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Dinâmica
(Do ponto e dos
sistemas) |
Prof. Luiz Ferraz Netto
leobarretos@uol.com.br
V.
Trabalho, Energia e Potência [parte
1]
8.
Definição - As forças têm a
qualidade de realizarem 'trabalho', função dos deslocamentos que provocam
nos corpos. Todo trabalho implica numa
transferência de energia (outro modo de se transferir energia de uma região
para outra é através de ondas). Em Ciência,
toda transferência de energia se dá através do trabalho
ou de ondas.
O trabalho de uma força é definido como o produto da intensidade da força
pela extensão do deslocamento que ela determina no corpo, quando o
deslocamento se dá na direção da força; no caso geral, nesse produto se
considera apenas o componente da força segundo a direção do
deslocamento. Vejamos várias situações:
8.1
Trabalho da força constante num deslocamento retilíneo -
8.2
Trabalho da força constante num deslocamento curvilíneo -
8.3
Trabalho da força variável numa trajetória qualquer -
No
gráfico, f(x) é o componente tangencial da
força variável que atua no corpúsculo; a área hachurada
mede, naquele deslocamento, o trabalho da força total (não esquecer que o
trabalho da componente normal é nulo!).
Notas
-
(a) É nulo o trabalho das reações vinculares normais à direção do
deslocamento;
(b) É nulo o trabalho da resultante centrípeta.
8.4
Trabalho das forças elásticas restauradoras -
Tomando-se por ponto de referência a posição de equilíbrio do sistema
deformável, sua energia potencial elástica, quando apresenta a deformação
x, é medida pelo trabalho realizado pelas forças elásticas de
restituição no deslocamento x:
8.5
Trabalho da força eletrostática (coulombiana) -
8.6
Trabalho da força de intensidade constante, tangencial, numa rotação
-
8.7
Teorema de Varignon - "O trabalho da resultante de um
sistema de forças (componentes) num dado deslocamento é igual à soma algébrica
dos trabalhos componentes".
8.8
Unidades coerentes de trabalho -
C.G.S.
==> erg = dina x cm ==> erg = dyn.cm
S.I.U. ==> joule = newton x metro ==>
J = N.m
M.kgf.S. ==> quilogrâmetro = quilograma-força x metro ==> kgm =
kgf.m
M.T.S. ==> quilojoule = esteno x metro ==> kJ =
sth.m
Relações
-
1 joule = 107erg ;
1 kJ = 103 J = 1010 erg; 1 kgm = 9,80
665 J
8.9
Trabalho e Energia potencial da força peso -
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tPeso,
na descida = + mgh ; tPeso,
na subida = - mgh
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"A
energia potencial da força peso em A se identifica com o trabalho
realizado por essa força, sobre a massa unitária, para deslocá-la sobre
trajetória qualquer desde o ponto A até o plano de referência, ao qual
se associa, por comodidade, energia potencial nula". Esse deslocamento
deve-se efetuar em M.U.
Epot.,A
= tP,A---PR
Notas
-
(a) Energia potencial é grandeza escalar, função de ponto;
(b) Todo plano paralelo ao plano de referência (no campo da gravidade e próximo
da superfície da Terra), é uma superfície equipotencial (mesmo potencial
em todos os pontos);
(c) Considerando a Terra esférica e homogênea na sua distribuição de
massa, tem-se um campo de forças centrais e, para esse, as superfícies
equipotenciais são superfícies esféricas concêntricas com a Terra.
(d) Adotando-se potencial zero para pontos infinitamente afastados da
Terra, todo corpo a uma distância r (finita) apresentará energia
potencial negativa; adotando-se o centro da Terra com potencial zero,
pontos da superfície e fora dela têm potenciais positivos ¾
pontos internos têm potenciais
calculados de maneira particular.
(e) Energia potencial de um ponto material, ou de uma carga elétrica ou de
um pólo magnético só é definida para campos de forças conservativos,
ou seja, aqueles para os quais o trabalho realizado pela força de campo
independe da particular trajetória seguida pela massa, carga ou pólo.
(f) Sendo a energia potencial a medida do trabalho realizado pela força,
as suas unidades são as mesmas do trabalho.
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