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M.H.S. -
Questões Série B
Prof. Luiz Ferraz Netto
leobarretos@uol.com.br
Questão
8- Um corpo P cumpre simultaneamente dois
movimentos harmônicos simples, de mesma freqüência e mesma
amplitude, porém de direções perpendiculares entre si. Suas
fases iniciais valem
j1
e j2.
Os movimentos ortogonais são expressos por:

Descreva a natureza do movimento
bidimensional, resultante dos movimentos acima, quando:
(a) j
= j1
= j2
;
(b) j1
= j2
+ p/2;
(c) j1
= j2
- p/2.
Solução



Questão
9- Mostre que a massa inercial oscilante de uma
mola é equivalente a 1/3 da massa da mola.
Solução
Deixando-se de lado o caso ideal
de mola cuja massa é desprezível, em relação à massa do
corpo oscilante, convém ressaltar que as suas diversas
partes oscilam com amplitudes diversas, desde zero na parte
superior onde está fixada, até um máximo na parte inferior
onde se liga à massa oscilante.
Seja L o comprimento da
mola em equilíbrio estático, quando suportando o corpo de
massa m, como se ilustra:
Indiquemos por mL a
massa própria da mola. Consideremos um elemento de massa dmL,
comprimento dy, à distância y abaixo da extremidade superior
fixa. Temos:

Determinemos a energia cinética
da mola, no instante em que a parte inferior tem velocidade
v.
O comprimento da mola é geralmente pequeno em relação ao de
suas ondas longitudinais, cuja freqüência é a mesma do corpo
oscilante nela suspenso. Admite-se, portanto, que todas as
partes da mola oscilam em fase e a velocidade de um
elemento, vL, será proporcional à distância ao
extremo fixo, isto é:

A energia cinética do elemento
será:

A energia cinética total da mola
(apenas da mola!) será:

ou

isto é, é a energia cinética de
um corpo cuja massa vale 1/3 da massa da mola e cuja
velocidade seja a do corpo suspenso. Em outras palavras: a
massa equivalente do sistema (corpo oscilante + mola) é a do
corpo suspenso, mais 1/3 da massa da mola.
Questão
10- Pendurando-se lentamente um corpo de massa
500 g em uma mola helicoidal de massa desprezível, ela
estica 7 cm e assim se mantém em equilíbrio. Calcular a
freqüência angular e a amplitude do movimento conseqüente,
quando o corpo é deslocado 3 cm além da posição de
equilíbrio, imprimindo-lhe velocidade de 40 cm/s, para
baixo.
Nota: Resolver
utilizando-se do Sistema C.G.S.; adotar para a aceleração
local da gravidade o valor 980 cm/s2 .
Solução
Calculemos inicialmente, a
constante de força da mola (k), a partir da condição de
equilíbrio:
k.Dy
= m.g
então,

Questão
11- Um bloco de massa m = 2,0 kg pende de uma
mola. Um segundo bloco de massa m1= 0,3 kg
pendurado abaixo do primeiro, alonga a mola mais 2,0 cm. Se
o corpo de massa m1 for bruscamente removido,
aquele de massa m entra em oscilação. Qual será o período
desse movimento?
Solução
Na ilustração acima, à esquerda,
temos a mola natural; no meio, a situação de equilíbrio após
pendurado o bloco de massa m, quando então a mola apresenta
uma deformação de x cm e, à direita, a situação de
equilíbrio ao ser acrescentado o bloco de massa m1,
quando então a mola apresenta deformação total de (x+2) cm.
Nessa situação final a condição vetorial de equilíbrio é:
F1+(m+m1).g
= 0.
As situações de equilíbrio
(ilustração do meio e a da direita) podem ser expressas
escalarmente assim:
k.x = m.g e k(x+2) = (m+m1).g
Dividindo-se, m.a.m., uma pela
outra, vem:

