em 1687, e, dessa vez não foi por
culpa do editor. A verdade é que Newton não podia tê-lo
feito antes disso. A razão para tão grande espera foi
que, embora Newton tivesse idéias bastante claras a
respeito das leis físicas sobre a gravitação desde o
início de sua carreira científica, faltavam-lhe os
métodos matemáticos. A Matemática existente então não
incorporava as bases que eram extremamente necessárias
para o desenvolvimento de todas as conseqüências da sua
lei fundamental da interação entre dois corpos
materiais. O que se conhecia de Matemática naquele tempo
era insatisfatório para a solução dos problemas que
foram aparecendo a respeito da interação de corpos.
A solução
Galileu
Essas
dificuldades também já se haviam apresentado para o
famoso cientista italiano Galileo Galilei. Não tanto
para verificar o isocronismo do pêndulo (oriundo da
colorida história da Catedral de Pisa), nem mesmo para
constatar que a velocidade dos corpos em queda livre não
depende do peso dos corpos que caem (oriundo do relato
não oficial sobre a torre inclinada de Pisa), mas sim
para encontrar uma relação matemática entre a velocidade
de um corpúsculo em queda livre e o tempo gasto em
atingi-la. O problema de relacionar o espaço percorrido
pelo corpo com o tempo de percurso foi resolvido com
especial maestria.
Como a queda livre, no caso mais geral, é realmente um
movimento rápido demais para podermos seguí-la com a
vista desarmada, e como Galileu não dispunha dos atuais
equipamentos (rápidas câmaras de filmagem, por exemplo),
ele resolveu 'diluir' a força da gravidade. Fez com que
bolas de diferentes materiais rolassem sobre um plano
inclinado ao invés de deixá-las cair diretamente;
percebendo perfeitamente a similitude entre os dois
tipos de 'quedas'. A vantagem que ele enxergou disso é
que a escala de tempo seria aumentada por um fator que
iria depender da inclinação do plano. Seu relógio,
então, era um relógio de água, onde os intervalos de
tempo eram medidos pelo peso da água que escoava.
Seu experimento pode ser
hoje repetido com singular simplicidade e, para tanto,
basta um cilindro metálico e uma tábua bem polida, com
mais de 2 m de comprimento, que apresente uma de suas
extremidades elevada cerca de 5 cm.
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Cilindro rolando sobre o plano inclinado |
A inclinação da tábua será
5cm/200cm = 1/40, e essa será a proporção segundo a qual
a gravidade age sobre o cilindro (sabe justificar
isso?). Abandone o cilindro do alto do plano, sem
empurrá-lo.
O trabalho a seguir será anotar, a cada segundo, as
distâncias percorridas pelo cilindro, a contar do topo
da tábua, ou seja, deve-se anotar o espaço percorrido no
primeiro segundo; o espaço percorrido nos dois primeiros
segundos; nos três primeiros segundos, e assim por
diante. Com alguma aproximação deve-se obter, como média
de várias experiências, o seguinte: 12 cm, 49 cm, 110
cm, 196 cm e 306 cm.
Notemos, como o fez Galileu, que essas distâncias ao fim
do segundo, terceiro, quarto e quinto segundos são
aproximadamente 4, 9, 16 e 25 vezes maior que a
distância percorrida ao cabo do primeiro segundo de
movimento.
Essa experiência demonstra que a velocidade na queda
livre aumenta de modo tal que a
distância percorrida pelo corpo, aumenta na mesma
proporção que os quadrados dos tempos de percurso (4 = 22,
9 = 32, 16 = 42, 25 = 52).
Na notação moderna escreveríamos: s = (1/2)a.t2,
onde (1/2)a é o fator de proporcionalidade.
Repita agora a experiência com um cilindro de madeira
densa e com outro de madeira de balsa e verificará que a
velocidade do movimento e as distâncias percorridas ao
fim de intervalos de tempos consecutivos e iguais
permanecem as mesmas.
O problema mais sério de
Galileu veio a seguir: como determinar a
lei de variação da velocidade com
o tempo, a qual levaria á dependência entre
distância e tempo acima estabelecida. Em seu livro
Diálogo concernente a duas novas ciências Galileu
escreveu que "as distâncias
percorridas aumentariam com os quadrados dos tempo de
percurso SE a velocidade do
movimento fosse proporcional á primeira potência do
tempo."
O argumento utilizado por
Galileu para justificar tal proposição foi brilhante.
Acredito (pensamento do autor) que ele se lastrou nas
técnicas da Geometria Plana na resolução de questões (já
bem desenvolvidas na época) para sua justificação.
Explicando, ele admitiu o 'problema resolvido', ou seja,
que a velocidade do corpo em queda livre fosse
proporcional á primeira potência do tempo e, a partir
disso demonstrou que se pode chegar á lei dos espaços
percorridos já aceita, demonstrada e justificada
experimentalmente. E, o que ele fez foi nada mais nada
menos que aplicar o que hoje conhecemos como 'método da
integração'.
