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Motor
eletrostático de garrafas
Prof. Luiz Ferraz
Netto
leobarretos@uol.com.br

Apresentação
Este
motor eletrostático simples foi construído com três garrafas
plásticas (PET) de refrigerante de 2 litros e folha de alumínio -
material esse inteiramente caseiro. Funciona com corrente elétrica de
intensidade de fração de um microampère, mas pode girar com
velocidade bastante alta, mesmo acima de 1.000 rpm!
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Material
necessário
. Base de material isolante (plástico,
vidro ou madeira seca bem envernizada).
. Três garrafas de refrigerante de 2 litros, pelo menos uma delas
com tampa.
. Folha de alumínio (papel-alumínio simples ou com face gomada).
. Agulha de tricô rígida (cobertura plástica, com alma de
aço), nº 3 ou nº 3,5.
. Ilhós (macho; tipo um arrebite oco).
. Dois pedaços de fio de cobre rígido (fio 1,5 mm2,
desencapado) de 20 cm de comprimento cada um.
. Supercola.
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Fontes
de Energia Eletrostática
Para um funcionamento perfeito, esse motor requer tensão
mínima de 5.000 volts DC (do inglês Direct Current, ou CC -
Corrente Contínua). Essa tensão pode ser obtida de diferentes fontes de
energia eletrostática (consulte o seu
professor sobre qual dessas fontes poderá ser disponibilizada para esse
experimento): gerador eletrostático de Van der Graaff ou VDG (de
melhor rendimento), máquina eletrostática de Wimshurst, gerador de íons
negativos, antena sustentada por balão (balão de hidrogênio suportando
fio com agulhas no topo), eletróforo grande (requer umidade zero),
máquina eletrostática de Kelvin (máquina de gotas de água; que faz o
motor girar em baixa velocidade), técnica do liga-desliga a tevê (fonte
eletrônica de alta-tensão DC) e até mesmo com um balão de
borracha atritado contra um tecido de flanela. Para Feiras de Ciências em
escolas, é recomendável o gerador eletrostático de Van der Graaff, seja
tocado à manivela ou motorizado. Várias dessas fontes são apresentadas
em nossa Sala 11. Aos mais 'chegados' em eletrônica, apresentamos na Sala
15, diversos geradores elétricos de alta tensão (usando flyback
ou bobina automotiva de indução).
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Montagem
do rotor
1. Ache o centro exato do fundo da garrafa de refrigerante que irá
funcionar como rotor. Faça nesse ponto um furo de diâmetro ligeiramente
maior que a espessura da agulha de tricô. Recomenda-se que esse furo seja
feito com furadeira elétrica e broca na medida correta. Tire todas as
rebarbas.
2.
Ache o centro exato da tampinha da garrafa e faça nesse ponto um furo de
diâmetro igual ao do ilhós macho. Este ilhós (talvez não seja esta a
denominação correta) é simplesmente um apoio metálico para a ponta da agulha
de tricô; é um mancal no qual a agulha se apoia.
3.
Introduza, de dentro para fora, o ilhós no furo da tampinha, observando
se ficou bem apertado nesse orifício. Se necessário, fixe o ilhós na
tampinha com supercola (à base de cianoacrilato, como Superbonder, ou à
base de epóxi, como Araldite) ou massa epóxi (como Durepóxi de secagem
rápida). Atenção: Não deixe entrar cola
dentro do ilhós!
4.
Rosqueie a tampinha na garrafa com firmeza. Introduza, em seguida, a
agulha de tricô pelo orifício no fundo da garrafa e leve a ponta até
tocar o fundo do ilhós. Recomenda-se que o plástico da ponta da agulha
seja retirado, deixando para fora apenas 1,5 cm da alma de aço dessa
agulha. A extremidade livre dessa ponta de aço deve ser desbastada com
lima fina para tomar uma forma arredondada.
Faça, então, o primeiro teste de rotação da garrafa ao redor da agulha
apoiada no ilhós. Segure firme a parte da agulha que restou fora da
garrafa e faça a garrafa girar. A garrafa deve girar livremente, com
atrito quase zero.
Atenção: Essa etapa deve ser muito bem trabalhada, pois desse ajuste
vai depender quase todo o funcionamento do motor.
