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O
truque dos sacerdotes
Prof. Luiz Ferraz Netto
leobarretos@uol.com.br
Apresentação
Antigamente,
(5000 anos atrás!), para impressionar a platéia, totalmente inculta e
ignorante, os sacerdotes do Egito, evocando "poderes divinos",
abriam e fechavam enormes portas de pedra, simplesmente ateando fogo ou
jogando, um "incenso explosivo" na pira.
As portas realmente se abriam. Eles apenas ‘esqueciam-se’ de informar
aos ‘fiéis’ que estavam usando da expansão do ar pelo aquecimento, de
contra-pesos, de roldanas e de alavancas.
Vejamos
um modelo didático para demonstrar o principio de funcionamento
‘divino’, da abertura e fechamento de tais portas.
Material
Uma
armação de madeira com batentes e porta (pode ser até em tamanho
natural); mancais de esferas; roda de bicicleta; 2 polias fixas; um lastro
de peso adequado; 1 garrafa plástica de 2 l (PET); uma lata de 3 a 5 l; 1
lata de 20 l; tubos de borracha ou plástico e tubos de latão (ou cobre)
de diâmetro 6 mm .
Montagem
Funcionamento
Ao
se atear fogo no álcool aquece-se o ar da lata de 20 l aumentando com isso
sua pressão; o ar quente ao se expandir transfere-se, em parte, para a
lata de 3 a 5 l.
O aumento da pressão do ar nessa lata transfere a água para a garrafa.
Como o seu peso agora supera o peso do lastro, ela desce, fazendo girar a
roda de bicicleta no sentido horário. A porta, na ilustração, abre para
dentro. Nessas alturas a garrafa plástica está cheia (em baixo) e o
lastro está em cima.
Ao
ser consumido o pouco de álcool da latinha, o fogo se extingue, a pressão
do ar diminui no interior da lata de 20 l; o ar da lata de 3 l retorna à
lata grande e o liquido da garrafa retorna a essa lata (refluxo).
Diminuindo o peso da garrafa, o lastro desce, fechando a porta.
O
texto de Ira Perelman, no livro Aprenda Física Brincando, conta lindamente
o histórico desse truque "faraônico".
Hoje usa-se, também, para
incultos, "truques" para abrir e fechar portas nos grandes
'shoppings'.
Note que para o não adepto das Ciências a coisa continua sendo um
"truque", tanto atualmente, como a 5000 anos atrás. Ainda hoje a
coisa é justificada como "olho mágico", e não como
"sensor fotoelétrico".
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