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Fluidostática
Impulsão -
Lei de Arquimedes - (parte 4)
Prof.
Luiz Ferraz Netto
leobarretos@uol.com.br
Impulsão
(Empuxo)
Seja dado um fluido pesante
em equilíbrio absoluto; nenhuma restrição é imposta quanto a
sua natureza (compressível ou incompressível, homogêneo ou
heterogêneo). Consideremos em seu seio uma superfície imaginaria
e fechada (S), envolvendo uma porção fluida de volume V. Neste
corpo fluido --- como se ilustra abaixo, em (a) --- atuam a força
de gravidade Pf (no baricentro Gf) e
as forças de pressão exercidas pelo fluido ambiente (na
superfície S).
Estando
em equilíbrio o todo, está em equilíbrio cada uma de suas
partes, e em particular a parte envolvida pela superfície (S). A
resultante das forças de pressão do líquido ambiente é pois uma
força I , que equilibra a força de gravidade Pf
--- ilustração (b) ---; concluímos:
A resultante I das forças de pressão que o fluido ambiente aplica
na superfície (S) é vertical, dirigida para cima, com linha de
ação que passa pelo baricentro Gf do fluido
envolvido pela superfície (S), e com intensidade igual ao peso
do fluido envolvido.
Imaginemos
que se substitua o fluido envolvido pela superfície (S) por um
corpo C de peso P e baricentro Gf
quaisquer, mas envolvido pela mesma superfície (S) ---
ilustração (c). Esta substituição em nada afeta as forças de
pressão exercidas sobre a superfície (S) pelo fluido ambiente;
portanto, a resultante I das forças de pressão se conserva
inalterada. Esta força I que o fluido ambiente aplica no
corpo C é o empuxo resultante exercido no corpo e é
denominada impulsão ou empuxo; seu ponto de
aplicação Gf é denominado centro de impulsão.
Denomina-se fluido deslocado pelo corpo C o fluido que
preenche, em equilíbrio, o espaço envolvido pela superfície (S),
retirado o corpo C.
Lei
de Arquimedes
Do que precede concluímos a proposição originalmente apresentada
por Arquimedes (287 - 2l2 A.C.)
como princípio:
Um
fluido pesante em equilíbrio aplica sobre um corpo nele imerso
uma impulsão de intensidade igual ao peso do fluido deslocado. O
centro de impulsão coincide com o baricentro do fluido
deslocado.
Temos
portanto:
I = Pfluido deslocado
I = mfl.desl..g
I = Vfl.desl..dfl..g
...(01)
A lei aplica-se a corpo imerso. Nem todo corpo banhado pelo fluido
é imerso nele. Entende-se por corpo imerso em um fluido um corpo
que, se fosse retirado do fluido, deixaria um vazio que o fluido
invadiria atingindo uma situação de equilíbrio sem molhar
novas superfícies.
A observância dessa condição
(preencher todo o vazio e atingir situação
de equilíbrio, sem molhar novas superfícies) é
imprescindível para não cair no erro de aplicar a Lei de
Arquimedes onde ela não cabe, com resultado paradoxal.
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O
corpo em questão é dito “totalmente imerso” quando o
fluido ambiente o envolve por todos os lados; quando o
fluido ambiente envolve o corpo só em parte, o corpo é
dito “parcialmente imerso”. |
Verificação
experimental da lei de Arquimedes
Para a verificação experimental da
lei de Arquimedes lança-se mão de uma "balança
hidrostática"; trata-se de uma balança de travessão, na
qual um dos pratos é elevado e apresenta em baixo um gancho no
qual se pode suspender um corpo. No prato elevado deposita-se um
vaso cilíndrico V preenchido perfeitamente por um corpo
cilíndrico C ; equilibra-se a balança com tara T . Mediante um
fio leve suspende-se o corpo C ao gancho, deixando o vaso sobre o
prato; evidentemente isto não afeta o equilíbrio da balança ---
ilustração (a).
Em seguida coloca-se sob o prato elevado um vaso com água na qual corpo
C fique completamente imerso; a água aplica uma impulsão I
, que desequilibra a balança --- ilustração (b).
