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O
Arco-íris
(nível universitário)
Prof. Luiz Ferraz Netto
leobarretos@uol.com.br
Introdução
Como sabemos, o índice de refração
de uma substância depende não só da natureza dela, como também da freqüência
(cor) da radiação incidente. Ele é distinto para cada radiação
monocromática, para uma mesma substância. Em geral, aumenta com a freqüência
da radiação incidente (vermelho, laranja, amarelo, verde, azul e
violeta).
Devido a esse fato, todo pincel de luz, não monocromático, ao
sofrer desvio, por refração, decompõe-se em pincéis de luz monocromáticas
--- é a dispersão da luz que acompanha o fenômeno da refração.
Um
fenômeno que, em parte, ocorre devido a essa decomposição, é o arco-íris.
Vejamos os detalhes.
O círculo da figura a seguir representa uma gota de chuva. Um raio de luz
proveniente do Sol incide na gota em A, sob ângulo a.
Ele refrata e atinge o interior da gota em B; desse raio, uma parte da luz
refrata-se novamente, emergindo na direção BB'. Outra parcela, ainda
desse raio que incide em B, reflete-se, atingindo a gota internamente em
C. Em C, sofre nova refração parcial na direção CC' e uma reflexão
parcial ... e assim sucessivamente.
Geometria
das refrações e reflexões sucessivas



Desvio mínimo,
com incidência na parte inferior da gota

Análise da
forma do arco-íris



Produção
do arco-íris
O
frasco de Florence (balão de vidro) cheio de água é intensamente
iluminado pela luz de um projetor de slide (ou equivalente) disposto atrás
da tela (que apresenta um orifício). Forma-se na tela um completo arco-íris
circular. Num ambiente pouco iluminado o fenômeno é melhor visualizado.
Lâmpadas incandescentes
queimadas, de bulbo esférico, da qual foi extraído todo seu 'miolo' e
cheias de água são excelentes para tal projeto.
Tal balão de vidro pode, ainda, ser substituído por uma esfera de vidro
transparente (selecione uma boa amostra entre as bolinhas de gude). Eis um
visual da montagem e da formação dos anéis coloridos:
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