Nota: O ideal seria se esse mancal
(ilhós) fosse de vidro, tal qual o 'gargalo' de uma ampola de injeção,
facilmente obtida na sucata de farmácias (veja
Atenção 2, abaixo).
5.
Você deverá, agora, fixar a agulha no centro da base isolante.
Primeiramente corte a saliência no pé da agulha (deixe a garrafa de lado
para essas operações). Faça, no centro da base, um orifício com um
diâmetro ligeiramente menor que o diâmetro da agulha. Fixe o pé da
agulha nesse orifício com muita firmeza (use alicate), formando um eixo vertical.
Coloque a garrafa-rotor nesse eixo e teste novamente com que facilidade se
dá a rotação. Uma gotinha de lubrificante colocada no ilhós pode
ajudar.
6.
Para preparar as tiras de papel-alumínio que devem ser coladas no rotor,
proceda como explicamos a seguir. Corte uma tira de papel-alumínio de
28,5 cm de comprimento por 18 cm de largura. Divida essa tira, ao longo de
seu comprimento, em três novas tiras iguais - teremos três tiras de 9,5
cm por 18 cm. Coloque as três tiras uma sobre a outra e, com uma tesoura,
arredonde os cantos. Com cola para borracha fixe as três tiras ao redor
da garrafa-rotor, deixando um espaçamento uniforme entre elas (cerca de
1,25 cm).
Dicas
a) Com uma lâmina, cortar o rótulo plástico da
garrafa e dividi-lo em três partes, dando o devido espaçamento entre uma
e outra - esses pedaços de rótulo serão um bom guia para se cortarem as
tiras de alumínio;
b) É mais prático comprar um pedaço de papel-alumínio que já
vem gomado em uma das faces (aliás, o alumínio desse papel é mais
espesso que o comumente vendido em rolos para uso doméstico). Existem
folhas de revestimento, tipo 'Contact', aluminizadas. Essas são as
recomendadas.
Atenção 1.: Se você optar pela colagem do
papel-alumínio comum com cola de sapateiro ou de borracha, as bolhas que
ficarem devem ser perfuradas com alfinete e o papel alisado com uma
colher. Está pronto o rotor.
Atenção
2: Em uma das montagens feitas pelo
autor desse artigo, o mancal de ilhós foi substituído pelo gargalo de
uma ampola de injeção (dessas que o farmacêutico corta com uma serrinha
e joga no lixo!), com resultados excelentes. O atrito despertado entre
aço e vidro é bem menor que aquele que se origina entre o aço e o metal
do ilhós.
Eis
as fotos de algumas das montagens do autor:
|

Com garrafas PETs de 2
litros |
|

Embalagens de lenços e
garrafa 500 ml |

Embalagens de filmes
35mm
|
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Montagem
dos estatores
1. Cole tiras de papel-alumínio ao redor de cada garrafa-estator,
como se fossem rótulos do refrigerante. Os próprios rótulos das
garrafas servirão de molde para o corte do papel-alumínio. Não deixe
bolhas, fure-as com alfinete e alise com uma colher. O papel-alumínio
gomado ainda é a melhor opção. Deixe pelo menos 2 cm livres próximo
aos fundos das garrafas.
2.
Fixe os fundos das garrafas-estatores na base de apoio do motor
eletrostático usando cola de silicone ou à base de epóxi de secagem
rápida. Cada estator deve ficar cerca de 1,25 cm distante do rotor.
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Montagem
das pontas de escoamento
1. Faça um S em uma das extremidades de cada fio de
cobre rígido (fio 1,5 mm2, descascado).
2.
Fixe cada S bem no meio de cada estator, usando fita gomada (fita
isolante ou de embalagem) e deixe o restante do fio bem horizontal.
Cuidado para que a cola não penetre entre o S e o alumínio,
formando um isolante entre eles. Essas pontas de escoamento funcionarão
como "escovas", semelhantes àquelas das máquinas
eletrostáticas de Whimshurt.
3.
As pontas dos fios devem ficar próximas do rotor, mas sem tocar nele!
