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Zero absoluto de temperaturas Prof.
Luiz Ferraz Netto Apresentação "Todos
os gases expandem-se exatamente do mesmo modo, quando submetidos ao
aquecimento". Esta propriedade dos
gases (principalmente quando rarefeitos), que contrasta com a dos sólidos
e líquidos deve-se à extrema simplicidade de sua estrutura íntima, em
comparação com a dos outros corpos. Se agora resfriarmos o
gás, abaixo do ponto do gelo (00C), ele se contrairá segundo
a mesma fração, para cada grau célsius de resfriamento. Desse modo, a 273 oC
abaixo de 0 oC,
poder-se-ia esperar que o volume de qualquer gás se reduziria
a zero. Esse ponto (- 273 oC)
é chamado zero absoluto de temperatura. Se o
tomarmos como origem da escala, as temperaturas medidas serão também
temperaturas absolutas ou temperaturas kelvin (K). Na ilustração
apresentamos o gráfico das mudanças de volume dos gases, em função de
sua temperatura absoluta. Enquanto o gás se mantém nesse estado, o gráfico
é uma linha reta passando pelo zero absoluto, e a tendência do gás é
se contrair até ao volume zero, no zero absoluto.
Contudo,
essa tendência nunca se concretiza, pois todos os gases se liquefazem
antes de chegarem ao zero absoluto. Alguns o fazem mais cedo, outros mais
tarde. O hélio é o último a liquefazer-se, o que acontece quando faltam
apenas uns 4 graus para o zero absoluto. Embora
nenhum gás chegue realmente ao fim da trilha, a noção de zero absoluto
é muito importante em Física, e pode ser concebida como o ponto de
anulamento do volume de um hipotético gás ideal ou perfeito, que
conservaria tal estado por mais que o resfriássemos. Nossa
parte experimental explora esse pormenor, quando a temperatura (célsius)
diminui, a pressão do gás também diminui e, por extrapolação, podemos
obter a temperatura correspondente ao zero absoluto, na escala Célsius,
pesquisando o ponto onde a pressão se anula.
Devemos
colocar a esfera metálica oca, devidamente conectada ao manômetro,
dentro da água gelada, ambiente e quente, respectivamente. Para cada
situação, devemos ler a temperatura da água e a correspondente pressão
do ar, aprisionado dentro do balão. A
seguir, levamos esses pares de valores (q,
P) num gráfico. Obteremos por
extrapolação, o valor do ‘zero absoluto’
de temperatura, na escala Celsius.
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