Enchendo com água o vaso V restabelece-se perfeitamente o
equilíbrio --- ilustração (c) ---, portanto a impulsão I
é compensada pelo peso da água que cabe no vaso V. Ora, o peso da
água que cabe em V é igual ao peso da água deslocada pelo corpo
C, donde se conclui a tese. A experiência pode ser realizada
também com outros líquidos (querosene, óleo, mercúrio,
soluções salinas etc.).
Exemplo
1 - Uma pedra no fundo de um rio desloca 3,0 litros de
água. A massa de água deslocada é 3,0 kg; suposto g = 10 m/s2,
o peso da água deslocada é 30 N. A
impulsão mede 30 N. Admitindo que a pedra tenha massa igual a 8,0
kg, seu peso é 80 N. O fundo do rio exerce sobre a pedra uma
força de apoio de intensidade igual a 50
N. Ilustremos isso:
Paradoxo
da Lei de Arquimedes 1- A
seco apóia-se o cubo C, de aresta I, no fundo do vaso V. As
faces em contato se casam perfeitamente. Verte-se água no vaso;
por hipótese, ela não se insinua por entre a base do cubo e o
fundo do vaso. Nessas condições o corpo C é banhado mas não é
imerso.
De
fato, se ele fosse retirado a água invadiria o vazio e ficaria em
equilíbrio, mas molharia uma superfície antes seca: a
superfície antes coberta pela base do cubo. Portanto, a lei de
Arquimedes não se aplica ao cubo. Mesmo que o cubo fosse
levíssimo, por exemplo de ISOPOR, ele permaneceria apoiado no
fundo, comprimido contra ele, não só por seu peso próprio (m.g),
como pelo empuxo da água em sua face superior (p.I2),
ou seja, (m.g + p.l2) é a reação de apoio por
parte do fundo do vaso. Se por leviandade ou curiosidade
aplicássemos ao caso a Lei de Arquimedes (?), seria fácil
concluir que o peso do sistema deveria ser inferior a soma dos
pesos de suas partes (?).
Nota: p.I2 é o produto da pressão pela área da
face superior do cubo.
Paradoxo
da Lei de Arquimedes 2- Numa
face lateral de um vaso V pratica-se um recorte no qual se encaixa
perfeitamente uma roda em forma de cilindro de revolução, por
hipótese giratória com pouco atrito e sem deixar frestas por onde
pudesse extravasar a água vertida no vaso.
Levianamente
poderíamos aplicar a Lei de Arquimedes à roda. A água deslocada
(?) é a que preencheria o espaço EAB; a qual despertaria a
impulsão I que faria a roda girar em sentido horário sem
modificação no sistema; ... teríamos construído um MOTO PERPÉTUO.
Resolvamos a questão.
A roda é banhada mas não imersa; se ela fosse retirada, a água
não poderia preencher o espaço EAB em equilíbrio, pois ela se
escoaria pelo recorte, Portanto a Lei de Arquimedes não se aplica
ao caso. Completando a solução, mencionemos que o empuxo da água
na roda tem uma componente horizontal H , e que o empuxo
resultante é uma força F cuja linha de ação intercepta o
eixo de revolução da roda: o momento dessa força em relação ao
eixo é nulo, portanto essa força no pode por a roda a girar.
Recíproca
da Lei de Arquimedes
Pode-se demonstrar a
recíproca da Lei de Arquimedes:
Quando
se imerge um corpo em um fluido em equilíbrio sob a ação da
gravidade, o empuxo resultante do fluido sobre o vaso que o
contém sofre acréscimo igual ao peso do fluido deslocado.
Verificação
experimental da recíproca da Lei de Arquimedes -
(a) A carga m equilibra os vasos v e V e a água
que preenche V.
(b)
Imergindo o sólido S transborda para v uma
quantidade de água de volume igual ao do sólido. A balança se
desequilibra.
(c) Despejada a água de v e reposto este vaso, o
equilíbrio se restabelece. Portanto o empuxo que o fundo de V
recebe, devido ao sólido imerso S, equivale ao peso da
água que havia transbordado para v.
A
lei de Arquimedes encontra inúmeras aplicações práticas:
natação, embarcações, cais
flutuantes, bóias, registros de bóia para caixas d’água e
carburadores, aeróstatos, tiragem de chaminés, ventilação de
recintos etc.; em laboratórios, aplica-se na determinação das
densidades de sólidos e líquidos.
