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Sistema
Refletor Triédrico Prof. Luiz Ferraz Netto Introdução Essa é a propriedade que exibe um sistema de três espelhos planos colocados em ângulo reto um em relação aos outros (análogo ás faces de um cubo que convergem em um vértice). Vejamos a montagem e, a seguir, a justificação da propriedade. Montagem
Montagem do triedro refletor As
imagens nxy = (360o/90o) - 1 = 3 imagens; nxz = (360o/90o) - 1 = 3 imagens; nyz = (360o/90o) - 1 = 3 imagens O número total de imagens ser: Nt = nxyz = nxy + nxz + nyz = 9 imagens
Conjugação de pontos Como o espelho Ex participa do par (Ex, Ey) e do par (Ex, Ez), uma das imagens é comum, baixando o total para 8. Do mesmo modo, Ey participa do par (Ey, Ez) e do par (Ey, Ex), baixando o total de imagens para 7, em virtude das superposições. Ez, já está incluído nos pares acima. Assim, o sistema constituído pelos três espelhos perpendiculares dois a dois, conjuga 7 imagens de um ponto objeto A. Pela
propriedade da simetria, esses 8 pontos (1 objeto puntual e suas 7
imagens) serão os vértices de um paralelepípedo, cujo centro é o vértice
V comum aos três espelhos (ponto de encontro dos 3 planos ortogonais
entre si), como se vê na figura acima, onde ressaltamos as superposições Se
o objeto é extenso (a cabeça do observador, por exemplo), as imagens Ay,
Az e Ayz são direitas (cabeça para cima) e as
demais são invertidas (cabeça para baixo). Para esse observador, a 7a
imagem de sua cabeça, de cabeça para baixo, estará sempre
"presa" na região do vértice. Justificando
O
vetor c1 que representa a velocidade da luz pode ser
decomposto nas componentes v1 e v2,
respectivamente normal e tangente ao plano do primeiro espelho (E1).
Após a primeira reflexão a componente v2 permanece
invariável, enquanto que a componente normal troca de sinal (inverte seu
sentido de propagação), conforme indica o vetor v'1.
Posto que os espelhos estão dispostos segundo um ângulo diédrico reto
um em relação ao outro, a componente v2 tangente ao
primeiro espelho, será normal ao segundo e, por isso, troca de sinal por
ocasião da segunda reflexão. Ao invés, v'1 mantém
sua orientação. No caso tridimensional, o vetor c associado ao raio incidente, deve ser decomposto em três componentes v1, v2 e v3 normais ao primeiro, segundo e terceiro espelhos, respectivamente. Então, ao refletir-se em cada espelho, apenas uma das componentes mudará de sinal e, ao fim e ao cabo, após três reflexões, teremos a inversão das três componentes e o raio emergente terá girado de 180o em relação ao raio incidente primitivo. Semelhante propriedade também se conseguirá mediante um prisma triangular, que pode ser obtido cortando-se um cubo de vidro por um plano que passa pelos extremos de três arestas que partem do mesmo vértice; em tal prisma as três faces laterais fazem o papel de espelhos planos. Tanto
esses, como outros dispositivos constituem, como já salientamos, os
sistemas refletores angulares. Um desses sistemas (de fabricação
francesa) foi colocado na Lua: pelo intervalo de tempo que retarda um
feixe de luz laser emitido da Terra, chegar ao refletor e retornar foi
possível medir, com assombrosa precisão, a distância Terra-Lua.
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