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Fazendo
funcionar
São necessários pelo menos
5.000 volts DC para o bom funcionamento do motor. Como já dissemos, esta
"alta" tensão está disponível em diversas máquinas
eletrostáticas. O gerador eletrostático de Van der Graaff, quer movido a
motor quer a manivela, é sem dúvida o mais recomendado nesta categoria de
geradores. Todavia, os geradores eletrônicos de alta tensão são mais
confiáveis.
Há
fontes eletrostáticas que oferecem dois terminais de acesso (um + e outro
-) e, nesses casos, basta interligar esses terminais com os estatores do
motor eletrostático. Se você usar uma máquina de Van der Graaff, ligue
um dos estatores à esfera superior e o outro à base de metal do gerador.
Se sua fonte apresenta apenas um dos terminais, ligue-o a um dos
estatores; o outro estator, neste caso, deve ser aterrado, o que pode ser
feito ligando-o ou a uma torneira, ou a uma pia de metal, ou a uma janela
metálica ou até mesmo ao terminal de terra de uma tomada de 110 volts AC
(do inglês Alternate Current, ou CA - Corrente Alternada). Use
lâmpada néon para identificar o terminal de terra da tomada.
Em
alguns casos, o simples toque com o dedo no estator livre aterrado é
suficiente para o rotor começar a girar. Uma placa metálica (ou uma
grelha de churrasqueira) colocada no chão e ligada ao estator livre é
outra opção.
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O
mistério do experimento
Por
que a garrafa-rotor gira?
Se
a garrafa-rotor gira, e cada vez mais velozmente, é porque deve haver um
torque proporcionado por força na periferia dessa garrafa. De onde vêm
essas forças que originam o torque? É aqui que entra a eletrostática. O
estator ligado ao pólo positivo da fonte eletriza-se positivamente, e o
outro estator, negativamente. Por meio das pontas de escoamento, as cargas
dos estatores são encaminhadas às placas de alumínio do rotor. É nessa
fase que utilizamos o "poder das pontas". A placa abaixo da
ponta positiva torna-se positiva e a placa abaixo da ponta negativa
torna-se negativa.
Ocorre
um par resultante de repulsões tangenciais (torque): o estator positivo
repele a placa-rotor positiva e o estator negativo repele a placa-rotor
negativa. Com a repetida passagem de cada placa-rotor pelas proximidades
das pontas de escoamento, ocorrem minúsculas faíscas (eflúvios) que se
encarregam das trocas de polaridades, mantendo sempre na posição
tangencial cargas de mesmo sinal e suas conseqüentes repulsões. Como o
torque é contínuo, a velocidade do rotor continuaria aumentando sempre.
Na prática, isso não ocorre, pois, numa dada rotação, o rotor
estabiliza por causa da resistência viscosa (arraste) imposta a ele pelo
ar, que se torna turbulento junto ao rotor.
Se
o motor inteiro pudesse ser colocado para girar no vácuo, esse aumento de
velocidade ocorreria realmente, se não fosse pelo fato de que uma faísca
não pode existir no vácuo - ela pode ocorrer apenas onde há ar, mesmo
rarefeito, pois é o ar que se transforma em plasma que efetua a
condução das cargas elétricas. Seria necessário, nesse caso, dotar as
extremidades das pontas de escoamento de uma espécie de "pente"
de fios muito finos e flexíveis, e estes deveriam tocar as placas do
rotor, funcionando como verdadeiras escovas. Um novo tipo de atrito,
então, apareceria, limitando de qualquer maneira a velocidade de
rotação.
Nota:
Esse motor eletrostático com dois estatores (fixos) e o rotor com três
seções é uma cópia exata de um pequeno motor DC do tipo bobina-ímãs.
Se você já abriu um desses motorzinhos, deve ter reparado que o rotor
apresenta três seções (três enrolamentos) ligados a três comutadores,
dois ímãs laterais e um par de escovas. A corrente elétrica polariza as
seções do rotor com o mesmo tipo de pólo que os ímãs fixos, e um par
de forças magnéticas tangenciais determinam a rotação do rotor, por
repulsão.
No
nosso motor, substituímos a corrente elétrica por cargas elétricas
estacionárias, os campos magnéticos por campos elétricos, os ímãs por
estatores eletrizados e as escovas por pontas de escoamento.
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Variações
do experimento
Comentários
sobre o experimento original
Mexi
novamente no motor eletrostático de três garrafas e, como a
experimentação é um processo maravilhoso, aqui estão as novidades.
