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Zero
absoluto de temperaturas
Prof.
Luiz Ferraz Netto
leobarretos@uol.com.br
Apresentação
Quando qualquer gás
é aquecido, do ponto do gelo (PG) ao ponto do vapor (PV), seu volume
aumenta cerca de um terço ou, para ser mais exato, 1/2,73 do seu volume
original, sob pressão constante.
"Todos
os gases expandem-se exatamente do mesmo modo, quando submetidos ao
aquecimento".
Esta propriedade dos
gases (principalmente quando rarefeitos), que contrasta com a dos sólidos
e líquidos deve-se à extrema simplicidade de sua estrutura íntima, em
comparação com a dos outros corpos.
Como, para a variação de 100oC, a variação do volume do gás
é de 1/2,73, podemos concluir que, para cada variação de 1oC,
a variação de volume correspondente será de 1/273 do volume original.
Esse valor, 1/273, é exatamente o coeficiente
de dilatação volumétrica dos gases.
Se agora resfriarmos o
gás, abaixo do ponto do gelo (00C), ele se contrairá segundo
a mesma fração, para cada grau célsius de resfriamento.
Desse modo, a 273 oC
abaixo de 0 oC,
poder-se-ia esperar que o volume de qualquer gás se reduziria
a zero. Esse ponto (- 273 oC)
é chamado zero absoluto de temperatura. Se o
tomarmos como origem da escala, as temperaturas medidas serão também
temperaturas absolutas ou temperaturas kelvin (K).
Na ilustração
apresentamos o gráfico das mudanças de volume dos gases, em função de
sua temperatura absoluta. Enquanto o gás se mantém nesse estado, o gráfico
é uma linha reta passando pelo zero absoluto, e a tendência do gás é
se contrair até ao volume zero, no zero absoluto.
Contudo,
essa tendência nunca se concretiza, pois todos os gases se liquefazem
antes de chegarem ao zero absoluto. Alguns o fazem mais cedo, outros mais
tarde. O hélio é o último a liquefazer-se, o que acontece quando faltam
apenas uns 4 graus para o zero absoluto.
Naturalmente, assim que o gás se transforma em líquido, seu volume
decresce muito mais lentamente, com o decréscimo de temperatura, sem
tender mais para zero.
Embora
nenhum gás chegue realmente ao fim da trilha, a noção de zero absoluto
é muito importante em Física, e pode ser concebida como o ponto de
anulamento do volume de um hipotético gás ideal ou perfeito, que
conservaria tal estado por mais que o resfriássemos.
A pressão do gás, decorrente dos choques das moléculas entre si e com
as paredes do recipiente que o contém, também tenderá para zero, pois
com volume nulo, não há partículas para definir impactos.
Nossa
parte experimental explora esse pormenor, quando a temperatura (célsius)
diminui, a pressão do gás também diminui e, por extrapolação, podemos
obter a temperatura correspondente ao zero absoluto, na escala Célsius,
pesquisando o ponto onde a pressão se anula.
Usaremos nessa experimentação da esfera de cobre (oca) com conector, um
manômetro, três béqueres de 2000 ml, termômetro, água, gelo,
ebulidor.
Devemos
colocar a esfera metálica oca, devidamente conectada ao manômetro,
dentro da água gelada, ambiente e quente, respectivamente. Para cada
situação, devemos ler a temperatura da água e a correspondente pressão
do ar, aprisionado dentro do balão.
A
seguir, levamos esses pares de valores (q,
P) num gráfico. Obteremos por
extrapolação, o valor do ‘zero absoluto’
de temperatura, na escala Celsius.
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