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Prof. Luiz Ferraz Netto
Introdução Descrição Condições
de contorno Ilustrações Técnica
das demonstrações
A
(e) deve resultar em "aceleração é
diretamente proporcional ao deslocamento, com sinal oposto". A
'constante de proporcionalidade' nessa expressão é a nossa
"constante de força do sistema" ou o "quadrado da pulsação
do movimento". Uma
vez obtido o "quadrado da pulsação"
(w2),
que caracteriza o movimento em função das constantes do sistema
oscilante, poderemos equacionar o período de movimento (T), mediante: T =
2p/w. Propósito
e agradecimento Importante: Observe atentamente que g (aceleração da gravidade) não interfere nas oscilações próprias do sistema. Há alunos que concordam de imediato, tratar-se de um MHS, quando o bloco oscila na horizontal, sobre a mesa lisa, mas relutam em aceitá-lo quando oscila na vertical, "por causa do peso". Para excluir, por definitivo, essa relutância, recomendo a leitura do texto posto na Sala de Leituras/Teorias Recomendadas (Sala 19), com o título: Período de oscilação. T é a tração na corda, constante durante as oscilações de pequenas amplitudes, isto é, nas situações onde podemos aceitar as substituições: senq =q e cosq = 1. Para tais situações, perceba que a força de restituição sobre a partícula de massa m, deslocada de x de sua posição de equilíbrio é T(x/b + x/a) de modo que: T(x/b + x/a) = -m.g = - m.(d2x/dt2) logo: d2x/dt2 = - (T/m)(1/a + 1/b).x ==> k = w2 = (T/m)(1/a + 1/b) , como se indica na ilustração acima. Especificamente, I é o momento de inércia polar da secção reta da barra, que é constante. O disco circular apresenta momento de inércia I em relação ao eixo de rotação; J é o momento de inércia polar da secção circular transversal do eixo de diâmetro d. Importante não confundir 'momento de inércia polar J da área (cuja dimensão é -- comprimento2 --) com o 'momento de inércia I da massa (cuja dimensão é -- força x tempo2 x comprimento --). Os fenômenos elásticos aplicados aos gases estarão sob o título 'Acústicos'. Gravitacionais (6)- Pêndulo matemático (ou simples): Embora este exemplo de movimento seja bem conhecido, provavelmente o mais conhecido de todos, vale a pena analisa-lo uma vez que serve de 'âncora' para ilustrar o fato de que o comportamento harmônico simples de todos os sistemas é só uma aproximação; uma boa aproximação, baseada na suposição de 'oscilações de pequenas amplitudes'. Assumindo-se como a coordenada em questão como sendo q = q(t), sendo q o ângulo de deflexão com a vertical (algumas vezes essa coordenada é tomada como sendo a projeção horizontal x = x(t)), e tomando os momentos das forças assim como os momentos de inércia em relação ao pivô podemos, aplicando a segunda lei de Newton para as rotações [resultante dos momentos das forças = momento de inércia vezes aceleração angular], escrever:
Agora podemos expressar senq como uma série de potências que converge para todos os valores de q, isto é:
Se q é suficientemente pequeno (mais precisamente, se todas as potências mais altas de q são desprezíveis em comparação com q) então, para uma aproximação, podemos substituir senq por q e a eq.(6.1) torna-se:
Que
é a exata equação diferencial do M.H.S., o que implica numa freqüência
angular w
= (g/l)1/2 e período T =
2p(l/g)1/2
, ambos independentes das condições iniciais e, em
particular, da amplitude do movimento. Isso nos leva a ver que, as observações de Galileu sobre o isocronismo das oscilações do lustre na catedral de Pisa (que tanto o impressionou!), não eram tão certas assim, afinal de contas!