1.
Primeiro experimento. Preparei um novo rotor com seis tiras de
papel-alumínio (em lugar de três, conforme o protótipo), de 4 x 18 cm e
afastamento entre elas de 1,3 cm. Coloquei o novo rotor entre os estatores
já prontos e... a rotação aumentou 100%. Sucesso!
2.
Segundo experimento. Preparei um novo rotor sem nenhuma tira de
papel-alumínio, só a garrafa plástica. Coloquei a garrafa-rotor entre
os estatores já prontos, liguei o VDG (que é um modelo pequeno, com
esfera de 10 cm de diâmetro) e ela girou! Dessa vez, o próprio plástico
da garrafa ficou eletrizado por influência e rodou.
3.
Terceiro experimento. Agora ficou bastante claro para mim que as tiras de
papel-alumínio das garrafas-estatores também podiam ser dispensadas.
Enchi de água duas garrafas plásticas limpas (3 cm abaixo do gargalo) e
enfiei um fio de cobre desencapado dentro de cada uma e liguei nas
correspondentes pontas de escoamento. Liguei o VDG e... rodou para valer!
Creio que a mesma rotação conseguida no primeiro experimento. A garrafa
até canta ao atritar-se contra o eixo de madeira envernizada (que
coloquei em substituição à agulha de tricô) no orifício do fundo da
garrafa-rotor. Não há dúvida de que esse é o motor eletrostático mais
simples possível: três garrafas de refrigerante, um eixo de madeira
dotado de um alfinete na extremidade superior, um ilhós, dois pedaços de
fio de cobre... e água!
Bem,
é isso aí. Já montei uns vinte tipos de motores eletrostáticos. Estou
me aprimorando nisso.
Acredito
até que vou fundar (via Internet) um clube que só mexa com
altas-tensões: VDG, Tesla e motores eletrostáticos.
Usei
meu VDG pequeno, pois vi que resolvia o problema, mas tenho outro com
cúpula de 30 cm de diâmetro (duas taças esportivas de cobre encaixadas
uma na outra). É um estouro!
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Não
funcionou?
E
se o motor não girar?
A
intenção deste anexo é prevenir certas falhas e "gatos"
bastante comuns em montagens caseiras.
É
raro um dispositivo caseiro funcionar logo na primeira vez. A ansiedade
é, em geral, uma das causas mais freqüentes, chegando-se a esquecer até
mesmo daquilo que é mais corriqueiro, como "espetar" o plugue
na tomada!
De
início perguntamos:
Que fonte de energia você está usando para
acionar o motor?
Antes
de se aventurar com fontes mais fracas, tais como balões de borracha
atritados com flanela (veja o parágrafo 2 do experimento principal, onde
citamos eletróforos, máquina eletrostática de Kelvin, etc), comece
usando fontes mais fortes como uma máquina de Van der Graaff ou o
"truque" de ligar e desligar a tevê (ou um monitor antigo de
computador).
É
sempre bom começar com uma fonte boa e, depois dos devidos ajustes,
tentar com outras mais fracas - porém não menos empolgantes. Esses
motores funcionam com corrente muito baixa, porém com tensões altas
(são necessários, no mínimo, 5.000 volts DC). Isso pode ser facilmente
conseguido com fontes eletrostáticas robustas. Obs.: As pilhas não podem
fazer isso, a menos que você tenha pelo menos 4.000 delas associadas em
série para obter os 5.000 V!
Além
da fonte, há outros possíveis contratempos: "Sua garrafa-rotor gira
livremente? Muito, muito livremente?" Pois é, deve ser assim, o
atrito deve ser mínimo. Um bom teste é dar um ligeiro impulso para que a
garrafa-rotor entre em rotação e, uma vez abandonada, deve dar pelo
menos umas cinco voltas por conta própria. Verifique o ponto de contato
entre a ponta metálica da agulha e o ilhós. Se necessário, troque o
ilhós por um mancal de vidro (gargalo de ampola de injeção, conforme
sugerimos). Não use a tampa plástica, tentando fazer um rebaixo no seu
centro para apoiar a agulha; a tampa é muito frágil e vai acabar sendo
perfurada. A garrafa-rotor deve girar muito livremente, caso contrário as
forças eletrostáticas não conseguirão movê-la.
