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Batimento
e Gráficos Prof. Luiz Ferraz Netto Objetivo Material
Procedimento
- usando lâmina
vibrante Faça um gráfico de f em função de d (distância da massa-cursor ao ponto fixo da lâmina). Tente também um gráfico de f em função de 1/d ou outros gráficos relacionando f e d. Algum desses gráficos resultou linear e lhe permite encontrar facilmente o 'tipo da equação' que relaciona f e d? Caso nenhum desses gráficos resulte linear, aproveite suas medidas de f e d para aprender a usar papel di-logarítmico (veja a técnica no decorrer deste trabalho). A freqüência de um vibrador depende de sua massa? ou da sua distribuição de massa? Experimente simplesmente modificar o comprimento livre da lâmina vibrante e veja se isso altera a freqüência. Procedimento
- usando um diapasão
Coloque no diapasão a sua massa-cursor em diferentes posições e observe o som emitido para cada posição da massa-cursor (b). Por analogia com o que você observou na lâmina vibrante, é capaz de dizer, pelo menos qualitativamente, de que maneira a altura do som depende da freqüência da fonte? Um
desafio: Procedimento
- usando dois diapasões
- batimento
Faça-os vibrar simultaneamente e observe o som emitido. Coloque a massa-cursor em um deles, bem embaixo, e faça vibrar novamente os diapasões. Nota alguma particularidade no som que ouve? Varie a posição do cursor até perceber nitidamente que a intensidade do som varia periodicamente, passando por máximos e mínimos alternados — são os batimentos. Interpretação
dos batimentos
que só diferem pelas freqüências, que são, aliás, muito próximas: f1 - f2 £ 10 Somando membro a membro, temos, para a perturbação resultante: y = y1 + y2 = A.cos 2p f1.t + A.cos 2p f2.t = 2A.cos 2p[(f1-f2)/2].t.cos 2p[(f1+f2)/2].t ou y = A'.cos 2p[(f1+f2)/2].t onde A' = 2A.cos 2p[(f1-f2)/2].t é a amplitude do movimento resultante. A expressão que resulta para "y" pode ser considerada um movimento harmônico simples, em cada instante, só que sua amplitude não é constante, variando com o tempo e produzindo máximos quando: cos 2p[(f1-f2)/2].t = +1 ou -1 e mínimos quando: cos 2p[(f1-f2)/2].t = 0 Eis
uma ilustração gráfica do fenômeno:
Os máximos correspondem aos reforços audíveis que você observou. Como, em cada período da perturbação resultante, há dois mínimos, a freqüência dos batimentos é fb = f1 - f2 . Se as duas fontes utilizadas tivessem freqüências muito diferentes (100 Hz de diferença, por exemplo) você poderia ouvir batimentos? Volte aos dois diapasões, um deles com massa-cursor e, usando o cronômetro, determine a freqüência fb dos batimentos para, digamos, 5 posições diferentes do cursor. Faça um gráfico de fb, em função de d. Usando aqueles valores de fb, o valor conhecido da freqüência do diapasão sem cursor, e a expressão fb = f1 - f2, determine as freqüências correspondentes do diapasão com cursor. Faça um gráfico dessas freqüências em função da posição do cursor — você terá, assim, calibrado o seu diapasão com cursor. Nota — Você poderá "ver" os batimentos se fizer a montagem ilustrada abaixo. As duas lâminas L1 e L2, têm, em seus extremos, espelhos E1 e E2 e devem vibrar no mesmo plano horizontal com freqüências ligeiramente diferentes. A luz proveniente de uma 'caneta' laser O é refletida em E1 e E. e, depois projetada numa pequena tela. Se em lugar da caneta laser usar simplesmente uma fenda luminosa O a luz emergente do espelho E2 pode incidir diretamente no olho do observador. Observe a imagem da fenda O, e faca a analogia com o fenômeno acústico dos batimentos.
Estudo
dos gráficos No
papel mono-logarítmico (mono-log) , um dos eixos é dividido
proporcionalmente aos números 1, 2, 3, ... e o outro eixo é dividido
proporcionalmente aos logarítmicos dos números 1, 2, 3, ... (nesse eixo,
o número 5, por exemplo não indica 5,
mas sim o log 5). Exemplo 1 - Digamos que, feita uma experiência em que intervinham as duas variáveis físicas x e y, transpusemos os dados obtidos para papel di-log e obtivemos o gráfico 1.
Este gráfico permite concluir que: log y = a.log x + log b Ora, esta equação pode ser escrita:
Resta
descobrir os valores numéricos dos parâmetros a e b. Isto pode ser feito
voltando ao gráfico e observando que: Casos particulares: Se
a =
45o , tg a
= 1, a = 1 e então y = b.x Se você tivesse feito o gráfico em papel milimetrado, que tipo de curva teria encontrado para esse segundo caso particular? Exemplo - 2 - Feita uma experiência, obtivemos a seguinte tabela de valores:
Levando esses valores para papel milimetrado e log-log, obtemos, respectivamente, os gráficos 2 e 3.
Este último nos dá: a = 63o , tg a = a = 2 e, para x = 1, y = b = 2. Logo, a função procurada é y = 2.x2 Baseado nesses exemplos, e voltando ao estudo da freqüência dos batimentos, faça o gráfico de log f em função de log d e determine a forma matemática da relação entre f e d. Resposta
ao desafio Desse modo, ainda que nos casos citados se ouça um som mais intenso, sua duração será menor e a energia emitida resultará igual em ambos os experimentos (diapasão suspenso ou encostado em algo). O
experimento que comprova isso é simples: um osciloscópio - traço duplo -
dotado de 2 pequenos amplificadores de áudio e 2 microfones; um microfone
é posto a alguns centímetros do diapasão (em ambos os experimentos) e o
outro a uns 5 metros de distância. Ajustam-se os ganhos de modo que ambos
os microfones sejam sempre sensibilizados. |
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