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Paradoxo
mecânico - duplo cone Prof.
Luiz Ferraz Netto Objetivo Para o caso do duplo-cone faremos um tratamento elementar (nível médio) e um tratamento mais aprimorado para alunos do nível superior. É de interesse do professor de Física.
O segredo é simples, e, na verdade, o centro de gravidade está descendo , em ambas as situações!O disco de madeira com raio de cerca de 10 cm e com uns 3 cm de espessura, tem em sua borda um orifício de diâmetro 2 cm e profundidade 3 cm praticado ao longo de um raio. Esse buraco é preenchido com chumbo (ali teremos um cilindrinho de chumbo), deixando-se cerca de 0,5 cm livre para ser preenchido com a mesma madeira do disco, disfarçando o buraco. O C.G. do sistema fica bem próximo ao cilindro de chumbo, ou seja, próximo da borda. Colocando-se o disco no início de um plano inclinado, com o disfarce para cima, o disco rola plano acima, com o intuito de baixar o centro da gravidade. Uma
variante interessante desse paradoxo do disco, dessa vez produzido
com material homogêneo, é o paradoxo do
duplo-cone de madeira. Tratamento
elementar Montagem
Esse
é um experimento clássico do duplo-cone e do plano inclinado. Você
pode reproduzi-lo usando duas réguas de madeira de 50 cm (para fazer
o plano inclinado em forma de V) e dois copos plásticos cônicos
para sorvete (colados boca a boca e com seu interior preenchido com
areia). O segredo está nos ângulos de inclinação do cone (grande) e do plano inclinado (pequeno). Isso permite que o CG do duplo cone realmente desça, ao subir a rampa. Veja o protótipo do autor na Feira de Ciências Virtual (clique!). Tratamento
nível 3
Na posição (1), ilustrada abaixo, ele se apóia em D1 e D'1; seu baricentro é G1. Na posição (2) ele se apóia em D2 e D'2; seu baricentro é G2. A conicidade e a rampa são tais que o nível de G2 fique sensivelmente abaixo do nível de G1.
O duplo-cone é abandonado em repouso na posição (1). Sob ação de seu peso ele rola para a posição (2), no sentido ascendente da rampa AE. É um paradoxo aparente pois, embora os pontos de apoio do cone se elevem de (D1, D'1) para (D2, D'2), o baricentro do sólido de revolução realmente baixa no movimento de G1 para G2.
O ângulo entre a borda AC e o plano horizontal xAy é q = CpÂC; ele pertence ao plano vertical que contém AC. O triângulo ABC pertence a um plano inclinado cuja reta de maior declive é AE; este plano forma com o plano horizontal o ângulo q' = EpÂE. Tem-se tgq' = tgq .secb. A cota do baricentro G1 é z1(G1) = D1pG1 ou, z1(G1) = D1pD1 + D1G1 = z1(D1) + D1G1 ...(eq.5). A
rampa AC é tangente à superfície do cone, mas
não ao contorno circular de uma secção reta do mesmo, e sim
a uma secção oblíqua, neste caso uma elipse e.
Esta é a intersecção do plano vertical ACCp com a
superfície do cone, e este plano forma com o eixo do cone o ângulo
(90o - b)
pertencente a um plano horizontal. Portanto, é horizontal também o
eixo maior dessa elipse.
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