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Efeito Doppler Prof.
Luiz Ferraz Netto Como
sabemos, a velocidade de propagação u de uma onda é uma função
exclusiva das propriedades do meio. Isto é uma verdade experimental e
independente da velocidade da fonte ou do observador em relação ao meio. (1) - Suponhamos o observador em repouso e a fonte movimentando-se em relação ao meio. Se a direção de propagação coincidir com aquela do movimento da fonte, o comprimento de onda no meio será: lm = (u - vfonte)/f podendo vfonte , ser positivo ou negativo. Um observador fixo verá ou receberá uma onda com comprimento de onda lm e propagando-se com uma velocidade u. Então, para este observador a onda terá uma freqüência aparente dada por: fap. = u/lm = f. u/(u - vfonte) (2) - Suponhamos agora a fonte em repouso e o observador movimentando-se com uma velocidade vob. em relação ao meio. Para tal observador, a velocidade aparente é (u - vob.) e a freqüência terá o valor relativo dado por: fap. = f.(u - vob.)/u (3) - No caso de, tanto o observador quanto a fonte se movimentarem em relação ao meio, obtém-se a expressão: fap. = f.(u - vob.)/(u - vfonte) onde fap., é a freqüência recebida, f a emitida, vob. a velocidade do observador em relação ao meio, vfonte a velocidade da fonte em relação ao meio, e u a velocidade de propagação do som no meio em consideração. (4) - No caso geral de um objeto (submarino) movimentando-se com velocidade vcorpo e um detetor (navio) movimentando-se com velocidade vdet. , e ainda, se o detetor utilizar sons pulsados para detetar o objeto, sons esses de freqüência fdet. , será recebido, na reflexão, sons de freqüência: fap. = fdet. {1 + (2/u).[|vdet.|.cosqdet. - |vcorpo|.cosqcorpo]}
O caso acima é típico na deteção de submarinos por meio do SONAR. O equipamento moderno permite que se determine a velocidade de aproximação ou de afastamento do submarino em relação ao navio, pela observação da variação de freqüência devido ao efeito Doppler. (5) - Quando não há variação da distância observador-fonte, não há efeito Doppler, isto é, não há variação da freqüência percebida pelo observador; fap. = freal . Há entretanto, uma variação de fase. Como tal variação depende do sentido de deslocamento do meio, é possível construir-se um anemômetro acústico conforme ilustramos abaixo:
Os microfones M1, M3 e M2, M4 distribuídos em relação à fonte F como ilustrado, apresentarão entre si, uma variação de fase que dependerá do sentido e da velocidade de deslocamento do vento. Com os quatro microfones é possível construir um circuito eletrônico que dê a fase relativa entre eles, sendo então possível a leitura direta das grandezas procuradas, isto é, velocidade e direção do vento.
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