Vejamos como seria essa justificação usando notações um
tanto já modernizadas.
Se a velocidade varia
com a primeira potência do tempo, ou seja, aumenta
linearmente com o tempo, seu gráfico será uma reta
(linha vermelha) passando pela origem dos eixos V e t,
como se ilustra:
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O método de integração de Galileu |
A seguir, Galileu dividiu o
intervalo de tempo de 0 até t (quando então a velocidade
vale V) em um grande número de pequenos intervalos de
tempo e traçou as linhas verticais, como ilustramos
acima. Com isso, obteve um grande número de retângulos
finos e compridos. Seu pensamento seguinte foi:
substituir a reta original da hipótese (a vermelha), que
representa a variação contínua da velocidade com o
tempo, por uma linha que lembra uma espécie de escada de
degraus muito estreitos. Nessa representação, a
velocidade passa a representar um movimento feito aos
trancos; a velocidade aumenta bruscamente e a seguir
permanece constante até o próximo tranco.
Entretanto, continua Galileu, se fizermos os intervalos
de tempo cada vez menores e seu número cada vez maior, a
diferença entre a subida perfeitamente suave e aquela
pela escada tornar-se-á cada vez menos perceptível e
desaparecerá quando o número de divisões se tornar
infinitamente grande (essa idéia foi bastante utilizada
para cálculos de áreas e volumes, em geometria, já
conhecida na época).
A beleza da idéia está em
que, durante cada um desses curtos intervalos de tempo,
o movimento se processa com uma velocidade constante,
própria desse breve intervalo de tempo e que a distância
percorrida é igual a essa velocidade multiplicada pela
extensão desse intervalo de tempo. Pronto! O complicado
movimento de queda livre foi 'quebrado' em numerosos e
breves movimentos uniformes!
A seguir a coisa ficou mais simples, veja: cada
minúsculo retângulo tem a seguinte propriedade
¾
sua área representa o espaço
percorrido naquele pequeno intervalo de tempo
¾
e, sendo assim, a área total
(soma das áreas de todos os magros retângulos) deverá
representar o espaço percorrido pelo corpo em queda
livre até o instante t. Mas, essa área é simples de ser
calculada, é a área do triângulo ABC, logo:
espaço percorrido (s) =
(1/2).base(t).altura(V)
ou
s = (1/2).t.V
entretanto, como por
hipótese, a velocidade é proporcional ao tempo (V =
a.t), substituindo na expressão acima, obtemos:
s = (1/2).V.t = (1/2).at.t =
(1/2).a.t2
Bingo! Chegamos á lei do
quadrado dos tempos, que é verdadeira .... logo
V = a.t também é
verdadeira!
Outra contribuição
importante de Galileu á jovem ciência da Mecânica, foi a
descoberta do princípio da superposição dos movimentos
porém, sua mais importante contribuição foi mesmo ter
legado um método que, embora já conhecido pelos
geômetras (Arquimedes o usou para encontrar o volume de
um cone e de outras figuras), pela primeira vez foi
utilizado nos fenômenos físicos. Esse método, nas mãos
de Newton, tornou-se um dos ramos mais importantes da
Matemática.
Os
flúxions de Newton
Newton teve que
resolver, por conta própria, vários problemas. Para
começar, no tratamento do problema Terra-Lua, ele teve
que supor que a força de atração era inversamente
proporcional ao quadrado da distância entre os centros
dos dois corpos. Como a distância entre esses corpos é
relativamente grande ele pode supor as massas
concentradas (pontos materiais) e resolver, a la
Galileu, o problema da aceleração da Lua. Mas, no
tratamento do problema Terra-maçã a coisa complicou;
quando a maçã é atraída pelo globo terrestre, a força
que a está puxando para baixo é composta de um número
infinito de diferentes forças que têm como causa a
atração de rochas situadas a várias profundidades sob as
raízes da macieira, pelas rochas do Himalaia e das
Montanhas Rochosas, pelas águas do Oceano Pacífico e
pelo ferro derretido que se encontra no centro da Terra.
Para que pudesse apresentar uma demonstração
matematicamente imaculada para as forças com que a Terra
age sobre a maçã e sobre a Lua, Newton teve que
demonstrar que todas essas forças poderiam ser
representadas por uma única força que estaria presente
se toda a massa da Terra estivesse concentrada no seu
centro.
Esse problema que, embora
parecido, era muito mais complicado do que o problema de
Galileu relativo ao movimento de uma partícula com
velocidade aumentando constantemente, estava além dos
recursos matemáticos do tempo de Newton ... e ele teve
que desenvolver sua própria matemática. Ao fazê-lo,
lançou as bases do Cálculo Infinitesimal (ou
simplesmente Cálculo).