A
explicação do vento é baseada na Lei de Arquimedes: A radiação
solar aquece o solo e a água, e em contato com estes também o ar
se aquece. Ao aquecer-se, o ar se expande e sofre diminuição de
densidade. Onde o ar for mais quente, a impulsão supera o peso,
portanto o ar quente forma corrente ascendente (como o ar que sobe
junto com a fumaça numa fogueira). O ar ambiente mais frio invade
a região de onde se eleva o ar quente: forma-se o vento.
Fora
os ventos de âmbito local há a considerar ventos que afetam o
globo terrestre em conjunto e são da maior importância no ciclo
das águas: de modo geral as correntes de ar se dirigem dos pólos
para o equador junto ao solo, e do equador para os pólos em
grandes altitudes. O vento rasteiro vai se enriquecendo de umidade
(o que contribui para reduzir a densidade do ar); a
corrente elevada arrasta essa umidade para as regiões polares,
onde ela congela.
Encarada
desse modo a Terra funciona como gigantesco motor térmico tendo o
Sol como fonte quente, o espaço ambiente como fonte fria e o ar
atmosférico como fluido operante.
Peso
aparente e massa aparente
Denomina-se peso aparente de um
corpo imerso em um fluido à diferença entre seu peso P e a intensidade I da impulsão
nele exercida pelo fluido:
Pap
= P - I ...(02)
O
peso aparente mede a resultante das forças de gravidade e
de impulsão agentes no corpo; portanto ela mede também a equilibrante
das forças de gravidade e de impulsão. Tem-se Pap
> 0 quando P > I , e Pap < 0 quando
P < I.
Um
corpo abandonado em repouso no seio de um fluido vai ao fundo
(acelerado)
quando seu peso aparente é positivo (a), aflora
(acelerado) quando seu
peso aparente é negativo (b) e permanece estacionário
(aceleração nula)
quando seu peso aparente é nulo (c).
Entende-se
por massa aparente de um corpo o quociente de seu peso
aparente pela intensidade da aceleração local da gravidade:
map
= Pap/g ...(03)
Dividindo
a igualdade (02) membro a membro por g e, tendo-se em vista a (3), obtemos:
map
= m - mfl.desl. ...(04)
Exemplo
2 - A pedra do exemplo 1 tem peso igual a
80 N e sofre impulsão de 30 N. O peso aparente da pedra é + 50
N. Isto significa que a força de gravidade e a impulsão
agentes na pedra têm resultante dirigida para baixo (pois P >
I), com intensidade igual a 50 N. Significa também que a
equilibrante da pedra é uma força dirigida para cima, com
intensidade igual a 50 N. Ilustração abaixo, à esquerda.
Exemplo
3 - É dada uma lata vazia hermeticamente fechada, com
massa m = 1,0 kg e volume V = 20 l . Determinar a intensidade F da
força que é preciso aplicar à lata, para mantê-la completamente
submersa em água. Adotar g = 10 m.s-2. Ilustração
acima, à direita.
O
diagrama vetoriaL nos dá: F = I - P
O volume da água deslocada é V; sendo d a densidade absoluta da
água, temos: I = V.da.g
Por outro lado, temos: P = m.g
Finalmente: F = V.da.g -
m.g portanto F = (V.da
- m).g ou F = (20x10-3x1000 -1)
x 10 unidades SI
Então F = 190 N dirigida para baixo.
NOTA - O peso aparente da lata submersa é Pap = - 190
N.
Corpos
flutuantes --- metacentro
Um corpo se diz flutuante quando ele se
encontra em equilíbrio sob as ações conjuntas da força de
gravidade e da impulsão somente. Um balão flutua no ar, um navio
flutua parcialmente imerso em água, um submarino pode flutuar
totalmente imerso em água.
Para
um corpo flutuante é satisfeita a
condição: P =
I
...(05)
O peso é igual
à impulsão (empuxo), portanto o peso aparente do corpo flutuante
é nulo.
Dividindo
a igualdade (05) membro a membro por g resulta:
m = mfl.desl.
...(06)
A massa de um
corpo flutuante é igual a massa do fluido que ele desloca.
Para
corpos de densidade média elevada em confronto com a dos gases, a
impulsão destes pode ser desprezada, via de regra.
