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Equilíbrio
dos Sistemas de forças Prof.
Luiz Ferraz Netto Introdução Um
caso particular de movimento é o repouso
--- movimento nulo. Há repouso quando os agentes causadores do
movimento se compensam ou equilibram. Daí se dizer que
um corpo em repouso está em equilíbrio. A parte da Mecânica
que estuda as condições em que há equilíbrio chama-se Estática. 1.
Noção elementar de força 2.
Noção física de força Em particular, a força exercida pela Terra sobre um corpo, é denominada peso do corpo. Para maiores detalhes sobre a noção de peso recomendamos a leitura: Uma aventura em pensamento (o peso) .
3.
Classificação das forças quanto à natureza
4.
Medida estática de forças a)
critério de igualdade - Duas forças F1
e F2 têm intensidades iguais (e escreve-se F1
= F2), quando aplicadas sucessivamente em uma mola (padrão),
produzem deformações iguais. 5.
Lei de Hooke
6.
Interação de corpos a) Forças de "ação à distância" (modificação do espaço) - são forças de campo, nascidas em função da propriedade que transportam.
b) Forças de contato - são as forças nascidas do mútuo contato entre os corpos.
7.
Princípio da ação e reação
8. Diagrama vetorial associado - a um ponto material ou a um sólido (sistema rígido de pontos), é a representação pictórica das forças de campo e/ou de contato que nele agem. Numa montagem, deve-se isolar cada um dos componentes e substituir suas interações por forças (suas representações):
Identificando os pares ação/reação:
9.
Sistema de forças
10. Classificação dos Sistemas de forças
| coplanar (concorrente, paralelo,
qualquer) 11. Resultante das forças de um sistema Como vetores livres, existe e é única a força R = S Fi , denominada Resultante; as Fi forças são as componentes. 12. Determinação da resultante de um sistema de forças coplanares e concorrentes: 12.1- Regra do paralelogramo --- só para duas forças --- (processo gráfico):
12.2- Regra da linha poligonal --- para duas ou mais forças --- (processo gráfico):
12.3- Processo trigonométrico --- só para duas forças ---:
12.4- Processo analítico --- para duas ou mais forças ---:
13. Resultante de um sistema de forças coplanares e paralelas: 13.1- Mesmo sentido:
13.2- Sentidos opostos (F1 ¹ F2):
13.3- Sentidos opostos (F1 = F2):
14. Equilíbrio do sistema de forças aplicado a um ponto material ... IMPORTANTE!!! Condição
necessária e suficiente para que o sistema de forças aplicado a um
ponto material esteja em equilíbrio é que seja nula a resultante
desse sistema. a) do polígono de forças - que deve resultar "fechado".
b) da 'projeção' das forças (método analítico):
15. Momento de uma força em relação a um ponto
16. Momento de um Sistema de forças coplanares
17. Teorema de Varignon - Se R é a resultante do sistema de forças S, vale: "O momento da resultante de um sistema de forças em relação a um ponto (pólo) é igual ao momento do sistema ou seja, a soma algébrica dos momentos de todas as forças componentes, em relação ao mesmo pólo O.
18. Momento de um binário
19.
Equilíbrio do Sistema de forças aplicado a um sólido - Operações
Elementares 19.1-
Operação elementar1
19.2-
Operação elementar 2 As
duas forças F e F' têm o mesmo efeito sobre o corpo rígido
e são ditas equivalentes. Esse princípio, que estabelece de
fato que a ação de uma força pode ser transmitida ao longo de sua
linha de ação, está baseado na demonstração experimental. Ele não
pode ser deduzido de propriedades já estabelecidas na Mecânica e
deve pois ser aceito como 'lei experimental'.
Comentários: Sabemos que as forças atuantes numa partícula traduzem-se por vetores. Esses vetores têm como ponto de aplicação a própria partícula e são, por conseguinte, denominados vetores fixos. Contudo, no caso de forças atuantes em um corpo rígido, o ponto de aplicação da força não interessa, desde que a linha de ação da força permaneça inalterada. Então, as forças atuantes em um corpo rígido são vetores deslizantes, isto é, vetores aos quais é permitido deslizar ao longo de sua linha de ação. Tomemos como exemplo um caminhão que deva ser puxado ao longo da horizontal e, para tanto, apliquemos no pára-choque dianteiro uma força F. Observemos inicialmente que a linha de ação da força F é uma linha horizontal que passa através dos pára-choques dianteiro e traseiro do caminhão, como ilustramos abaixo, em (a).
Usando o princípio da transmissibilidade, podemos substituir a força F por uma força equivalente F’ atuante no pára-choque traseiro, como se ilustra em (b). Em outras palavras, não são alteradas as condições de movimento e todas as outras forças externas atuantes no caminhão (P, R1 e R2) permanecem as mesmas, se os homens incumbidos dessa operação empurrarem no pára-choque traseiro (como em -b-) ao invés de puxarem no dianteiro (como em -a-). O
principio da transmissibilidade e o conceito
de forças equivalentes têm contudo, limitações.
De acordo com o princípio de transmissibilidade a força P2 pode ser substituída por uma força P’2 de mesma intensidade, direção e sentido e mesma linha de ação, mas atuante no ponto A ao invés de B, como ilustramos em (b). As forças P1 e P'2, que atuam sobre a mesma partícula, podem ser adicionadas de acordo com as regras conhecidas e, como são iguais e opostas, sua soma é zero, O sistema de forças originais mostrado em (a) é portanto equivalente a nenhuma força, como se ilustra em (c), do ponto de vista do comportamento externo da barra. Consideremos agora as duas forças iguais e opostas P1 e P2 atuantes na barra AB como mostramos em (d). A força P2 pode ser substituída por uma força P’2 que tenha a mesma intensidade, mesma direção e sentido e mesma linha de ação, mas atuante em B ao invés de A, como ilustramos em (e). As forças P1 e P'2 podem então ser adicionadas e sua soma será zero novamente (f). Do ponto de vista da mecânica dos corpos rígidos, os sistemas mostrados em (a) e em ( d) são portanto equivalentes. Mas as forças internas e as deformações produzidas pelos dois sistemas são, obviamente, diferentes. A barra em (a) está tracionada e, se não for absolutamente rígida, terá levemente aumentado o seu comprimento; a barra em (d) está comprimida e, se não for absolutamente rígida, terá o seu comprimento levemente encurtado. Então, embora o princípio de transmissibilidade possa ser usado livremente para determinar as condições de movimento ou de equilíbrio dos corpos rígidos e para o cálculo das forças externas atuantes nesses corpos, deve ele ser evitado, ou ao menos usado com cuidado, na determinação de forças internas e deformações. 19.3- Condições de equilíbrio para os sólidos: "Condição necessária e suficiente para o equilíbrio de um sistema de forças aplicadas a um sólido é que se anule sua resultante e que se anule o momento do sistema de forças (momento nulo em relação a um ponto qualquer."
20. Centro de gravidade Centro de gravidade de um sólido homogêneo ou não é o ponto onde se supõe aplicada a resultante das forças de gravidade que agem nas partes que o compõem. Para um corpo referido ao sistema Oxyz tem-se:
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