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Polarização do dielétrico 2

Prof. Luiz Ferraz Netto
leobarretos@uol.com.br

(revisado em 26/10/2011)

Objetivo
Constatar a polarização de um dielétrico, como efeito da aplicação de um intenso campo eletrostático. Primeira idéia de um pseudo-eletreto (veja teoria dos eletretos nessa Sala 11).

Material
Bloco metálico pesado; moeda; fina placa de vidro plano; placa metálica (folha de flandres) e gerador eletrostático (máquina de eletrizar).

Montagem
O fenômeno da polarização de um dielétrico, em presença de um campo eletrostático indutor pode ser, didaticamente evidenciado, pela seguinte experimentação.

Coloque uma fina placa de vidro de (15 x 15) cm (nosso dielétrico) sobre uma placa metálica (alumínio, ferro, flandres, zinco, latão, etc.). Sobre o vidro, coloque uma moeda e sobre ela um bloco metálico pesado (um massor de 500 g serve). Este bloco e a placa metálica são ligados, eletricamente, aos terminais de uma máquina eletrostática (tensão acima dos 8 kV), que deverá ficar funcionando por uns 5 minutos. Esta máquina poderá ser um GVDG ou um oscilador eletrônico com saída de alta tensão retificada (na Sala 15 temos vários projetos sobre o tema). No artigo do 'Eletreto' também há o circuito para uma boa máquina de eletrizar (aliás, com os flybacks mais modernos nem é preciso usar o triplicador de tensão, ele já vem incorporado ao componente).

Após desligar a máquina, retire a placa de vidro e “bafeje” sobre a região onde estava a moeda. Você observará nitidamente a imagem da face da moeda que estava apertada sobre o vidro, na fase de “gravação”. 
Nessa região ocorreu, mais acentuadamente, a polarização do vidro. Essa polarização, devido à estrutura não cristalina do vidro, persistirá por semanas, de modo que, a qualquer momento, é só 'bafejar' para ver novamente a imagem da moeda através das minúsculas gotículas de água, provenientes do vapor de água, que também se polariza (água = molécula polar).

Nesse experimento você pode inventar um bocado: fotografia eletrostática, imagem invisível, gravação eletrostática, marcas d’água no vidro, filigranas etc. Só não diga que são “moedas do além", ou qualquer marotice mística do gênero. Não existem 'coisas do além'! Sua função é justamente coibir no espectador tais deformações típicas das pseudo-ciências, não incrementá-las.

 


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