|
Propriedades
elásticas
(Elasticidade -
transformações de energia)
Prof.
Luiz Ferraz Netto
leobarretos@uol.com.br
Objetivo
Comparar as propriedades elásticas dos diferentes materiais e
investigar as transformações de energia numa mola oscilante.
Material
Molas helicoidais de diferentes materiais;
haste-suporte;
presilha de mesa;
presilha de 90o;
haste pequena;
morsa de laboratório com haste;
porta-pesos;
massas aferidas;
fita métrica de 2 metros;
4 ou 5 tiras de borracha;
duas réguas; esquadro; tripé;
balança de laboratório;
massa desconhecida;
escala graduada com dois cursores.
Introdução
Elasticidade é a propriedade que
determina como um corpo retorna ao seu tamanho e forma originais após
ter sido distendido (deformado) por uma força. Se o restabelecimento
ao tamanho e forma primitivos for completo, o corpo será denominado perfeitamente
elástico.
Observações indicam que corpos como, por exemplo, uma mola
helicoidal ou uma tira de borracha alongam-se sempre que uma força
for aplicada. Se a distensão não é muito grande, esses corpos
tendem a retornar aos comprimentos originais, ao ser removida a força
deformadora.
Obviamente a elongação y de uma mola distendida, aumentará
ao aumentar a força. Se y = 0, quando a força F = 0,
a relação entre a força e a elongação poderá ser expressa por
uma equação da forma
F
= k . y (1).
Devido
a esse fato, no gráfico E versus y, deveremos
obter uma reta de declividade igual a k. A constante k
dependerá da forma e das propriedades elásticas da mola e,como
sabemos, é denominada de constante elástica
da mola. A Eq. (1), é uma das formas da lei de Hooke.
O fato de a mola retomar sua forma inicial ao ser retirada a força
de distensão indica possuir a mola certa energia potencial, enquanto
distendida. Essa energia potencial deverá ser igual ao trabalho
realizado para distender a mola. Ao se puxar uma mola, o deslocamento
se dará conforme o aumento da força. Isso significa não ser
constante a força aplicada durante o tempo em que se realiza o
trabalho sobre a mola. Sabendo-se que o trabalho realizado para
distender a mola é dado por
t
= (1/2).k.x2
(2)
onde
y é o deslocamento produzido pela força média (1/2).k.y.
Na ilustração abaixo, yo é a posição inicial
da mola, sem carga. Se for colocada certa massa m e permitir
que ela atinja uma posição y1, perceberemos que
ocorreu um pequeno deslocamento. Se o sistema for posteriormente
solto, a mola atingirá um ponto y2 o mais baixo
possível, e oscilará entre as posições y1 e y2.
Nessas
condições, o trabalho realizado sobre a mola para distendê-la de
y1 a y2 é dado por
t
= (1/2).k.y22
- (1/2).k.y12
(3)
A
perda em Epot é dada por
m.g.h
= m.g.(y2 - y1)
(4)
O
objetivo de uma das partes desta experiência, é determinar como
essas energias se relacionam entre si com o deslocamento instantâneo
da mola.
Procedimento
a)
Propriedades elásticas dos materiais
1) Colocar a mola de aço pendurada por uma de suas extremidades e
defrontando uma régua graduada com duplo cursor e, a seguir,
determinar de quanto a massa suspensa na extremidade da mola a
distenderá até em 3 ou 4 vezes seu comprimento original; será
essa, aproximadamente, a carga máxima a ser colocada. Selecionar uma
dessas cargas máximas e dividi-la em 6 ou 8 partes, as quais
constituirão o conjunto de massas utilizado.
2) Selecionar um ponto na parte inferior do sistema, a partir do qual
serão feitas as leituras. Em geral, convém suspender uma das massas
escolhidas e fazer as leituras a partir dessa situação.
Os erros de paralaxe podem ser evitados ou reduzidos, visando, ao
longo da primeira massa, todas as leituras. Anotar a leitura inicial
da escala. Adicionar uma só massa de cada vez, até esgotar as 6 ou
8 selecionadas, anotando cada leitura.
3) Ainda com a carga máxima suspensa, distender a mola por uma
pequena quantidade, anotando a leitura após ter sido abandonada e
atingido o repouso. Retirar as massas, uma de cada vez, e anotar as
leituras correspondentes.
4) Calcular a leitura média a partir do conjunto de leituras feitas
para cada massa escolhida e, a partir destas, determinar a elongação
correspondente para cada carga.
5) Fazer um gráfico usando as cargas (em gramas-força) como
ordenadas e as elongações (em centímetros) como abscissas. A
declividade desse gráfico será a constante k, expressa em gf/cm.
Determinar a declividade nessas unidades e converter para N/m.
6) Adicionar uma ou mais massas à mola e anotar a leitura a partir
do indicador de referência. Adicionar uma nova massa desconhecida e
anotar a leitura.
7) Com a constante de força determinada, calcular o valor da massa
desconhecida e determinar o erro percentual quando comparar com a
massa determinada numa balança de laboratório.
8) Repetir os procedimentos de 1 a 5 para uma outra mola e, depois,
para um conjunto de tiras de borracha entrelaçadas que formam um único
sistema. Usar cerca de 4 tiras de borracha e fazer as mesmas operações
com as molas.
9) Suspender agora 200 g na mola de aço (ou outra disponível),
colocando-a em oscilação. Observar a natureza da oscilação. Tomar
a mesma massa, agora suspensa na trança de borracha, fazê-la
oscilar e comparar com a anterior.
b)
Transformações de energia na mola helicoidal
10)
Suspender a mola no suporte e registrar a leitura do ponto mais baixo
da mola (yo).
11) Suspender uma massa de 200 g na mola, permitindo que ela atinja a
situação de equilíbrio sem oscilar. Elevar a massa um pouco acima
dessa posição e anotar a posição y1. Abandonar o
sistema e anotar a posição mais baixa que a massa poderá alcançar
(y2). Repetir a operação até obter a leitura 'mais
correta' daquela posição.
12) Calcular a perda de energia potencial no movimento de queda de y1
a y2 assumindo como plano de referência (Epot
= 0) aquele que contém a posição mais baixa alcançada pela massa
(y2). Calcular também o trabalho realizado na distensão
da mola entre esses dois pontos, comparando os valores obtidos.
Questões
1. Qual a relação entre a força
e elongação para as várias molas indicadas nos gráficos'? O que
se evidencia?
2. O gráfico para a borracha é diferente dos anteriores? Se for,
descrever a diferença.
3. Na comparação das energias exigidas no item 12, que conclusão
pode ser tirada em relação à transferência de energia numa mola
oscilante?
4. Quando se observa a natureza das oscilações de uma massa
suspensa numa mola e a da trança de borracha, que diferença se
nota? Como é explicada essa diferença?
5. O que é considerado mais elástico pelos leigos, a borracha ou o
aço? Em vista da definição da elasticidade, os resultados desta
experiência confirmam tal opinião? Usar a evidência experimental
para justificar a resposta.
|