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Introdução
Avião não é um tubo cilíndrico
que voa, avião tem asas! É aí que está o segredo do porque avião se
sustenta em vôo. Vamos desvendar esse segredo.
Conceitos
básicos
Observe esse tubo de diâmetro variável,
dentro do qual a água escoa.

Na
parte estreita do tubo o fluxo de água é mais rápido do que nas partes
mais largas, porque a mesma quantidade de água, no mesmo tempo, deve
passar através de todas as secções.
Como
a água sofre um aumento de velocidade ao penetrar na secção estreita,
deve haver uma força que a faz correr mais depressa. Devido à sua inércia,
um corpo material (sólido, líquido ou gasoso) não pode variar por si só
a sua velocidade, isso requer a presença de forças agindo sobre ele.
Lembre-se sempre do princípio da inércia.
Essa
força só pode ser conseqüência da diferença de pressão entre a parte
mais larga do tubo, à esquerda, e a parte central mais estreita. Assim, a
pressão deve ser mais baixa nesta secção (a estreita) do que na outra (a
larga).
De
modo similar, quando a água penetra na parte larga, à direita, o
movimento é retardado (a velocidade diminui ), e verificamos que a pressão
se torna mais alta.
Esse
fato pode ser verificado facilmente colocando-se tubos verticais sobre as
três secções de nosso tubo horizontal. Esses tubos funcionarão como manômetros.

Durante
o escoamento, a água no tubo central ficará em nível mais baixo, o que
indica pressão mais baixa. O enunciado:
Onde
a velocidade do fluido é menor, a pressão é mais alta e vice-versa,
é
conhecido como o Princípio de Bernoulli,
físico suíço (1700-1782), que o descobriu.
Esse princípio é de caráter geral e se aplica a todas as espécies de
movimentos de fluidos.
A
asa do avião
Consideremos uma corrente de ar em
torno da asa de um avião em vôo.

O
perfil da asa, e as linhas de ar circulando ao redor dela são mostradas na
figura. As asas têm uma forma tal, que a distância total percorrida pelo
ar em sua face superior é maior que na inferior ¾
ela é abaulada. Assim, a velocidade do
fluxo de ar sobre a asa tem de ser maior do que sob a mesma,
o que origina na parte superior uma pressão mais baixa.
Essa
diferença de pressão exercida sobre a face inferior da asa resulta numa
força de baixo para cima, que sustenta o avião no ar (essas forças estão
representadas por setas na ilustração acima). Para que essa força para
cima seja suficientemente intensa para compensar o peso do avião, a
velocidade dele em relação ao ar deve ser relativamente grande, o que se
consegue através do impulso dado pelas hélices ou pelas turbinas a jato.

O
helicóptero também tem asas, são móveis, são as pás do seu rotor. O
que um helicóptero comum não tem, são hélices de impulsão. As hélices
colocadas na parte posterior do helicóptero são apenas para impedir a
rotação do corpo dele, em sentido oposto ao do rotor.
Divirta-se
(e aprenda) construindo um modelo de asa de avião
Eis
o material
a ser utilizado:
Cartolina,
tesoura, cola, linha de pesca, canudo de refresco e dois bastões de
madeira.
Montagem
1.
Corte uma tira de cartolina, de (10 x 30) cm.
2.
Dobre a tira pela metade, vincando bem.
3.
Passe cola ao longo de 1cm de uma das extremidades (face interna) e cole a
uns 4cm da outra extremidade. A tira deverá ficar encurvada.
4.
Faça furos na cartolina, para passar justo o canudo de refresco.
5.
Cole o canudo na cartolina, mantendo-a encurvada.
6.
Passe a linha de pesca pelo canudo e mantenha-a esticada puxando pelos bastões.
Os bastões podem ser obtidos de um cabo de vassoura.
7.
Vire o perfil da asa de avião contra o vento ( pode usar um ventilador) e ela
subirá pelo fio. Procure a inclinação
adequada do fio em relação ao vento.
Eis
como voa um objeto mais pesado que o ar!

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