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MONGADARWIN Prof. Luiz Ferraz Netto Objetivo
Recurso
teórico
Na última figura dessa ilustração, simplesmente colocamos o círculo preto dentro do quadrado. Isolemos essa última figura e vamos dar ao conjunto um giro de 45o. Ficará assim:
Nessa
ilustração, o quadrado passa a figurar uma jaula e o círculo preto
passa a figurar uma pessoa (vista por cima) dentro da jaula. Observe a
perfeita simetria do sistema. Na prática, o espelho pode ser substituído
por simples placa de vidro plano. Se apenas o objeto 'jaula' estiver
iluminado, o fenômeno da reflexão na placa de vidro prevalece sobre a
refração e a imagem poderá ser facilmente observada para determinadas
posições do observador.
Os observadores, representados por pequenos círculos pretos aquém da linha divisória ab, pertencentes ao campo do espelho verão nitidamente a imagem do objeto iluminado. Montagens
O espectador passa pela cortina de entrada e permanece aquém da grade (cerca) e, olhando para dentro, verá apenas, à sua frente, uma jaula vazia e bem iluminada pela lâmpada de 100 W (essa lâmpada deve ficar dentro de um protetor opaco para evitar que a luz atinja outras partes do ambiente, além da jaula). Eis
a encenação: construiu-se duas jaulas idênticas, colocando-se uma
exatamente no lugar da imagem da outra. O moça (ou o macaco) fica na
jaula 'objeto' numa posição previamente combinada (realmente, há marcas
no chão, para indicar as posições dos pés e marcas nas grades para as
mãos) e sua lâmpada L2 apagada. A outra jaula encontra-se vazia e
iluminada pela lâmpada L1. Toca
uma música de fundo (que tal a da 2001- Uma odisséia no espaço?) e um
narrador começa a dissertar sobre a Teoria da Evolução das Espécies de
Charles Darwin salientando a 'transformação' do 'macaco' em homem. Nesse
momento, dois homens musculosos entram (pela porta do vestiário - cuja
luz interna está apagada) trazendo o macaco irritado preso por correntes
e o coloca dentro da jaula 'imagem' (urros e gritos...). O macaco, agora
um pouco mais calmo pela voz do narrador, mantém-se quieto (obviamente na
posição previamente combinada). Para o observador haverá a superposição de duas imagens, uma pela refração da luz vinda diretamente do macaco parcialmente iluminado por L1 e outra, por reflexão, vinda da moça também parcialmente iluminada por L2. A ilustração abaixo mostra isso. Nessa ilustração é a garota (na jaula imagem) que está transformando-se em macaco (na jaula objeto); essas posições são intercambiáveis.
Continuando
com o processo, diminuindo a intensidade de L1 ao mesmo tempo que aumenta
a intensidade de L2, chegará o momento em que L1 fica apagada e L2 acesa
(brilho máximo). Para o espectador o efeito de refração no vidro
desaparece (não há mais fonte de luz atrás do vidro!) e com isso a
imagem do macaco; prevalece a reflexão e o espectador vê apenas a imagem
da garota (alegre, sorridente e cantarolando). Para demonstrações em Feiras de Ciências ou trabalhos escolares, pode-se preparar um modelo em papelão preto --- três caixas de sapato serão suficientes --- (ou papelão comum pintado internamente com tinta preta opaca), seguindo-se exatamente as condições descritas acima. Veja a ilustração:
Para esse modelo da MongaDarwin pode-se usar lâmpadas incandescentes comuns de 40 W ou lâmpadas de 12 V para uso automotivo. Na segunda hipótese deve-se prever uma fonte de alimentação de 12 V (que pode ser uma bateria de carro) dotado de duas saídas controladas com o mesmo eixo de um potenciômetro duplo. Falemos do 'dimmer' e sua modificação. Tais dimmers são facilmente encontrados e substituem os interruptores comuns das casas, para controle da luminosidade de lâmpadas incandescentes. Eles fazem um controle da potência entregue às lâmpadas mediante 'cortes' da onda senoidal comandadas por um TRIAC. Para a demonstração são necessários dois desses 'dimmers', um para cada lâmpada. Entretanto, é razoavelmente difícil controlar, ao mesmo tempo, os dois potenciômetros (um de cada controle), tentando girar lentamente um no sentido horário e outro no sentido anti-horário para aumentar a potência numa lâmpada enquanto diminui na outra. Para isso há dois recursos: (a) colocar os eixos dos potenciômetros dos dois controles frente a frente, por um em posição de máximo, outro em posição de mínimo e colá-los. Uma vareta presa a esse novo eixo comum servirá de alavanca para o controle simultâneo dos dois dimmers.
(b) retirar os potenciômetros dos dimmers 1 e 2 e substituí-los por um potenciômetro duplo, de mesmo valor. Nesse caso, será necessário soldar 6 fios nesse potenciômetro duplo; repare que foi efetuada uma inversão na ordem dos fios do potenciômetro 2 (na figura, os terminais 1 e 3) de modo que, ao girar o eixo, num deles a resistência posta em jogo diminui enquanto que no outro aumenta. Essa inversão é para diminuir a intensidade em L1 enquanto aumenta em L2 (e vice-versa). Nota: Em nossa Sala 03 temos um projeto para a montagem desse dimmer. Recomendamos uma leitura nesse projeto: www.feiradeciencias.com.br/sala03/03_09.asp . No caso, basta montar dois desses circuito e adquirir um potenciômetro duplo de 100K / 100K. Bom sucesso nesse projeto da 'evolução das espécies'!
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