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Sob
que ângulo é mais fácil puxar?
(força
de atrito)
Prof.
Luiz Ferraz Netto
leobarretos@uol.com.br
Objetivo
Mostrar como o ângulo com que se puxa o um corpo apoiado na
horizontal afeta a intensidade da força de atrito; destacar que a
intensidade mínima da força necessária para arrastá-lo ocorre
quando se puxa segundo o ângulo de atrito j,
onde tgj
= m,
sendo m
o coeficiente de atrito entre as superfícies em contato.
Material
Placa
de madeira de peso conhecido (cerca de 1 kgf, ou seja,
aproximadamente 10 N),
folha de lixa fixada à uma tábua base,
grampo de fixação,
dinamômetro circular ou cilíndrico (balança de peixeiro para 1
kgf),
transferidor grande (de aula de desenho), cordoné.
Montagem
Procedimento
A placa de madeira de peso P é puxada sobre a superfície
horizontal revestida de lixa, através do cordoné preso a um dinamômetro.
A primeira impressão, é que a intensidade de força mínima para
arrastar a placa, ocorre quando o cordoné está na horizontal, ou
seja, placa puxada sob ângulo ZERO. Definitivamente esse não é o
ângulo 'mais eficiente' para puxar a placa; não é a situação
onde a força aplicada tem intensidade mínima. Há um ângulo 'crítico'
j
segundo o qual se aplica a menor força para o arrastamento lento
da placa. É o chamado ângulo de atrito que se relaciona
com o coeficiente de atrito m
, característico do par 'madeira/lixa', pela expressão: m
= tg j.
Resumo
teórico
Vejamos: Segundo um ângulo qualquer q,
a força F (lida no dinamômetro) requerida para mover a placa é
dada por
F
= P/[(1/m).cosq
+ senq]
conforme
se deduz do diagrama vetorial abaixo, na iminência de movimento:
Diferenciando
F com relação a q
(dF/dq),
a intensidade mínima da força (dF/dq
= 0) resulta acontecer para um ângulo j
, tal que: m
= tg j
.
Uma
sugestão para o procedimento é: puxar horizontalmente a tábua
para determinar m.
Na iminência de movimento, na horizontal, o que o dinamômetro
marcar --- F --- é, também, a intensidade da força de atrito ---
F = Fat ---; então, F = m.N
= m.P
, de modo que m
= F/P.
A seguir, determine o ângulo de atrito, inclinando lentamente a
superfície da lixa (dando piparotes na madeira; quando a placa
deslizar, esse será o ângulo de atrito). A partir de então, puxe
(através do dinamômetro) numa variedade de ângulos, para mostrar
que "no ângulo de atrito a intensidade da força é mínima".
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