Teoria padrão, comum nos livros de Física. Repare a aplicação do teorema de Steiner: IP=I0+md2. (9)- Cilindro não-homogêneo oscilando sobre superfície horizontal lisa: tomando-se os momentos em relação ao ponto A, eixo instantâneo de rotações, teremos, pela segunda lei de Newton para as rotações: mas, pelo teorema dos eixos paralelos, IA = IO + mz2 fica: Agora, para pequenos ângulos de rotações, para os quais valem cosq ~ = 1 e senq ~ = 0, fica: (10)-
Partícula caindo através do túnel que passa pelo centro da
Terra: é bastante conhecido que uma partícula que cai livremente dentro
de uma massa com simetria esférica, só é atraída, efetivamente, pela
porção de massa que a separa do centro dessa esfera. Isso pode parecer
estranho a alguns alunos, por 'acharem' que
ficarão mais pesados quanto mais se aproximarem do centro da Terra; mas,
é fácil dissipar o derivado do senso comum. Desse modo, se a distância da partícula (m) até o centro da Terra é r, a força gravitacional efetiva que age sobre ela será dada por:
onde M' é a massa da esfera de raio r. Agora, assumindo que a Terra apresente uma distribuição uniforme de massas, podemos por: de modo que a equação diferencial de movimento (com coordenada r) assumirá a forma: Mas, por definição, a aceleração da gravidade nos pontos da superfície da Terra é g = GM/R2 e, então, substituindo-se, temos:
Assumindo-se os valores g = 9,81 m/s2 e R = 6,37x106 m, o período de oscilação da partícula dentro desse túnel será:
Curiosamente, isso vale para qualquer túnel que atravesse horizontalmente a Terra segundo uma corda. Obviamente desprezando-se a resistência do ar ao movimento e considerando-se as condições de contorno da demonstração. (11)- Pistão oscilando no cilindro cheio de gás: O módulo de compressão volumétrica do gás é dado por:
onde V é o volume de equilíbrio, DP é a variação de pressão ao redor da pressão de equilíbrio e DV é a correspondente variação de volume. No caso proposto, DP = P - Po é a pressão acústica, isto é, o excesso da pressão instantânea P sobre a pressão de equilíbrio Po(normalmente a pressão atmosférica Patm.). Se A é a área da seção reta do pistão e x = x(t) é o deslocamento medido a partir da posição de equilíbrio teremos, para a equação de movimento do pistão:
Da eq.11.1 tiramos: DP = - B.DV/V, que levada na eq.11.2 fornece:
A variação de volume (DV) pode ser posta sob a forma: DV = A.x, e teremos:
Observamos novamente, pela eq.11.4, a lei de movimento do MHS e, da qual tiramos:
Na prática, podemos distinguir dois casos: um para o processo isotérmico e outro para o adiabático. Esse último é normalmente o caso que se aplica aos fenômenos acústicos onde as variações de pressão são muito rápidas, de modo que toda troca de calor é negligenciável. No caso do processo ser isotérmico teremos:
Donde,
Dessa última e da eq.11.5 tiramos:
No caso do processo ser adiabático teremos:
onde g
é a razão entre os coeficientes dos
calores específicos à pressão constante e a volume constante (g
= cp/cv).
Dessa última e da eq.11.5 tiramos:
(12)
O ressoador de Helmholtz : Nesse exemplo, o pistão
indicado na (11) será substituído por um 'pescoço' de comprimento
l
e área da seção reta A. (13) Líquido oscilando em tubo em U : Para um deslocamento genérico x da superfície do líquido, contado a partir da posição de repouso (equilíbrio), a resultante das forças que age sobre a massa total oscilante é: - 2.r.A.g.x , onde r é a massa específica do líquido e A a área da seção reta do tubo, suposta constante. Essa resultante acelera toda a massa líquida que vale : 2.r.A(h+d). A equação diferencial de movimento será: (14) Cilindro flutuando em líquido : Na situação de equilíbrio, indiquemos por: rL e rs as massas específicas, respectivamente, do líquido e do cilindro (sólido); V e V' os volumes total e da parte imersa do sólido. Pelo princípio de Arquimedes pomos:
expressão
que traduz o equilíbrio entre o peso do corpo sólido e o empuxo
despertado sobre ele.