O segredo todo está na técnica na qual as linhas, as
superfícies e os volumes da Geometria Clássica são
divididos em um número muito grande de pequenas partes,
e então considera-se as inter-relações no caso limite,
quando o tamanho de cada sub-divisão vai de aproximando
de zero.
Vejamos o tratamento
desenvolvido por Newton para o estudo de um movimento
genérico. Nesse desenvolvimento iremos adotar a postura
newtoniana e paulatinamente apresentar as notações
modernas assim como algumas aplicações.
Iniciemos com um movimento
no qual sua coordenada x varie de um modo regular
acompanhando o valor de t. No caso mais simples x poderá
ser proporcional a t e então escreveremos:
x = A.t (1)
onde A é uma constante
numérica (independente do tempo) que torna iguais os
dois membros da 'equação'. A expressão (1) acima nos
informa, para cada valor de t, o correspondente valor
assumido por x.
Tomemos dois instantes distintos t e t +
Dt,
onde Dt
é um pequeno incremento sobre t e que, mais tarde, será
feito igual a zero. Só para fixar a idéia, se t = 4
segundos, o t + Dt
poderá ser algo como 4,000000000001 segundos ou bem
menor ainda
Nesses dois instantes as
correspondentes coordenadas x e x' (ou melhor, espaços)
terão os valores calculados pela (1):
t ===> x = A.t
t + Dt
===> x' = A(t+Dt)
A distância percorrida pelo
móvel (ou melhor, a variação do espaço) durante esse
intervalo de tempo Dt
é, formalmente:
x' - x =
Dx
= A(t+Dt)
- A.t = A.Dt
e, dividindo-se membro a
membro por Dt,
obteremos exatamente A.
Dx
= A.Dt
===> Dx/Dt
= A
Essa é a "razão de variação"
de x com t, ou o "flúxion de x" em relação ao tempo,
como Newton o chamou e indicou assim:

O flúxion de x em relação ao
tempo será a lei de velocidade do movimento em questão.
Por comodidade de digitação o flúxion de x, ou seja, x
com um ponto sobre ele, será indicado por x*.
Vejamos
um exercício 'cinemático', como aplicação desse flúxion:
Sobre uma trajetória previamente conhecida a lei de
movimento de um ponto material é s = 5t + 2, com
unidades no S.I.U. Obter, pela definição, a lei de
velocidade desse movimento.
Resolução: para um genérico valor de t teremos: s =
5.t +2
para um instante posterior de valor
t' = t+Dt
teremos: s' = 5(t+Dt)
+2
a variação de espaço nesse intervalo
de tempo de extensão
Dt
será:
Ds
= s' - s = 5(t+Dt)
+2 - (5t +2) = 5.Dt
O
flúxion de s, ou a razão incremental do espaço será: s*
= Ds/Dt
= 5.Dt/Dt
= 5
Então, s*
= 5 que é o flúxion de s em relação a t será a lei de
velocidade desse movimento, com unidades no S.I.U.
Examinemos agora um caso um
pouco mais complicado, onde a coordenada x (espaço)
varia com o tempo segundo a expressão:
x = A.t2
Eis o desenvolvimento:
t ===> x = A.t2
t+Dt
===> x' = A(t+Dt)2
A variação da coordenada x
no intervalo de tempo
Dt
será:
Dx
= x' - x = A(t+Dt)2
- A.t2 = At2+2AtDt+ADt2
- At2 = 2A.t.Dt
+ A.Dt2
A razão incremental
será:
Dx/Dt
= 2A.t + A.Dt
Quando
Dt
vai se tornando infinitamente pequeno, o último termo
desaparece e assim teremos, para o flúxion de
x:
x* = 2At
Aplicação: O espaço de um ponto, sobre trajetória
conhecida, varia com o tempo segundo a lei s=3t2+2t+1,
com unidades no SI. Obter, pela definição, sua lei de
velocidade.
Fazemos:
t
==> s = 3t2+2t+1
t+Dt
==> s' = 3(t+Dt)2+2(t+Dt)+1
Ds
= s'-s = 3(t+Dt)2+2(t+Dt)+1
- (3t2+2t+1)
Desenvolvendo o quadrado da soma, eliminando os
parêntesis e simplificando temos:
Ds
= 6.t.Dt+3Dt2+2Dt
A
razão incremental (dividir m.a.m. por
Dt)
será: Ds/Dt
= 6t +3Dt
+2
No
limite, para Dt
tendendo a zero, o termo intermediário desaparece e
resta: s* = V = 6t + 2, que é a lei de
velocidade com unidades no SI.
