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Ponta metálica e Densidade elétrica
Objetivo (a) Ponta próxima à cúpula do VDG Material Montagem Com o arame de cobre, alumínio ou latão,
construa a ponta metálica esquematizada. Uma correntinha tipo bijuteria
permite a ligação dessa ponta à Terra (um cano d’água, um armário
metálico etc). A ponta descarrega continuamente a cúpula impedindo-a de atingir os potenciais esperados. Faça a experiência no escuro e você observará um penacho luminoso em volta da ponta metálica.
(b)
Poder das
pontas - Teoria O potencial elétrico da fonte é V, mantido constante. Ao interligarmos o GVDG com a esfera 1, ocorre transferência de cargas elétricas até que a esfera adquira o mesmo potencial elétrico V. A quantidade de carga extra (Q1) que essa esfera recebe depende exclusivamente da capacitância da esfera (C1)(*) naquele meio envolvente (supostamente, o ar), uma vez que o potencial está definido (V). Essas grandezas se relacionam assim: Q1 = C1 . V A densidade elétrica superficial de carga (D1) nos indicará quanto de carga estará distribuída, por unidade de área. Seu cálculo se faz por meio da expressão: D1 = Q1 / A1 onde A1 é a área da superfície esférica dada por: A1 = 4.p.R12. Assim,
A capacitância da esfera isolada (C1), é função exclusiva do raio da esfera (R1) e do meio envolvente (de constante eletrostática K), assim relacionados: C1 = R1 / K Levando-se para a expressão de D1, obtemos:
onde agrupamos em a todas as constantes em questão
O que observamos é que a densidade elétrica de cargas é inversamente proporcional ao raio da esfera. Em outras palavras, quanto menor o raio, maior será a concentração de cargas por unidade de área (mantidas constantes as demais grandezas envolvidas). Essa densidade de cargas é um excelente indicador da intensidade de campo elétrico em cada região do corpo eletrizado. No caso de uma esfera isolada, com distribuição uniforme de cargas, o campo elétrico também terá uma distribuição regular ao redor da esfera, o que teria, em uma representação por linhas de campo, o seguinte aspecto:
Se interligarmos, mediante longos fios condutores, a esfera 1 com outra esfera 2 (de raio R2 < R1) mantendo-se a ligação com a fonte (garantia da constância do potencial elétrico V), como se ilustra, chegaremos à conclusão de que a densidade superficial de cargas nessa nova esfera é maior do que na esfera 1.
O campo elétrico ao redor da esfera 2 será mais intenso do que ao redor da esfera 1. Sob mesmo potencial elétrico V, conforme diminui o raio, a densidade elétrica superficial aumenta, e com ela a intensidade do campo elétrico. Seguindo esse raciocínio, podemos ir interligando esferas de raios cada vez menores. Essa interligação não necessita ser feita através de fios (*), para tanto, basta encostar uma na outra, como na ilustração.
Eis a nossa ponta! Nota: Dispensamos nessa interligação os longos fios e, com isso, se peca em seguir o equacionamento acima, uma vez que a proximidade das esferas altera sua capacitância. Todavia, o modelo é válido, uma vez que corresponde ao que a natureza nos mostra --- o efeito das pontas. Com um grande número de esferas, de raio cada vez menor, teremos um visual mais definido do que se entende por ponta. O campo ao redor dessa ponta terá o seguinte aspecto:
Observe a tremenda intensidade de campo na região pontiaguda. É esse campo intenso que irá ionizar o ar ao redor, convertendo esse ar em plasma (condutor). Quando o ar se torna condutor, ocorre a faísca, ou seja, as cargas acumuladas na ponta fluem através do plasma (ar ionizado).
(c)
Densidade elétrica
superficial - (Ds =
Q/A)
Ou seja, condutores eletrizados com a mesma quantidade de carga elétrica podem apresentar potenciais elétricos diferentes, função de suas superfícies úteis externas. Assim, esferas metálicas com a mesma quantidade de carga elétrica, terá maior potencial elétrico aquela que tiver menor raio, isto porque a concentração de carga por unidade de área (densidade elétrica superficial --- Ds) aumenta. Podemos demonstrar essa propriedade lançando mão de uma montagem bastante interessante e, ao mesmo tempo, bem simples. Ilustremos a montagem:
Trata-se
de um painel vertical de acrílico (azul, na ilustração) de 50 cm de
altura por 30 cm de largura, incrustado numa base de madeira densa. Um
cilindro de borracha (aproveitado de uma velha máquina de escrever)
dotado de eixo e manivela pode girar em mancais de acrílico colados no
painel vertical. O rolo de borracha pode ser substituído por um tubo de PVC (uma camada de parafina pode ser depositada ao seu redor, mergulhando-o em parafina líquida); os pêndulos podem ser substituídos por finas tiras de alumínio ou outro tipo de eletrômetro. Uma variante interessante, e uma boa questão para ser proposta em sala de aula, é a ilustrada a seguir:
"Uma tira de alumínio foi cortada com forma triangular e suspensa pela base, mediante um bastão de vidro. Ao longo do segmento vertical que passa pelo vértice, prende-se pêndulos elétricos. Indique como se dispõem esses pêndulos após a eletrização da tira. Justifique." Outra variante interessante, com material bem simples é a que passamos a comentar: Material - Papel laminado (uma face papel comum, outra face folha de alumínio), papel de seda, canudo de refresco, linha, bolinhas de isopor, toco de madeira. Montagem
3
- fixe na parte condutora do laminado pêndulos elétricos (linha +
bolinha de isopor grafitada) de mesmo comprimento (para poder comparar os
afastamentos); Observação: Os pêndulos da região de menor área do papel laminado (região de curvatura mais acentuada) afastam-se mais que os outros, da vertical; ali a densidade de carga é maior. |
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