|
||||||||
|
Estudo
do líquido viscoso Prof. Luiz Ferraz
Netto Objetivo Noções
teóricas Dispomos
de um tubo de vidro (*) cheio de óleo de cozinha e deixamos cair
dentro dele uma esfera de vidro (bola de gude). No início
observamos que a esfera desce acelerada mas, após um breve
intervalo de tempo, a aceleração desaparece e a bolinha passa a
descer com velocidade constante. Quando isso ocorre, dizemos que a
bolinha atingiu sua velocidade limite,
tal como ocorre com alguém que faz um salto com pára-quedas. Três são as forças que agem na bolinha enquanto desce no óleo com sua velocidade limite, a saber: P, o peso da bolinha; E, o empuxo de Arquimedes e F, a força de atrito viscoso com a qual o líquido se opõe ao movimento da bolinha em seu seio. Ilustremos isso:
A situação de 'equilíbrio dinâmico' da bolinha pode ser descrita vetorialmente assim: P + E + F = 0 ou, projetando tal equação vetorial num eixo vertical orientado positivamente para baixo: P - E - F = 0, ou ainda, P = E + F ... eq.01 ... A
força peso da bolinha, P, ação da massa da Terra sobre a massa
da bolinha de vidro, pode ser calculada por P = m.g , onde m
é a massa da bolinha e g é o módulo da aceleração local
da gravidade. Supondo que a esfera de vidro seja homogênea (coisa
não muito verdadeira para algumas bolas de gude que já vi),
podemos substituir sua massa m pelo produto de sua massa
específica d (também se diz, densidade absoluta) pelo seu
volume V. Assim, para a intensidade da força peso ficamos
com: P = d.V.g. P = (4/3).p.d.r3.g ...eq.02... Tratemos do empuxo de Arquimedes, E, que continua válido mesmo com a bolinha em movimento, todavia, com velocidade constante (em movimento acelerado a história é outra, devido às forças de inércia!). Seu cálculo prende-se ao peso do óleo deslocado pela presença da esfera de vidro: E = m'.g , onde m' é a massa de óleo deslocado e g o valor da aceleração local da gravidade. Mas, m', por sua vez pode ser (admitindo óleo homogêneo) substituído pelo produto da massa específica do óleo d' pelo volume V' do óleo deslocado. E ficamos com: E = d'.V'.g .Todavia, como a bolinha é rígida, V' = V = (4/3).p.r3 . E então, teremos para E: E = (4/3).p.d'.r3.g ...eq.03... Falemos agora da força de atrito viscoso que foi estudada por Stokes. Sua intensidade é dada por F = 6.p.h.r.v ...eq.04... sendo h o coeficiente de viscosidade do óleo, v a velocidade da esfera em relação ao óleo e r o raio da esfera. Assim, levando as equações 02, 03 e 04 na equação fundamental 01, temos: (4/3).p.d.r3.g = (4/3).p.d'.r3.g + 6.p.h.r.v ...eq.05... Isolando-se a incógnita v na eq.05 e efetuando simplificações elementares tem-se:
Mediante técnicas da cinemática podemos determinar a velocidade limite da bolinha (v) e mediante o uso do paquímetro determinar o raio (r) da mesma, logo, pela eq.08, podemos determinar k. Conhecidas as densidades absolutas tanto do material da esfera (d) quanto do óleo utilizado (d'), pela eq.07, obtemos a viscosidade (h) do óleo. Procedimento
experimental Aspecto
da tabela de dados
n = número de medidas ; D = diâmetro das esferas ; Dm= diâmetro médio das esferas ; rm= raio médio das esferas ; t = tempo de queda ; tm= tempo médio de queda ; vm= velocidade média das esferas ; h = viscosidade. Dados
extras (preencher):
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|