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Prof. Luiz Ferraz
Netto VII. Movimento de projéteis (no vácuo) 39.
Projéteis - Se o impulso inicial tem direção vertical, o ponto realiza M.R.U.V. de direção vertical e suas equações encontram-se no item 24 (resumo R4 - Queda livre). Se o impulso inicial se dá na oblíqua (segundo ângulo de tiro q), o estudo do movimento é feito através de suas projeções sobre os eixos Ox e Oy, que definem o plano de sua trajetória ; esse é o propósito desse item 39. Para tal estudo interessa conhecer:Condições iniciais:
39.1. Leis vetoriais de movimento:
Como a aceleração vetorial total a(t) deve ser sempre igual à g, concluímos que ax(t) = 0, ou seja, o componente de g segundo Ox é nulo; logo, o movimento segundo Ox é uniforme. Assim, a x(t) será do tipo: x(t) = xo + vx.t com vx = vox = vo.cosq Para as convenções adotadas (eixo y orientado positivamente para cima) o componente ay(t) = - g = cte.; logo, o movimento segundo Oy é uniformemente variado. Assim, a y(t) será do tipo: y(t) = yo + voy.t - (1/2).g.t2 com voy = vo.senq Desse modo, as leis vetoriais de movimento tornam-se:
39.2. Velocidade do projétil no instante t:
A relação entre a velocidade escalar (v) e a ordenada do ponto será: v2 = vo2 - 2.g.(y - yo), para todo t em seu intervalo de validade. [ demonstre isso! ] 39.3
Equação da trajetória do projétil -
que traduz um 'arco de parábola'. De modo geral (xo e yo não nulos) tem-se:
39.4.
Altura atingida (flecha) -
39.5.
Alcance horizontal -
39.6. Condição de tiro para alcance horizontal máximo -
Nota: Em lançamento vertical (q = 0), a altura máxima atingida vem dada por: ymáx. = H = vo2/(2g). Vale despertar que o alcance horizontal máximo (xmáx.), com q = 45o, é o dobro desse H; xmáx. = 2.H . 39.7. Ângulos de tiro para alcances iguais -
39.8. Duração da ascensão -
39.9. Duração do trajeto -
39.10. Acertando um alvo fixo Objetivo Ilustração
As equações dos movimentos componentes do projétil serão, portanto: x
= vo.cosq.t Conhecida as coordenadas (xa,ya) do alvo, teremos um sistema de duas equações à duas incógnitas, a saber, t e q. São elas: xa = vo.cosq.t e ya = vo.senq.t + (1/2)(-g).t2
Essa equação do segundo grau apresenta duas soluções, portanto, dois possíveis distintos ângulos de tiro permitirão ao projétil atingir o alvo. No item abaixo discutiremos essas soluções. 39.11. Parábola de Segurança - Fixados Po(xo;yo), vo, g e um alvo A(xa;ya), a equação cartesiana da trajetória conduz a uma equação do 2o grau em tg q (sec2q = 1 + tg2q), como visto acima em 39.10; da qual obtém-se q .Há três casos a considerar, e que se distinguem pelo discriminante D da equação: D < 0 - Não há solução real: o objetivo está fora de alcance. D > 0 - Há duas soluções reais e distintas q1 e q2: o objetivo pode ser atingido por tiro tenso (canhão) ou tiro elevado (morteiro). Os ângulos de tiro são complementares se for Ya = yo . D = 0 - Há duas soluções coincidentes: o objetivo é atingível com um só ângulo de tiro. O lugar geométrico dos alvos, nessa condição, é chamado de Parábola de Segurança. Ela é a envolvente das trajetórias balísticas que partem de Po com vo constante e q qualquer. Ela separa a região batida da região inatingível. Sendo S(X;Y) o ponto genérico da Parábola de Segurança, obtém-se:
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