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Cromatografia
em papel
(composição e
decomposição de cores)
Prof. Luiz Ferraz Netto
leobarretos@uol.com.br
Apresentação
Nesse experimento físico-químico, bastante atraente, será usada a técnica
da cromatografia em papel (do grego khroma, cor). A origem dessa
denominação prende-se ao fato de que, inicialmente, essa técnica era
empregada apenas na separação dos componentes de materiais coloridos.
O colorido das tintas se obtém, geralmente, de pigmentos colhidos de
terras raras (grupo de elementos químicos). As tintas coloridas usadas em
canetas são obtidas por convenientes misturas desses pigmentos
dissolvidos em solventes próprios, sendo que a cor obtida é o resultado
visual dessa composição de pigmentos coloridos. Tais tintas, de modo
geral, são insolúveis em água, mas solúveis em álcool. É a
solubilidade dessas tintas (pigmentos) em álcool que utilizaremos nesse
experimento.
Material
Dois 'discos' de papel de filtro;
canetas coloridas de cores vivas (ponta porosa);
frasco de plástico transparente (com tampa);
água, álcool, tesoura
Montagem
Num
dos círculos de papel-filtro (cerca de 15 cm de diâmetro) faça um orifício
central de 1,5 cm de diâmetro. Ao redor desse orifício e afastados 1 cm
dele pinte pequenos círculos coloridos usando as canetas de ponta porosa.
O outro círculo de papel-filtro é enrolado para adquirir a forma de um
cone. Pode-se usar um grampo de grampeador na base desse cone para
garantir que não desenrole.
Encaixe o círculo que contém as pintas coloridas sobre o cone de
papel-filtro, como se ilustra acima.
Coloque
esse conjunto dentro do recipiente de plástico transparente (béquer ou
pote de vidro grande) e preencha o fundo desse recipiente com álcool
(camada de cerca de 1 cm de altura) e feche o recipiente com sua tampa própria.
Nota: Nas mercearias há potes de plástico transparente para doces (paçoquinhas,
pés-de-moleque, cocadas etc.) descartáveis e fácil aquisição
(normalmente são jogados fora).
Resultados
esperados
O álcool começará a encharcar o papel-filtro do cone, a partir da base
e, por capilaridade irá migrar lentamente até o disco de papel-filtro
que contém as marcas coloridas. Ali chegando o álcool começará a
migrar em sentido á periferia do disco. Ao passar pelas marcas coloridas
o álcool irá dissolver a tinta, arrastando consigo os pigmentos para a
borda no disco. Como cada componente da mistura percorre o papel-filtro
com velocidade diferente (devido ás suas composições químicas e interações
com o álcool serem diferentes), ocorrerá a separação dos diferentes
materiais que constituem a tinta.
Assim, formar-se-ão trilhas coloridas radiais a partir de cada marca
colorida inicial.
Deve-se
tapar o frasco onde se realiza o experimento para retardar a evaporação
do álcool. O ambiente vedado, saturado de vapor de álcool, impedirá que
o álcool seque no meio do caminho, durante sua migração (o fundo ficará
seco). A quantidade de álcool deve ser ajustada experimentalmente já
que, se for pequena demais, não conseguirá chegar até a borda do disco.
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