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Polarização do dielétrico 2

Prof. Luiz Ferraz Netto
leobarretos@uol.com.br

Objetivo
Constatar a polarização de um dielétrico, como efeito da aplicação de um intenso campo eletrostático. Primeira idéia de um pseudo-eletreto (veja teoria dos eletretos nessa Sala 11).

Material
Bloco metálico pesado; moeda; placa de vidro; placa metálica e gerador eletrostático.

Montagem
O fenômeno da polarização de um dielétrico, em presença de um campo eletrostático pode ser, didaticamente evidenciado, pela seguinte experimentação.

Coloque uma placa de vidro de (15 x 15) cm (nosso dielétrico) sobre uma placa metálica (alumínio, ferro, zinco, latão, etc). Sobre o vidro, coloque uma moeda e sobre ela um bloco metálico pesado (um massor de 500 g serve). Este bloco e a placa metálica são ligados, eletricamente, aos terminais de uma máquina eletrostática, que deverá ficar funcionando por uns 5 minutos.

Após desligar a máquina, retire a placa de vidro e “bafeje” sobre a região onde estava a moeda. Você observará nitidamente a imagem da face da moeda que estava apertada sobre o vidro, na fase de “gravação”. 
Nessa região ocorreu, mais acentuadamente, a polarização do vidro. Essa polarização, devido à estrutura não cristalina do vidro, persistirá por semanas, de modo que, a qualquer momento, é só 'bafejar' para ver novamente a imagem da moeda através das minúsculas gotículas de água, provenientes do vapor de água, que também se polariza (água = molécula polar).

Nesse experimento você pode inventar um bocado: fotografia eletrostática, imagem invisível, gravação eletrostática, marcas d’água no vidro, filigranas etc. Só não diga que são “moedas do além", ou qualquer marotice mística do gênero. Não existem 'coisas do além'! Sua função é justamente coibir no espectador tais deformações típicas das pseudo-ciências, não incrementá-las.

 

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