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O avião
mantém vôo horizontal com velocidade constante.

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O
pára-quedista prepara-se. Tudo em ordem. Pular...
Ele lança-se ao ar, braços abertos, procurando sempre a posição
horizontal. Ele sente a resistência do ar. A resistência do ar é
uma forma de atrito, aplicando forças contra o movimento, que é para
baixo. O corpo do pára-quedista empurra o ar para baixo e esse opõe-se,
aplicando força para cima.
A força devido à gravidade (peso do corpo) puxa o corpo para
baixo e a força de resistência do ar manifesta-se, no corpo, para
cima. Essa resistência imposta pelo ar depende das dimensões, da
forma e da velocidade do pára-quedista (e seu equipamento).
No
início a gravidade ganha, a velocidade de queda aumenta (aceleração
positiva) e, com isso, aumenta também a resistência imposta pelo ar.
Quando as duas forças tiverem valores iguais, elas se equilibram e a
velocidade de queda estabiliza --- é a primeira
velocidade limite, Vlim1.
Nesse momento ele puxa a cordinha que solta o pára-quedas. Puff.
Abriu. As dimensões e formas do sistema mudam notavelmente. A área
de ataque contra o ar aumenta muito, a resistência do ar aumenta
tanto (ganhando da força da gravidade) que o pára-quedista leva um
tranco. A força de resistência do ar sendo maior que aquela devido
à gravidade, o sistema desacelera (aceleração negativa) e vai
perdendo velocidade. Mas, como a velocidade diminui, a resistência do
ar também vai diminuindo progressivamente, até novamente igualar seu
valor com aquele da gravidade. Nessa situação, novamente a
velocidade de queda estabiliza --- é a segunda
velocidade limite, Vlim2.
Essa velocidade de queda (já estabilizada) é menor que a velocidade
de queda quando o pára-quedas estava fechado. É uma velocidade que
um homem treinado sabe suavizar quando chega ao solo, encolhendo as
pernas e rolando no chão, para aumentar o tempo de impacto. |