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Prof.
Luiz Ferraz Netto Apresentação Material Montagem No centro desse disco e do lado em que foi grudada a sobra do papel alumínio, fixe um cabo isolante (tubo ou bastão plástico) com cerca de 20 cm de comprimento. O tubo pode ser fixado com cola forte; o bastão, mediante parafuso de cabeça chata. Quando segurar o aparelho pelo cabo, verifique que sua mão fique distante da borda de papel alumínio; seus dedos não devem tocá-lo.
Procedimento Para operar o eletróforo, coloque a folha de plástico sobre uma mesa e esfregue bem sua superfície com a pele, suéter ou peruca. Apóie o disco sobre o plástico, segurando-o pelo cabo isolante. Com o disco ainda sobre o plástico, toque o papel alumínio com seu dedo. Isto vai permitir a passagem de carga elétrica de seu corpo para o disco.
Agora, após retirar o dedo e segurando pelo cabo, afaste o disco do plástico. O disco estará carregado (eletrizado) e sua carga poderá ser utilizada para realizar vários experimentos tais como: fazer piscar uma pequena lâmpada de néon (NE-2), produzir pequenas faíscas, mover a agulha de um eletrômetro, carregar uma garrafa de Leyden, fazer girar um torniquete elétrico, atrair a bolinha de um pêndulo eletrostático, curvar o fio de água que escorre de uma torneira, eletrizar outros corpos por contato, eletrizar outros corpos por indução, separar as folhas de um eletroscópio etc. Após o uso do disco em algum experimento ele ficará descarregado. Para recarregá-lo basta colocá-lo novamente sobre a folha de plástico, tocar com dedo a borda de alumínio e retira-lo de cima da folha. Não é necessário esfregar a folha de plástico com a pele ou suéter, pois ela não perdeu sua carga (a menos que o ambiente esteja úmido). Explicando Ao ser atritada, a folha de plástico fica eletrizada com carga cujo sinal vai depender do "par de material" que entra em atrito. Admitamos que ela adquira carga negativa. Ao colocarmos o disco metálico sobre a folha de plástico esse (o disco) sofre o efeito da indução eletrostática. A separação de cargas no disco será tal que, as cargas positivas ficam na face inferior (lado voltado para o plástico negativo) e as negativas irão para a face superior (bordas coladas por cima do papelão). Quando o dedo toca a parte metálica do disco, os elétrons em excesso da face superior escoam através do corpo para a terra, ficando as cargas positivas da face inferior "presas" pela presença das cargas negativas do plástico. Ao retirar o dedo a situação se mantém: face superior neutra e face inferior eletrizada positivamente (e fortemente atraída pelas cargas negativas do plástico). Na fase "retirar o disco de cima do plástico" é que comparece o trabalho do operador vencendo as forças de atração eletrostática. Esse trabalho fica armazenado no disco sob a forma de energia potencial eletrostática. Com o afastamento do disco as forças externas de atração elétrica praticamente desaparecem e as cargas positivas espalham-se (por repulsão) por toda a superfície metálica do disco --- ele fica eletrizado positivamente (sinal contrário ao das cargas do plástico). Nota: Em boas condições, a carga acumulada no eletróforo de Volta é suficiente para fazer funcionar nosso motor eletrostático de garrafas. Simplificando
e eletrizando por indução 1- aproximar a forma (neutra) do prato eletrizado (não é necessário encostar). Nessa fase, as cargas negativas fixas no prato induzem separação de cargas na forma de pudim; sua base fica positiva e sua parte superior fica negativa. 2- mantendo-se a forma próxima do prato, toca-se a forma com o dedo. Nessa fase, os elétrons da parte superior da forma escoam pelo dedo, corpo e vão à terra. As cargas positivas na base da forma continuam presas por atração. 3- retira-se o dedo da forma. As posições das cargas mantém-se. 4- afasta-se a forma do prato (nessa fase o operador realiza trabalho contra as forças de atração eletrostáticas). Durante esse afastamento ocorre nova redistribuição das cargas positivas. Acompanhe essas etapas, na animação:
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