Questão
12- Um corpo de massa m é suspenso por duas molas
idênticas A e B, cada uma delas com uma constante elástica
k, conforme se ilustra abaixo (série e paralelo):
Se as deformações estáticas,
isto é, os deslocamentos totais quando em equilíbrio sob a
ação do peso m.g, valem respectivamente x1
(na série) e x2 (no paralelo), pedem-se:
(1) a relação (razão) entre x1
e x2 ;
(2) a relação (razão) entre as freqüências naturais de cada
oscilador;
(3) a relação (razão) entre as energias totais dos
osciladores, sabendo-se que eles oscilam com mesma
amplitude.
Solução
Por questão de parcial generalização, para a obtenção das
"molas equivalentes" de duas molas associadas em série e em
paralelo, suponhamos que as molas individuais não fossem
idênticas, isto é, que suas constantes elásticas fossem,
respectivamente, kA e kB.
Caso
(a): Série
Para a deformação total na série tem-se: x1= xA
+ xB ; se k1 é a constante de força do
sistema equivalente, teremos:

Caso
(b): Paralelo
Para o equilíbrio das forças tem-se: m.g = FA + FB
; se k2 é a constante de força do sistema
equivalente, teremos:
k2.x = kA.x
+ kB.x ou k2 = kA+ kB
(paralelo)
Respostas para os itens (1), (2)
e (3) para o caso particular de kA = kB
= k :

Questão
13- Dois pontos materiais executam movimentos
harmônicos simples, de mesma amplitude e freqüência, ao
longo de uma mesma reta. Cada vez que eles passam um pelo
outro, quando vão em sentidos opostos, a elongação de cada
um é a metade da amplitude comum. Qual a diferença de fase
entre eles?
Solução
A equação monômia do m.h.s., que nos fornece a elongação do
movimento em função da amplitude e ângulo de fase, é x =
A.cos(w.t
+ j),
onde w.t
+ j
é a fase no instante t.
Quando os pontos materiais estão com elongação máxima (x =
A) -- veja ilustração abaixo --, o ângulo de fase vale
w.t
+ f
= 2kp.
Pelo enunciado, x1 =
x2 = A/2.
O ponto material (1), movendo-se para a direita, tem uma
fase w.t
+ j
= 2kp
- q1.
O ponto material (2), movendo-se para a esquerda, tem uma
fase w.t
+ j
= 2kp
+ q2
.
Teremos, então:
x1
= A.cos(2kp
- q1)
= A/2 ou cos(2kp
- q1)
= 1/2 logo: q1
= p/3
rad
x2 = A.cos(2kp
+ q2)
= A/2 ou cos(2kp
+ q2)
= 1/2 logo: q2
= p/3
rad
Ora, a diferença de fase será:
Dj = (2kp
+ q2)
- (2kp
- q1)
= q2
+ q1
= 2p/3
rad .
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Um outro modo de
resolver a questão seria considerar os
movimentos
harmônicos simples como projeções de movimentos
circulares unifor-
mes, de mesma freqüência, sobre o diâmetro
horizontal.
Neste caso, a partícula P2 estaria à
frente da partícula P1 de 2p/3
rad,
como podemos observar na ilustração ao lado. |
Questão
14-
Um bloco está
sobre um pistão, que se move, verticalmente, com
movimento
harmônico simples de período igual a 1 segundo.
(a) Para qual amplitude do movimento o bloco se
separará do pistão?
(b) Se o pistão tem amplitude de 5 cm, qual é a
freqüência máxima para a
qual o bloco e o pistão estarão em
contato, continuamente?
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Solução
(a) Como se trata de um m.h.s., a aceleração não é constante
e sim varia em função da elongação, a saber: F = -k.x = m.a
==> a = - (k/m).x, portanto a = f(x).
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Vamos mostrar que a separação deve ocorrer na
parte superior, quando a aceleração do sistema
oscilante for, no mínimo, igual a g. Isolando o
pequeno corpo de massa m, temos, pelo diagrama
de forças ao lado, em (a), que: m.g - N
= m.am.
Se am = g,
vem m.g - N = m.g , portanto, N = 0 |
Na parte inferior, (b) na
ilustração acima, teríamos: N - m.g = m.am . Se am
= g, vem N - m.g = m.g , portanto, N = 2m.g. Então, fica
patente que o bloco de massa m descolará do pistão no ponto
mais alto de inversão de movimento, quando am =
g. Para a aceleração máxima do m.h.s., sabemos que":

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