Dado
um corpo flutuante em equilíbrio, o baricentro G do corpo e
o centro de impulsão Gfl situam-se numa
mesma vertical.
Inclinando-se
o corpo ligeiramente, o centro de impulsão geralmente se desloca;
a vertical pelo novo centro de impulsão intercepta a reta l
em um ponto M denominado
metacentro.
O
equilíbrio do corpo flutuante é estável quando M se situa
acima de G; instável quando M se situa abaixo de G;
indiferente quando M coincide com G .
Exemplo
4 - Um cubo de aresta a = 20 cm e densidade absoluta
d = 0,80 g.cm-3 flutua
em água (da = 1 g.cm-3 ), apresentando duas
faces horizontais. Determinar a altura imersa h.
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Peso
do cubo: P = a3.d.g
Empuxo: I = a2.h.da.g
Condição de flutuação: P = I
ou a3.d.g = a2.h.da.g
h = (d/da).a = 16
cm |
Densímetros
e areômetros
Densímetro de massa
constante é instrumento que, posto a flutuar em um líquido,
permite ler no ponto de afloramento a densidade absoluta do fluido
(ilustração abaixo, à esquerda).
Areômetro é instrumento que funciona igualmente; mas que
ao invés da densidade dá um número que guarda certa
correspondência com a densidade; conforme a natureza da lei de
correspondência distinguem-se “graus Baumé”, “graus
Gay-Lussac” etc.
Alcoômetro
é instrumento análogo, dando a riqueza alcoólica de misturas
álcool + água. Tais densímetros são corpos ocos de vidro
compreendendo um bulbo lastrado que se prolonga em uma baste
cilíndrica. A escala é desenhada em um cilindro de papel contido
na haste.
Densímetros
ou areômetros de volume constante afloram sempre ao mesmo
nível, para isso possuem cesto imerso e/ou prato emerso que
permite adicionar carga. O areômetro de Fahrenheit tem prato
emerso [ilustração acima (a)]; serve
para determinar a densidade de líquidos. O areômetro de
Nicholson tem prato emerso e cesto imerso [ilustração acima (b)]; destina-se essencialmente à
determinação da densidade de sólidos.
Exemplo
5 - Certo densímetro de massa constante tem massa m.
A secção transversal da haste é s e o volume do
instrumento é V.
Flutuando
em equilíbrio em líquido homogêneo, a parte emersa da haste tem
comprimento y . Exprimir a densidade absoluta d do liquido.
A
massa do instrumento é igual a massa de líquido deslocado: m = mfl.desl.
= (V -s.y).d ; logo d = m/(V-s.y).
Redução
das pesadas ao vácuo
Consideremos uma balança de
braços iguais na qual um corpo de massa X e densidade
absoluta x é equilibrado por massores de massa M e
densidade absoluta m. Seja a a densidade absoluta do
ar atmosférico.
Os
volumes são X/x para o corpo a pesar e M/m para os massores.
A
balança se apresenta em equilíbrio sob a ação dos pesos
aparentes do corpo a pesar e dos massores, e que são iguais entre
si:

A
correção das pesadas com respeito à impulsão do ar é
imprescindível quando se pesam corpos cuja densidade é
comparável à do ar (caso de gases e vapores). Para corpos de
densidade relativamente elevada (líquidos e sólidos maciços) a
correção é dispensável, via de regra; sendo x >>
a tem-se a/x << 1, e então pode-se escrever, com boa
aproximação:

Em
particular, quando x = m, resulta X = M; é o que
acontece, por exemplo, quando se pesa um corpo de latão mediante
massores de latão.
Exemplo
6 - Em uma balança de braços iguais, a massa que
equilibra certo corpo é M = 200,00 g. A densidade absoluta é m =
9,0 g/cm3 para os
massores, x = 3,0 g/cm3 para o corpo a pesar, a =
1,2 x 10-3 g/cm3
para o ar. Determinar a massa X do corpo.
a[(1/x)
- (1/m)] = 1,2x10-3x[(1/3,0) - (1/9,0)] = 2,64 x 10-4
Resulta:
X = (1 + 2,64x10-4)x200,0
ou X = 200,05 g
Aeróstatos
Entende-se por aeróstato um
balão que flutua no ar. Ele é constituído por um invólucro leve
e impermeável encerrando um gás menos denso do que o ar
atmosférico; este gás pode ser hidrogênio, hélio; gás de
iluminação etc., ou também ar quente. Excluímos de nossas
considerações o estudo dos balões a ar quente, e admitimos que a
temperatura do gás encerrado seja igual a do ar ambiente. Fazemos
abstração de correntes de ar na atmosfera.
