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Prof.
Luiz Ferraz Netto Introdução Nossa
versão do motor eletrostático devido a Franklin consiste essencialmente
numa pequena roda isolante dotada de raios também isolantes capaz de
girar no plano horizontal, ao redor de um eixo com mancal de rolamento de
esferas de baixo coeficiente de atrito. Cada raio dessa roda,
originalmente vareta de vidro, leva um pequeno 'dedal' de bronze em sua
extremidade livre. Em nossa versão esse 'dedal de bronze' original, foi
substituído por esferas de aço.
Existem numerosas variações do motor eletrostático de Franklin. Energia
do campo elétrico terrestre Se
ligarmos um fio a uma antena sustentada por um balão de gás, a diferença
de potencial elétrico entre a antena e o solo aumenta á razão de 100
volts por metro de elevação da antena. Assim, com o balão flutuando a
10 m de altura teremos entre a extremidade do fio condutor e o solo uma
diferença de potencial de 1 000 V. Uma
antena situada a 20 metros do solo manteria uma intensidade de corrente
de 1 microampère sob 2000 volts, o que equivale a uma potência elétrica
de 0,002 watts. Se subirmos a antena para 200 m a diferença de potencial
em relação ao chão será da ordem de 20 000 volts, porém o ar já
conduz bastante bem sob essa diferença de potencial. Os motores ordinários têm princípio de funcionamento diferente, baseiam-se nas forças aplicadas pelo campo magnético sobre as correntes elétricas. Bases
físicas do motor de Franklin
As
garrafas de Leyden foram feitas assim: Nota: Para a rodinha central que sustenta os canudos de refrigerante minha técnica de usar uma única rodinha de plástico não 'funcionou' bem. Foi substituída por dois discos de plástico rígido (2 cm de raio e espessura 2 mm) comprimindo as extremidades dos canudos entre eles e colando com 'superbonder'. O eixo central tem um rolamento de esfera usado em brocas de alta rotação dos dentistas (que são trocadas com freqüência ... e as velhas, ainda muito úteis, jogadas fora!). Para equacionamento do processo admitamos que cada esferinha das pontas dos canudos adquira carga elétrica q. Os terminais das garrafas de Leyden, carregadas via Gerador de Van de Graaff (ou outra máquina eletrostática qualquer) representam cargas iguais e opostas de valor Q (numa das garrafas o gerador foi encostado no terminal superior e na outra no alumínio que reveste externamente a garrafa). Ao girar o motor a esferinha de carga +q passa muito próximo da garrafa de terminal -Q; a faísca elétrica que se estabelece incumbe-se de inverter a carga dessa esferinha passando-a para -q. O processo oposto ocorre quando essa carga -q passar perto da carga +Q da outra garrafa. O resultado, é uma troca do sentido da interação entre ambas as cargas, a força passa de atrativa para repulsiva, o que contribui para o momento resultante com respeito ao eixo do motor.
Quando os raios do motor eletrostático giraram de um ângulo q, em relação á posição de mínima separação com os terminais das garrafas, como se ilustra acima, a força repulsiva entre o terminal +Q e a carga +q vale:
com y = r.senq e x = r + d - r.cosq, sendo d a mínima distância entre os centros das esferas com cargas q e Q (na prática, cerca de 2 cm). Ainda da ilustração:
O
momento da força Fr em relação ao eixo do motor é: Mr
= Fr.r.cos(q
-f). O cálculo do momento
aplicado pela força atrativa Fa é semelhante ao da força repulsiva,
somente teremos que trocar o ângulo q
por 30o - q. Mesmo sem efetuar cálculo algum podemos apreciar que o momento resultante será mínimo quando as cargas q e Q estiverem uma defronte á outra (pois o braço de alavanca será nulo) e será máximo quando q = 15o. Eis o gráfico do momento das forças função do ângulo de giro do raio:
A lei de movimento da roda, segundo o princípio fundamental da dinâmica das rotações é: I.a = M , onde I é o momento de inércia do sistema em relação ao eixo de rotação e a é a aceleração angular. Dado que o momento M não é constante é necessário realizar uma integração numérica da equação diferencial de segunda ordem. Final
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