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Conservação
da carga elétrica
(Quantidade)
Prof.
Luiz Ferraz Netto
leobarretos@uol.com.br
Objetivo
Mostrar que quantidades
iguais de cargas positivas e negativas são sempre geradas
simultaneamente.
A afirmação sobre a conservação da carga elétrica
é feita freqüentemente mas, raramente demonstrado. Esse
experimento pretende preencher essa lacuna.
Material
Tubo de PVC de 40 mm de diâmetro e 2 m de
comprimento; 2 eletroscópios de folha (ou equivalente); folha de
papel alumínio (de cozinha); 1,5 kg de chumbinho de caça; bloco
de parafina (ou estearina); lata de conserva e suportes.
Montagem
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Os
eletroscópios indicam cargas iguais e opostas quando as
bolinhas de
chumbo rolam pelo interior do tubo de PVC envolvido por
papel alumínio.
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Iniciando
com os eletroscópios descarregados, deixa-se deslizar as bolinhas
de chumbo pelo interior do tubo de PVC (branco ou marrom) ou vinil.
Esse tubo é envolvido por papel alumínio (exceto as pontas, que
se prendem a suportes comuns em laboratórios), o qual (o papel
alumínio) é conectado mediante um fio de cobre a um dos
eletroscópios. As bolinhas são coletadas na lata e esta, mediante
fio de cobre, está conectada ao outro eletroscópio.
Com
o deslizamento das bolinhas no interior do tubo de PVC ocorrem dois
fenômenos de eletrização simultâneos:
(a) devido ao atrito entre bolinhas e tubo ocorre separação de
cargas e ambos se eletrizam; bolinhas com um sinal (digamos, +)
e interior do PVC com o outro (então, -).
(b) as cargas negativas (nossa hipótese) do interior do tubo induz
separação de cargas no papel alumínio; a face do alumínio
encostada no tubo de PVC mantém cargas positivas (presas, por
influência, às cargas negativas despertadas no interior do tubo)
e a face externa do papel alumínio mantém cargas negativas (que
são totalmente escoadas, através do fio de cobre, para o
eletroscópio da direita, na figura acima).
As
bolinhas eletrizadas positivamente (nossa hipótese) caem na lata e
transferem integralmente essa carga para a face externa da lata
(efeito Faraday) as quais, por sua vez escoam para o eletroscópio
da esquerda, na figura acima.
Desse modo os indicadores de ambos os eletroscópios sofrem mesma
deflexão (indicam a mesma quantidade de carga).
Para
provar que essas cargas, além de quantidades iguais, têm sinais
opostos (associados aos 2 tipos de cargas elétricas), basta unir
os eletroscópios mediante um fio de cobre encapado (exceto nas
extremidades) para constatar a completa descarga de ambos.
Recomendo
que testem, além dos grãos de chumbo, bolinhas de ferro, pequenos
pregos, grãos de milho, de feijão etc.
A experiência pode despertar discussão interessante quanto á
possibilidade de gerar eletricidade estática nas indústrias e
silos de grãos e farinhas.
Nota:
Finalizado o experimento há ainda um interessante fato a ser
constatado. Há cargas negativas aprisionadas no interior do tubo e
cargas positivas aprisionadas na face do papel alumínio encostado
no tubo.
Você pode colocar a mão no papel alumínio e não perceberá
nada! Pode mesmo tocar um eletroscópio descarregado nesse papel
alumínio e nenhuma carga será constatada. MAS, se segurar pelo
tubo de PVC (sem encostar a mão no alumínio) e retirar a capa de
alumínio usando uma pinça isolante, após retirada a capa, essa
folha estará eletrizada positivamente (pode verificar isso
encostando a folha no eletroscópio); é a carga induzida que se
espalha pela folha toda após 'perder a influência' das cargas
negativas presas no interior do tubo de PVC (que ainda estão la!).
Bom
sucesso!
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