Ao
ser libertado junto ao solo, o balão geralmente se apresenta
flácido por não ser preenchido completamente pelo gás; nestas
condições a pressão do gás de enchimento é igual à pressão
atmosférica. Por serem iguais as pressões e as temperaturas do
gás aprisionado e do ar atmosférico, suas
densidades absolutas dg e da
guardam entre si uma relação
dr constante; esta relação é a densidade do
gás em relação ao ar:
dr
= dg/da ...(09)
Ao
elevar-se na atmosfera, o balão encontra regiões onde a pressão
atmosférica é cada vez menor. Enquanto o balão for flácido, a
pressão do gás encerrado se iguala à pressão atmosférica, o
balão aumentando de volume gradativamente.
Atingindo
certa altitude, o invólucro se retesa e o gás nele contido ocupa
o volume máximo Vm que o invólucro
comporta; uma elevação suplementar pode então determinar a
ruptura do balão, devido ao excesso de
pressão interna relativamente à externa, que é cada vez menor.
Daí a conveniência de uma válvula que de escapamento ao gás
excedente, não permitindo que a pressão interna supere
sensivelmente a pressão atmosférica.
Entende-se
por força ascensional do gás a diferença Fasc.gás
entre a impulsão I do ar sobre
o balão, e o peso Pg do gás
contido nele:
Fasc.gás
= I - Pg ...(10)
Entende-se
por força ascensional do balão a diferença Fasc.bal.
entre a impulsão I e o peso total Pb do balão
(gás + invólucro + gôndola + carga).
Fasc.bal.
= I - Pb ...(11)
O
sentido do movimento do balão é determinado pela força
ascensional do balão: com Fasc.bal. >
0 o balão ascende, com Fasc.bal. = 0 o
balão permanece em equilíbrio estático, com Fasc.bal.
< 0 o balão baixa.
O
peso global do invólucro, da gôndola e de seu conteúdo é
P = Pb - Pg ; de (10) e (11) vem :
Fasc.bal. = Fasc.gás - P; o balão sobe
enquanto for Fasc.gás > P.
Como
vimos, há dois regimes de ascensão a considerar:
1)
balão flácido: a pressão interna é igual a externa; o
volume V do balão aumenta durante a ascensão; as densidades
absolutas do gás e do ar diminuem, mas a razão delas (densidade
relativa do gas) é constante; a massa de
gás é constante. Temos:
I
= V.da.g = V.(dg/dr).g
; Pg = V.dg.g
Fasc.gás
= I - Pg = V.dg.g.[(1/dr) - 1] = mg.g.[(1/dr)
- 1] ...(12)
Todas
as grandezas que figuram no último membro são constantes,
portanto também a força ascensional do gás é constante.
2)
balão retesado: o volume Vm do gás é
constante; a pressão interna se mantém igual à externa graças
ao escapamento de gás; as densidades absolutas do gás e do ar
diminuem mantendo razão constante; a massa mg'
de gás diminui. Temos:
Fasc.gás
= Vm.dg.g.[(1/dr) - 1] = mg'.g.[(1/dr)
- 1] ...(13)
portanto
a força ascensional do gás diminui durante a ascensão.
0
balão atinge seu “teto” quando for Fasc.gás
= P. Descarregando lastro, o peso P diminui e o balão
continua a subir.
O
balão desce quando Fasc.gás < P ; então ele
fica sujeito a pressão atmosférica crescente; o volume do balão
diminui, logo ele fica flácido continua sendo Fasc.gás
< P e o balão baixa ao solo se não for descarregado
lastro.
Nota
- A aplicação das equações apresentadas exige a
determinação prévia das densidades absolutas do gás de
enchimento e do ar nas condições vigentes de pressão e
temperatura; para isto, torna-se necessário recorrer as leis
gerais dos gases, que são estudadas em Termologia.
Segue:
Tensão superficial (Parte 5)
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