mas, pela eq.14.1, o primeiro e o terceiro termo cancelam-se, e a equação diferencial de movimento do corpo será:
Esse resultado pode ser expresso de outro modo, lembrando que, sendo a massa do corpo igual a 'rs.A.h', sendo h a altura do cilindro, podemos por:
(15)- Circuito Indutância-capacitância : Este circuito elétrico foi acrescentado à lista com o propósito de destacar a questão das 'analogias' existentes entre os sistemas mecânicos e os circuitos elétricos. Entenda-se por sistemas 'análogos' aqueles cujas equações diferenciais do movimento são matematicamente as mesmas. Quando isso acontece, os termos correspondentes nas equações diferenciais do movimento são análogas. O encaminhamento básico para estudar os circuitos elétricos equivalentes aos sistemas mecânicos são as leis de Kirchhoff:
Há duas analogias elétricas para os sistemas mecânicos:
Para a maioria dos sistemas usa-se da (a). O quadro, a seguir, mostra ambas as analogias:
Regra para circuitos elétricos equivalentes aos sistemas mecânicos:
Nota: A fim de que a analogia elétrica seja completamente equivalente ao sistema mecânico em questão, é usada a análise dimensional para obter a escala correta de fatores, para que os dois sistemas fiquem idênticos. Os 'números', a seguir, podem ser obtidos da análise dimensional: Posto isso, vamos mostrar as analogias entre os sistemas (1- massa-mola) e (15- indutância -capacitância). Usaremos do texto e das ilustrações, a seguir: "Um circuito elétrico contém um capacitor C, um indutor L e uma chave interruptora ch, em série. O capacitor tem, inicialmente, uma carga qo e a chave ch é mantida aberta para t < 0. Se a chave é fechada em t = 0, achar a carga subseqüente no capacitor." Usando a 1a lei de Kirchhoff para a malha em questão temos:
Compare
esse circuito elétrico (a) com o sistema massa-mola (b), com um grau de
liberdade.
onde
xo é o deslocamento inicial (amplitude) da massa m a contar da
posição de equilíbrio estático. (16)
Prancha sobre cilindros : Uma prancha horizontal repousa em A e B
sobre dois roletes (cilindros), os quais giram com mesma velocidade angular
w,
porém em sentidos opostos (A horário, B anti-horário). De início
a prancha homogênea está centrada entre os dois roletes, ou seja, o CG da
prancha coincide com o ponto médio entre os dois apoios. A distância
entre os eixos dos roletes é 2a. A prancha encontra-se em repouso (equilíbrio),
e a distância do CG a qualquer dos apoios é a. FA + FB = P (1a condição) e FA.2a - P.a = 0 (2a condição) donde resulta: FA = FB = P/2 A seguir, vamos dar um pequeno deslocamento horizontal x para a prancha, retirando-a de sua condição de equilíbrio. Como o CG desloca-se de uma distância x para a direita (vide ilustração), a força de atrito em B será maior do que em A, tendendo a restituir a prancha à sua posição inicial (a resultante das forças sobre a prancha é de restituição). A seguir, mostraremos que essa resultante é também do tipo elástica, ou seja, seu módulo é proporcional ao deslocamento. Vejamos: O equilíbrio na vertical e os momentos tomados em relação a B nos fornecem:
onde
P = m.g é o peso da prancha e FA e FB são
as forças verticais para cima exercidas pelos roletes contra a prancha.
As forças de atrito despertadas em A e B serão, como sabemos, proporcionais às forças FA e FB, ou sejam: fat.A = m.FA e fat.B = m.FB , tendo mesma direção (horizontal) e sentidos opostos (ambas dirigidas para o CG). Assim, a resultante das forças que agem sobre a prancha será:
Obtida a resultante, função de x (e observe que seu módulo é proporcional ao deslocamento), a equação diferencial de movimento da prancha será:
o que implica num MHS, com freqüência angular dada por:
Se os roletes girassem em sentidos opostos ao indicado nas ilustrações, a situação seria bastante diferente. A nova resultante será:
e a equação diferencial de movimento torna-se:
que apresenta solução hiperbólica do tipo:
onde A, B, C e D são constantes e
A natureza do movimento, nessa última situação, depende essencialmente das condições iniciais, isto é, dos valores de x e de dx/dt no instante t = 0, uma vez que esses valores determinarão as constantes A e B (ou C e D). Observe a possibilidade que, para x = 0, o equilíbrio é instável.
(17) Movimento do extremo da manivela : Tomemos como eixo dos x a linha ao longo da qual desloca-se o extremo direito da manivela, com origem no centro da roda ou biela. As coordenadas desse ponto extremo será (x,0). Com isso teremos:
Resolvendo essa equação para x = x(t) obtemos:
Uma
vez que (a)
Quando l =
a, teremos as soluções x = 0 ou x = 2a.cosw
t, MHS de amplitude 2a. x = a cosw t + l e x = a cosw t - l O que indica um MHS com amplitude a, mas com posição de equilíbrio deslocada em relação ao centro da roda. |
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