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Dinâmica
(Do ponto e dos
sistemas) |
Prof. Luiz Ferraz Netto
leobarretos@uol.com.br
VIII.
Momento de inércia, Centro de massa e Pêndulo simples
1.
Momento de inércia de um ponto material em relação a um eixo
2.
Momento de inércia de um corpo em relação a um eixo
3.
Raio de giração de um sistema de pontos materiais
4.
Energia cinética de um corpo em rotação - A
energia cinética de rotação de um corpo que gira ao redor de um eixo é
igual ao semi-produto de seu momento de inércia pelo quadrado de sua
velocidade angular, com respeito ao eixo:
Ecin.,rot.=
(1/2).w2.I
O
trabalho cedido ou absorvido por um corpo em rotação é igual à variação
de sua energia cinética de rotação:
Dt
= (1/2).(w2
- w'2).I
5.
Corpos acoplados - máquina de Atwood - A
aceleração escalar do movimento de um sistema formado por dois ou mais
corpos rígidos acoplados mecanicamente entre si, de modo que todos tenham
em cada instante a mesma velocidade é:
| a = Sfmov./SM |
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6.
Centro de massa de um sistema discreto de pontos materiais - Para
o estudo do movimento de translação de um corpo rígido, é o ponto onde
pode-se supor concentrada toda a massa do corpo:
Se
a aceleração da gravidade é a mesma em todos os pontos do corpo (situação
mais corriqueira), o centro de gravidade (CG) coincide com o centro de
massa (CM): g = constante ==> CG = CM.
Nota:
O CM da Torre Eiffel, por exemplo, não coincide com seu CG; o CM fica
ligeiramente acima do CG.
7.
Teorema do centro de massa - Para sólidos
(sistemas rígidos de pontos) em translação, para os quais o movimento é
estudado considerando-se toda a massa concentrada em seu CM, vale:
8.
Pêndulo Simples - estudado nos
casos; quando sua amplitude de oscilação é pequena e para qualquer valor
da amplitude.
8.1
- Fundamentos teóricos - um pêndulo
simples se define como uma partícula de massa m suspensa desde o
ponto O por um fio inextensível, de comprimento L e de massa
negligenciável. Se a partícula se desloca para uma posição qo
(ângulo que o fio faz com a vertical) e então for abandonada (velocidade
inicial zero), o pêndulo começa a oscilar.
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O pêndulo descreve uma
trajetória circular, um arco de circunferência de raio L.
Estudaremos seu movimento segundo as direções normal e tangencial.
As forças que agem sobre a partícula
de massa m são apenas duas:
seu peso, mg, vertical
para baixo
e a ação do fio, a tração T, de direção radial e sentido
indicado.
Na ilustração, os
componentes da força peso segundo as direções normal e tangencial
valem:
fn = mg.cosq
e ft = mg.senq |
8.2
- Equação do movimento segundo a direção radial - A aceleração
da partícula é centrípeta (direção radial e sentido para o centro de
sua trajetória circular) e de valor an = v2/L
(eq.1). A segunda lei de Newton permite escrever:
m.an
= T - mg.cosq
(eq.2)
Pelas
(eq.1) e (eq.2) vê-se que, conhecido o valor de v na posição q,
podemos determinar a tração T do fio.
8.3
- Equação do movimento segundo a direção tangencial - A aceleração
da partícula é at = dv/dt . Recordamos que, o componente
tangencial da aceleração total descreve unicamente as variações do módulo
da velocidade da partícula, enquanto que o componente normal dá conta das
variações na direção da velocidade no decorrer do tempo. A segunda lei
de Newton permite escrever:
mat
= mg.senq
A
relação entre a aceleração tangencial at e a aceleração
angular a,
pela cinemática dos movimentos circulares variados, será: at =
a.L.
Sob forma de equação diferencial podemos escrever, portanto:
8.4
- Oscilações de pequena amplitude - Quando o ângulo q
é pequeno, então senq »
q, o pêndulo
descreverá oscilações harmônicas com equação: q
= qo·sen(w
t + j ), de freqüência
w2 = g/L,
ou, de período

8.5
- Leis do pêndulo simples -
Lei
do isocronismo - As oscilações de pequena amplitude são isócronas
(têm mesma duração);
Lei da massa e da substância - O período é
independente da massa e da substância de que é constituída a partícula
oscilante ('lente' do pêndulo);
Lei do comprimento - O período é diretamente
proporcional à raiz quadrada do comprimento do pêndulo;
Lei da aceleração - O período é
inversamente proporcional à raiz quadrada da aceleração local da
gravidade.
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