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Microscópio de Leeuwenhoek

Prof. Luiz Ferraz Netto
leobarretos@uol.com.br

Introdução
Um e-mail enviado pela professora Leila Pereira de Morais - leilagen@cesmac.com.br ou leilgen@hotmail.com -, de Maceió, suscitou motivação para esse trabalho. Eis cópia de parte de e-mail:

"Uma equipe manifestou a vontade de fazer um aparelho semelhante ao microscópio para observar estruturas pequenas, como escamas de borboletas etc., mas não sabem como fazer. Já  tive pesquisando mas não encontrei um experimento que possa fazer. Será que o senhor tem algo que possa me ajudar?"

Descrição
Olá Leila,
uma sugestão para resolver o problema da equipe é a construção de um microscópio de Leeuwenhoek (pronuncia-se "lêiven-ruk"). Trata-se de uma lupa simples, construída com uma pequena esfera de vidro incrustada num suporte.
Procure nos fornecedores de aviamentos ou componentes para bijuteria, contas de vidro entre 3 e 8 milímetros de diâmetro. A seguir, basta construir a lupa, fixando uma conta em um orifício feito num suporte de madeira ou papelão, como na ilustração abaixo.
Para observar insetos, espete-os em alfinetes para facilitar a passagem da luz; uma fonte de luz sob o objeto a ser examinado virá bem a calhar (pode ser uma lanterna).


Versão simplificada do microscópio de Leeuwenhoek

Histórico
Um grande impulso para o conhecimento da Biologia foi obtido com a invenção do microscópio. Não se sabe exatamente quem inventou o microscópio porém sabe-se muito bem que depois dessa invenção, lá pelo início do século XVII, nossa percepção do mundo ficou muito diferente.


Microscópio de Leeuwenhoek

Muitos atribuem a invenção deste instrumento a Galileu, porém foi o naturalista holandês Antonie van Leeuwenhoek quem realmente aperfeiçoou o instrumento e o utilizou na observação de seres vivos. Dotados de apenas uma lente de vidro (aqui nos a substituímos por uma bolinha de vidro), estes primitivos microscópios permitiam aumentos de até 300 vezes com razoável nitidez. E todo um mundo que se encontrava invisível aos olhos, se descortinou. Este primitivo microscópio foi construído em 1674, que com ele conseguiu observar bactérias de 1 a 2 micra (um mícron vale um milésimo de milímetro).

Com este instrumento muito simples, esse naturalista holandês, estudou os glóbulos vermelhos do sangue e constatou a existência dos espermatozóides. Este cientista também desvendou o extraordinário mundo dos micróbios (ou seja, seres microscópicos), hoje mais conhecidos como microrganismos.

O microscópio simples de Leeuwenhoek, foi aprimorado por Hooke, ganhando mais uma lente. Deste modo, foram obtidos aumentos ainda maiores. Após as primeiras observações do cientista inglês Robert Hooke (1635-1703), em 1655, de um pedaço de cortiça através de um microscópio primitivo e os estudos do holandês Leeuwenhoek (1632-1723) levaram à descoberta das células. Porém somente em 1839, com o botânico Matthias Jacob Schleiden (1804-1841) e com o zoólogo e fisiologista Theodor Schwann (1810-1882), ambos da Alemanha, foi reconhecida a célula como a unidade fundamental da vida.


Microscópio de Hooke



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