Falemos
das pontas de escoamento.
Os
fios de cobre devem estar diretamente encostados nas tiras de
papel-alumínio das garrafas-estatores. Podem ser fixados com fita
adesiva, fita isolante ou fitas gomadas; deve-se, entretanto, tomar
cuidado para que tais "gomas" ou "colas" não penetrem
entre os fios e as tiras de papel- alumínio. Uma boa técnica é colocar
sobre o S do fio de cobre (que é a extremidade a ser fixada no estator)
uma rodela de papel-alumínio (ou uma chapinha fina de estanho) e, a
seguir, cobrir com fita adesiva.
Não
esqueça que as pontas de escoamento fazem parte das garrafas-estatores,
mas que suas extremidades livres devem situar-se, aproximadamente, no
plano transversal que contém o eixo da garrafa-rotor, perto da
superfície desta, mas sem tocá-la. Esse ajuste de distância é muito
importante e vai depender muito da tensão utilizada. Tensão alta - maior
distância; tensão mais baixa - menor distância.
Se
pequenas faíscas saltarem entre as pontas dos comutadores a
garrafa-rotor, produzindo um chiado, não se espante, tudo está normal.
Mesmo que você não enxergue as faíscas, o seu chiado as denuncia. São
esses "pentes" de gás ionizado (que podem ser vistos como
pequenas faíscas) entre as pontas e o rotor que farão o papel de escovas
em seu motor. A ausência de chiado indica que a tensão está muito baixa
ou que há problemas de indesejáveis fuga de cargas em alguma parte da
montagem. Com um bom Van der Graaff, essa distância entre pontas de
escoamento e rotor poderá ser de 2 a 5 cm.
Cuidado
com objetos metálicos próximos, eles sofrem o fenômeno de indução e
diminuem o potencial do gerador e do motor.
Tenha
certeza de que exista um caminho completo entre a fonte de alimentação e
o motor, sem fugas através de fios desencapados (somente a extremidade
dos fios que alimentam o motor deve estar desencapada e em contato direto
com a base do motor).
Para
que não haja dúvidas quanto ao escoamento indesejado de cargas, por que
você não fixa os estatores sobre pires de plástico ou de louça? É uma
sugestão.
Verifique
se não há faísca saltando entre as garrafas-estatores e a
garrafa-rotor. Se houver, o espaçamento entre elas deve ser aumentado.
Esse espaçamento é importante para o bom funcionamento do motor, pois as
forças eletrostáticas decrescem abruptamente com a distância.
Cada
tipo de fonte requer um reajuste nesse espaçamento (e entre o rotor e os
estatores e também entre o rotor e as pontas de escoamento). Só cole
definitivamente as garrafas-estatores na base após ter certeza do bom
funcionamento do motor com a sua fonte de alimentação. Em geral, 1 a 1,5
cm é o espaçamento adequado.
Mais
um problema:
a umidade relativa do ar.
Se
ela está alta, ao redor dos 90%, é possível que estejam ocorrendo fugas
da própria fonte para a terra e das tiras de papel-alumínio para a terra
(através do plástico das garrafas e da base). Isso pode ser resolvido
usando de um secador cabelo no conjunto todo. (Cuidado, não mantenha o
secador por muito tempo sobre as garrafas, pois o plástico poderá
amolecer e se deformar.)
Para
testar como anda a umidade por ocasião de seu experimento, corte algumas
tiras de lenço de papel e fixe-as com pequeno pedaço de fita 'durex' em
sua máquina de eletrizar. Em funcionamento, essas fitas devem elevar-se
bastante sobre o terminal eletrizado.
Bem,
parece-me que essas recomendações são suficientes para que você tenha
bastante sucesso com seu experimento, na dúvida, entre em contato com o
autor: leobarretos@uol.com.br
.
Promova
e divulgue as Feiras de Ciências, elas encerram as melhores e mais
eficientes técnicas de divulgação científica. Lute pela existência de
bons laboratórios em sua Escola!
Fotos
na Feira de Ciências de Frutal-MG
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Detalhe da fonte de
alimentação de alta tensão usada
para acionar o motor eletrostático de garrafas. |

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