Seguindo-se o mesmo
raciocínio, calculemos o flúxion de x = At3 .
t ===> x = A.t3
t+Dt
===> x' = A(t+Dt)3
A variação da coordenada x
no intervalo de tempo
Dt
será:
Dx
= x' - x = A(t+Dt)3
- A.t3 = At3+3At2Dt+3AtDt2+ADt3
- At3 = 3A.t2.Dt
+3AtDt2+
A.Dt3
A razão incremental
será:
Dx/Dt
= 3A.t2 + 3AtDt
+ A.Dt2
Quando
Dt
vai se tornando infinitamente pequeno, os últimos dois
termos desaparecem e assim teremos, para o flúxion de
x: x*
= 3At2
Poderemos, pelo mesmo
método, continuar calculando os flúxions de x=At4,
x=At5 etc., obtendo x*=4At3,
x*= 5At4 etc.
É fácil obter a regra geral (algorítmo para o cálculo
rápido dos flúxions): o flúxion
de x = Atn, onde n é um número inteiro, é x*
= n.Atn-1.
Nesses exemplos, calculamos
os flúxions de quantidades que variam diretamente com o
tempo, com o quadrado do tempo, com o cubo do tempo
etc.,mas, como faríamos com as quantidades que variam
inversamente com o tempo e suas várias potências?
A Álgebra nos ensina que t-1
= 1/t , t-2 = 1/t2 , t-3
= 1/t3 etc. Usando esses expoentes negativos
e procedendo exatamente do mesmo modo como
anteriormente, acharemos que os flúxions de x = At-1
, x = At-2 , x = At-3 etc., serão
x* = -At-2 , x* = -2.At-3
, x* = -3.At-4 etc.
O sinal (-) aparece aqui porque, no caso de
proporcionalidade inversa, as quantidades variáveis
decrescem com o tempo, e a razão incremental é negativa.
Mas, a regra geral para o algorítmo de cálculo de
flúxions permanece a mesma que usamos para a
proporcionalidade direta; com um pouco mais de
modernidade coloca-se: para se
obter os flúxions de funções polinomiais, multiplicamos
a função potência original pelo seu expoente e reduzimos
de uma unidade o valor de seu expoente.
Tabelemos os resultados dos
exemplos citados (isso será usado na integração):
| x = |
At-3 |
At-2 |
At-1 |
At |
At2 |
At3 |
At4 |
| x*
= |
-3At-4 |
-2At-3 |
-At-2 |
A |
2At |
3At2 |
4At3 |
Razão
incremental da razão incremental (ou flúxion de flúxion)
Enquanto, na
notação de Newton, x* representa a razão de
variação de x (razão incremental), x**
representará a razão de variação dessa razão de variação
(flúxion de flúxion). Assim, se x = At3,
teremos: x*
= 3At2 e x** = (3At2)*
= 3A.2t = 6At
Analogamente, x***
que é a razão de variação da razão de variação da razão
de variação, será, para esse mesmo exemplo anterior: x***
= (6At)* = 6A.
Aplicar isso á lei de
movimento de queda livre de um corpo, no vácuo, nos
levará rapidamente a:
s = (1/2).g.t2
Como a velocidade V é a
razão de variação de posição, teremos:
V = s* =
(1/2)g.2t = gt
que diz que a velocidade é
simplesmente proporcional ao tempo de queda. Para a
aceleração 'a' que é a razão da variação da velocidade
(ou a razão da variação da razão da variação da
posição), fazemos:
a = V* = s*
= g
que é, naturalmente, um
resultado trivial.
Antes de encerrarmos essa
primeira parte dos Flúxions de
Newton, devemos chamar a atenção que a notação de
Newton não é a encontrada em livros do ensino médio.
Acontece que, ao mesmo tempo que Newton desenvolvia seus
flúxions, conhecido hoje como Cálculo diferencial, um
matemático alemão Gottfried w. Leibniz, estava
trabalhando sobre o mesmo assunto usando, no entanto,
uma notação um tanto diferente. O que Newton chamava de
flúxion primeiro, segundo, terceiro etc., Leibniz
chamava de derivada primeira, segunda, terceira etc., e,
em lugar de indicar

O
Cálculo diferencial, atualmente estudado em nível
superior, não se restringe apenas ás funções
polinomiais. Entretanto, para avançar mais nessa
técnica, um estudo dos 'limite de funções' faz-se
indispensável. Para a Física, principalmente, alguns
limites clássicos fazem-se necessários; sem eles será
difícil, senão impossível, o cálculo do flúxion (ou
derivada), por exemplo, das funções trigonométricas.
Experimente obter, pela definição, o flúxion de x =
a.cos(bt + c), com a, b e c constantes em relação ao
tempo, ou seja, obtenha a velocidade de um ponto que
realiza MHS, pela definição (não vale usar regrinhas de
derivação!).
A seguir:
Flúxions de Newton - parte 2 - a
integração.
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