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Mistério
da ampulheta
Prof. Luiz Ferraz Netto
leobarretos@uol.com.br
Apresentação
Se pusermos uma pequena ampulheta
num estreito tubo contendo água, ela continuará a flutuar se invertermos
o tubo? Vale a pena experimentar!
Material
Pequena ampulheta (adquirida nas
lojas de R$ 1,99); tubo de vidro ou plástico transparente (onde a
ampulheta entra com alguma folga); tampões para o tubo e água.
Montagem
Ao
inverter o tubo, a areia que inicialmente estava na parte inferior da
ampulheta estará agora na parte superior. Mas o peso da ampulheta, assim
como seu volume, são os mesmos que na situação anterior, e portanto ela
deveria vir a flutuar na extremidade superior do tubo. Em vez disso ela
permanecerá no fundo até que toda a areia 'escoe' para a parte de baixo
da ampulheta. Por quê? O empuxo da água sobre a ampulheta depende do fato
da areia estar na parte de baixo ou na de cima?
Explicando
A resposta é bem simples e, talvez, isso seja o surpreendente da coisa. O
empuxo da água sobre a ampulheta é o mesmo nos dois casos, independente
do fato de estar lá em cima ou aqui em baixo ou da posição da areia
dentro dela, porque o volume externo não se altera (e esse é quem
determina o valor do empuxo). Mas quando a ampulheta está invertida,
inclina-se sobre o lado do tubo (pois a simetria da ampulheta e da areia
nunca é perfeita), e o atrito não a deixa subir. Quando a areia está
totalmente na parte de baixo, o torque do peso 'apruma' a ampulheta e a
desencosta do tubo. Como a resultante das forças sobre a ampulheta é
vertical para cima (pois o empuxo é maior que o peso), ela sobe.
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