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Leis das cordas vibrantes Prof. Luiz Ferraz Netto Visualização
das ondas estacionárias
Com a montagem proposta pode-se constatar facilmente os fatores que afetam a formação de ondas estacionárias nas cordas: o comprimento da corda, sua massa específica linear e a tração. A corrente alternada (corrente de áudio) para o alto falante obtém-se ligando-o à saída de um amplificador de áudio de 10 a 15 W de potência. A excitação do amplificador é proveniente de um gerador de áudio-freqüências, injetando-se sua saída senoidal à entrada do amplificador. A montagem permite justificar, com propriedade, a Lei de Mersenne/Taylor das cordas vibrantes expressa analiticamente por: Fn = (n/2L)(T/r)1/2 onde
Fn é a freqüência emitida, n é a ordem do
harmônico (n = 1 para o fundamental), L é o comprimento vibratório
da corda, T a tensão a que está sujeita e r
é sua massa específica linear (massa por unidade de comprimento, r
=m/L). Permita-me relatar uma cena doméstica: Dada manhã meu filhote de 3 anos quebrou as cordas de seu violão de brinquedo. O avô que estava ao lado prontamente disse: ---"Guto, deixa que o vô conserta, vou colocar 4 tiras de elástico de dinheiro e deixar a viola bem afinada". De pronto adverti: ---"Oi vô, não vai funcionar. O som dos 4 elásticos esticados vai ser praticamente o mesmo e se você esticar mais ainda o som ficará mais grave e não mais agudo". Realmente, a 'corda de elástico' não segue as leis das cordas vibrantes. Nas 'cordas vibrantes', ao esticarmos as cordas, os dois fatores 'comprimento e massa específica linear' permanecem praticamente constante e o aumento de tensão eleva a freqüência da vibração; nas 'cordas de elástico' não, os três fatores modificam-se simultaneamente, de modo que a freqüência não sofre qualquer alteração apreciável. A partir de certa tensão pode mesmo tornar o som mais grave!
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