Dois
termoscópios são preparados de modo que o bulbo de um deles tem,
externamente, uma camada de tinta preta opaca e o outro tinta branca (2 xícaras
de café com tinta látex para parede, uma delas tingida de preto com o pó
adequado para isso).
Os tubos verticais são mergulhados em água (colorida, de preferência)
com a torneira de ligação aberta para a atmosfera. Mediante um tubo de
borracha ligado á torneira aspira-se parte do ar existente nos termoscópios,
baixando-se igualmente a pressão interna em ambos e, isso se observa pela
subida de colunas de água, de iguais alturas, nos ramos verticais. A
seguir, a torneira é fechada de modo que os termoscópios tornem-se
independentes.
Acende-se
uma lâmpada 'spot' de 110 V de 100 ou 150 W próxima aos bulbos e eqüidistante
deles. Como a quantidade de radiação recebida pelos bulbos são iguais,
adquirirá maior pressão interna (o que se observa pelo abaixamento da
coluna de água no ramo vertical) aquele que apresentar maior aquecimento,
denotando a maior absorção da radiação incidente.
O experimento mostra que o bulbo cuja superfície é pintada de preto
absorve mais calor que aquele pintado de branco.
b)
usando termoscópios improvisados
Para experimentos em sala de aula e
mesmo em feiras de ciências, existem várias variantes para a construção
desses termoscópios. Citamos:
1)
Usar de lâmpadas incandescentes queimadas, com bulbos transparentes.
Retira-se todo o 'miolo' da lâmpada e fixa-se um tubo de vidro ou plástico
transparente em sua base usando-se de 'durepóxi'. Unem-se esses tubos,
sob a base, com uma mangueira plástica contendo água colorida. Eis o
visual da montagem:
2)
Usar garrafas PETs transparentes de 300 ml, com tubos plásticos inseridos
(e colados) em suas tampas.
3)
Usar pequenos frascos de 'remédio', transparentes, com tubos plásticos
inseridos em suas tampas de borracha etc.
Nota:
Para interligação entre ramos e torneira pode-se utilizar dos
equipamentos utilizados em aquários.