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Pêndulo
(Roda) de Maxwell Prof. Luiz Ferraz
Netto Objetivo O aluno interessado deverá procurar literatura sobre a Dinâmica da Rotação dos Sólidos. Entre os conceitos que encontrará, destaca-se o de momento de inércia. A conservação da energia e a da quantidade de movimento angular são outros dois conceitos de destaque. Perguntas
e Respostas a) Podemos descrever o movimento de um ponto de um corpo rígido em rotação, quer por grandezas angulares, quer por lineares. Por que necessitamos de grandezas (variáveis) angulares quando estamos familiarizados com as equivalentes grandezas lineares?
b) Como pode uma pessoa distinguir um ovo fresco de um outro bem cozido? . Esse deslocamento faz variar o momento de inércia e a velocidade angular; uma conseqüência do princípio da conservação da quantidade de movimento angular (*). Quando se cozinha o ovo, dá-se o endurecimento do conteúdo e ele gira com regularidade, uma vez que o momento de inércia e a velocidade angular são constantes, já que não se produzem deslocamentos da massa do seu interior. b2) Também é possível diferenciá-los, deixando-os rolar sobre o mesmo plano inclinado, a partir de uma certa altura. (*) A quantidade de movimento angular (L), que é o momento da quantidade de movimento (m.v), L = r x m.v, é também conhecida por 'momento cinético' ou 'momentum' angular. c) Pendura-se um corpo rígido por meio de um linha e, desse corpo, pendura-se outro mediante um fio de aço fino. Torce-se o fio de aço (junto com o corpo inferior), mantendo-se preso o corpo de cima, soltando-os em seguida. Que movimento adquirem os corpos?
d) Que aconteceria a um carrossel se todos os garotos que brincam sobre ele, se aproximassem, simultaneamente, do eixo do mesmo?
e)
O experimento de Maxwell - Roda ou pêndulo de Maxwell
Qual destes corpos abaixo, todos de mesma massa, manterá o movimento de subida e descida durante maior intervalo de tempo? Atente bem para as figuras pois elas permitem colher detalhes sobre as distribuições de massas.
f)
Por que a Roda de Maxwell tem esse comportamento?
A intenção é fazer a Roda, fixa no seu eixo, girar nas guias inclinadas, e apoiadas pelo seu eixo. O que queremos mostrar é que a conservação da energia requer que, quando a Roda rola sobre seu eixo, quase toda a sua energia cinética é rotacional, de modo que o sistema (Roda fixa a seu eixo) desce muito lentamente. É exatamente isso que acontece com a Roda de Maxwell quando suspensa por um par de cordéis enrolados em seu eixo é abandonada sob ação da gravidade. Para
reproduzir esse experimento --- o que é altamente recomendável ---
faça uma roda de madeira compensada (espessura 2 cm) com cerca de 20
cm de diâmetro dotada de um furo no seu centro de gravidade. Na
verdade essa 'roda' não precisa ser 'perfeitamente redonda'; basta
que o eixo passe exatamente pelo seu centro de gravidade. Tal eixo
pode ser uma vareta de latão de diâmetro 0,3 cm ou mesmo um
parafuso comprido. Cuide para que esse eixo passe com certa
facilidade por esse furo no centro da roda e se estenda coisa de 2,5
a 3 cm de cada lado da roda. Aperte firmemente as porcas e arruela de
ambos os lados da roda para, com isso, fixar fortemente a roda ao
eixo. Se o eixo for uma vareta de latão outra técnica deve ser
pensada para essa fixação do eixo na roda. A inclinação na qual o sistema será abandonado pode ser conseguida através de um bloco de madeira de 15 cm de altura, colocado sob as extremidades dos 'metros de balcão'. Se em lugar dos 'metros de balcão' você optar por duas hastes de madeira, cuide para coloca-las de modo que tenham o mínimo de flexão com a passagem do sistema roda-eixo. Procedimento Na base da
rampa, a energia potencial inicial, Ep = mgh,
foi inteiramente convertida em energia cinética de rotação, Ecr,
e de translação, Ect. A energia cinética de rotação,
cuja expressão geral é, Ecr = (1/2).I.w2,
pode ser calculada utilizando I = (1/2).m.R2 e w
= v/r para obter a relação Ecr = (1/4).m.v2.(R/r)2,
onde I é o momento de inércia do disco, w
sua velocidade angular, R o raio do disco, r o raio do eixo e m a
massa da roda. Para
o caso de R = 20 cm e r = 0,3 cm (como sugerimos no texto), esse
fator torna-se k = (1/2)(20/0,3)2 ~ (1/2)(67)2
~ 2 244, que explica porque é que a Roda rola pela rampa com
tão pouca energia cinética de translação (e tanta de rotação). Admitindo-se
que a espessura do cordel não conduza a um maior raio eficaz do
eixo, a aceleração vertical (ou seja, aquela de translação da
roda) deverá ser expressa por a = g/(2244)(1/2) ,
ou algo como 0,2 m/s2. Com essa aceleração a roda irá
demorar pelo menos 3,0 segundos para descer de 1 metro. Se, todavia,
você desapertar as porcas que mantém a roda fixa no eixo, o sistema
descerá com aceleração de cerca de 10 m/s2, visto que
irá adquirir uma energia cinética rotacional muito pequena durante
sua descida, e quase toda a sua energia potencial original será
convertida em energia cinética de translação da roda em queda.
Essa parte da demonstração não funciona muito bem para o caso da
rampa inclinada devido ao atrito entre a roda e o eixo mas, se você
conseguir minimizar suficientemente esse inconveniente, irá obter
para a aceleração linear nesse 'plano inclinado' de q,
algo próximo do a = g.senq. No tema, recomenda-se a leitura do trabalho: Roletes na calha ; clique aqui. Veja fotos do Pêndulo de Maxwell e Roda no Plano Inclinado na Feira de Ciências Virtual. |
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