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Molas
helicoidais 3
(Método dinâmico)
Prof.
Luiz Ferraz Netto
leobarretos@uol.com.br
Objetivo
a) Determinar a constante elástica de molas pelo método das oscilações.
b) Comparar o período observado com o calculado.
Material
Haste de suporte;
presilha (pinça) de mesa;
presilha de 90o;
haste pequena;
balança de laboratório;
massas aferidas;
molas helicoidais de diferentes materiais;
cronômetro;
porta-pesos.
Introdução
Ao ser aplicada gradativamente uma carga na extremidade livre de uma
mola suspensa, esta em geral se distende, reagindo, até contrabalançar
o peso da carga.
Algumas molas, entretanto, apresentam certa reação inicial, mesmo
sem carga aparente, caso esse no qual a mola, por ação própria,
fornece sua carga. Contudo, se um aumento gradual da carga for
aplicado a tal mola, sua carga própria será gradualmente relaxada
(menor influência), sem distensão apreciável, até que as espiras
estejam suficientemente afastadas. Desse ponto em diante, existirá
apenas a carga externa e a mola se distenderá de maneira normal,
isto é, dentro dos limites, a carga adicionada será diretamente
proporcional à distensão, e a mola obedecerá à lei de Hooke.
Nessas condições, a mola carregada poderá vibrar, executando um
movimento harmônico simples, num período dado pela equação
(1)
onde
T é o período, m é a massa efetiva do sistema oscilante, k é a
constante da mola, isto é, a razão entre a força adicionada e a
correspondente elongação da mola.
A massa efetiva da mola e sua carga será a massa mc da
carga mais 1/3 da massa da mola. Desse modo, a Eq. (1), poderá ser
escrita:
(2)
A
contribuição da massa da mola para a massa efetiva do sistema em
oscilação poderá ser calculada da maneira que expomos a seguir.
Consideremos
a energia cinética (Ec) de uma mola, junto com sua carga,
animada de um movimento harmônico simples. Num dado instante,
consideremos a massa da carga (mc) movendo-se para cima
com velocidade vc, conforme a ilustramos acima. Nesse
instante, um elemento de massa (dm) da mola se moverá também para
cima com velocidade v, menor do que vc. Evidencia-se
claramente que a razão entre v e vc é a mesma que entre
y e yc. Portanto
v
/ vc = y / yc
ou
v
= (y/yc).vc (3)
A
energia cinética apenas da mola será:
(4)
mas
dm = (m/yc). dy
(5)
onde
m é a massa da mola e (m/yc) é a massa da mola por
unidade de comprimento. Substituindo-se (5) e (3) em (4),
(6)
A
energia cinética total do sistema será
(7)
e
a massa efetiva do sistema será
mc
+ (m/3)
A
equação do erro determinado será, aproximadamente,
(8)
Assumindo-se
que m/3 é pequeno comparativamente a mc, um erro em m não
alterará apreciavelmente o valor de DT
Procedimento
1) Colocar uma carga com cerca
de 200 gf na mola, deixando o sistema oscilar verticalmente com uma
amplitude aproximada de 5 cm. Determinar o período de oscilação.
2) Determinar o tempo para 100 oscilações completas. Efetuar ainda
uma segunda determinação. Os dois tempos não deverão diferir em
mais de uma fração de segundo.
3) Realizar novamente a experiência, usando cargas de 300 e 400 gf.
Anotar numa tabela os resultados, determinando o período do sistema
conjuntamente com o erro respectivo.
4) Calcular finalmente os períodos para as três cargas diferentes,
usando a Eq. (2), e os seus erros, através da Eq. (8). Lembrar que a
massa total mc deve incluir a massa do porta-pesos.
Questões
1. Qual o erro introduzido no período calculado, se a massa da mola
fosse desprezível?
2. O valor do erro obtido será significativo nesta experiência?
3. Se duas molas de constantes diferentes, k1 e k2,
fossem penduradas em série, de maneira tal a formar uma única mola,
qual seria a constante elástica da associação?
4. Generalizar o resultado precedente para uma associação de n
molas.
5. Que método oferecerá maior precisão na determinação de k: o
estático ou o dinâmico? Justificar.
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