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Os
gases sob a ação da gravidade
(Parte 2 -
pressão atmosférica)
Prof.
Luiz Ferraz Netto
leobarretos@uol.com.br
O
ar atmosférico nos oferece o único caso no qual podemos seguir as
variações da pressão e da densidade até grandes alturas. No ar
à temperatura de 0 oC, se tem rog/po
= 1,25.10-4 m-1.
Se medirmos a altura x, em m, o expoente da expressão (02)
resulta: - 1,25.10-4 .x = - x/8000.
Se a temperatura é de t oC, temos que dividir
por (1 + a .t),
onde a constante a
vale 1/273. Por conseguinte, a expressão (02) torna-se:
... (04)
Utilizando-se
dos logaritmos decimais ou de Briggs, e tomando-se x em m, a (04)
torna-se:
x
= 18400 (1 + a.t).log(po/p)
... (05)
Esta
fórmula permite calcular a altura sobre o nível do mar a partir
da pressão.
A tabela a seguir mostra alguns dados numéricos relativos ao
decréscimo da pressão do ar com a altura sobre o nível do mar:
| Pressão
atmosférica a diferentes níveis, a 0 oC |
|
altura
em m |
pressão
em cm Hg |
0
500
1000
2000
4000 |
76,0
71,4
67,1
59,2
46,1 |
A
existência da pressão atmosférica foi descoberta por Viviani em
1643, e quase ao mesmo tempo por Otto de Guericke. Aquele explicou
o fato de que uma bomba não podia elevar a água a uma altura
superior a 10 m, devido a existência da pressão atmosférica. Uma
coluna de água de 10 m produz em sua base uma pressão igual à da
atmosfera e, por esse motivo, esta não pode equilibrar uma coluna
de água mais alta.
... continua (talvez
só na próxima semana!) ...
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