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Distanciômetro
(0 nome correto é
'telêmetro', o medidor de distâncias)
Prof. Luiz Ferraz Netto [Léo]
leobarretos@uol.com.br
Objetivo
Estudar as propriedades dos espelhos planos; conjugação de espelhos. Telêmetro,
uma aplicação prática dessas propriedades.
Material
1sarrafo de madeira ou mdf de (40 x
10 x 1) cm
2 tiras de espelhos planos de (8 x 2) cm
(*)
2 eixos de palito de churrasco
2 botões para fixar nos eixos
(*) - opcional - um dos espelhos
pode ser do tipo semitransparente.
Planos e Procedimento
Podemos construir um exemplar deste instrumento, conforme ilustramos abaixo,
usando um sarrafo de madeira e
duas tiras de espelhos planos (E1 e E2).
Inicialmente colocamos os espelhos paralelos um
ao outro e formando um ângulo de 45° com a base (sarrafo de madeira na
vertical). O Espelho 2 (que pode ser do tipo semi-transparente) é fixado na
base; o Espelho 1 é móvel, podendo girar ao redor de seu eixo.
Um observador coloca seu globo ocular na posição V olhando na direção VA, por sobre o espelho
2 (ou diretamente
através dele, se for do tipo semi-transparente),
verá, ao mesmo tempo, pela associação de espelhos, a imagem de objetos distantes
exatamente acima dos objetos observados diretamente; enquanto que a imagem de objetos
próximos é observada abaixo, porém, em posição deslocada paralelamente em
relação ao objeto observado diretamente.
Para se conseguir o alinhamento de imagem conjugada e seu objeto sobre a mesma
horizontal (fazer A2 cair sobre a linha VA), temos que
girar o espelho 1 para a esquerda de sua posição paralela ao espelho 2.
Determina-se a distância pelo giro do espelho 1.
Vejamos detalhes disso:
Nesta posição inicial, onde os espelhos E1 e E2 são
paralelos entre si e inclinados de 45º com a vertical, o observador GO, na
posição V, enxerga por cima do espelho E2, o objeto A (cuja distância
D se quer determinar) e através dos espelhos, a imagem final
conjugada A2. Acompanhe este trajeto: o raio de luz sai de A,
bate no espelho 1 (ponto de incidência i2), reflete-se, vai para o espelho
2, reflete-se novamente e chega ao globo ocular (V) do observador.
Girando-se lentamente o espelho E1, a imagem final A2 vai de deslocando, até
cair sobre a linha VA, conforme se ilustra abaixo. Indiquemos por
a o ângulo de giro de
E1 que permitiu o alinhamento VA2 com VA.
Seja b o
valor da distância que separa as intersecções dos espelhos com o eixo x, ou
seja, a distância O1O2, e a o valor da distância do globo ocular do
observador até o espelho E2, ou seja, a = VO2.
Observe que E1 fornece de A a imagem A1 e E2 fornece de A1
(objeto virtual) a imagem final A2.
Observe também que, quando a imagem A2 cai sobre a direção VA (eixo y), a
imagem A1 recai sobre a direção O1O2 (eixo x). O triângulo Ai2A1 é
isósceles e E1 é a bissetriz do ângulo Ai2A1. O valor deste ângulo vem expresso
por p/2 + 2a.
Por conseguinte, o ângulo O1Ai2 vale 2a;
donde:
VA = D = b/tg(2a)
+ a
Para distâncias
da ordem de dezenas de metros pode-se negligenciar a distância do globo ocular
até o espelho 2, ou seja, a = 0 e ficamos com: D = b/tg(2a)
.
A precisão desse medidor de distancias depende da distancia entre os espelhos. Pode-se graduar o aparelho através de estacas (postes) dispostas em
distâncias conhecidas.
Se o consulente tiver alguma variante deste aparelho, por gentileza, divida
conosco os planos de seu exemplar.
Agradecemos.
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