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Eletrômetros
(Medida de diferença de potenciais)
Prof. Luiz Ferraz Netto [Léo]
leo@feiradeciencias.com.br
leobarretos@uol.com.br
Revisado em 15/11/2011
Introdução - Eletrometria
É ramo da Física que se interessa pela medida de grandezas físicas, no
vasto campo de estudos da eletricidade, operando com técnicas particulares e com instrumentos diversos, em
função da grandeza a ser medida e da finalidade da medida. Os eletrômetros
propriamente definidos são empregados para a medida, por meios indiretos, da
diferença de potencial, sem absorver a corrente, usando das forças
eletrostáticas.
Didaticamente são diferenciados em eletrômetros de
repulsão e de atração. Dentre os primeiros
destacam-se os 'eletroscópios de pêndulos e os de folhas de ouro'. Atualmente são muito usados instrumentos eletrônicos, os quais
praticamente não provocam a passagem da corrente elétrica e, portanto, não
alteram as condições do equipamento sob teste.
Princípio de funcionamento dos eletrômetros
Os eletrômetros são aparelhos utilizados para medir
diferença de potenciais elétricos, ou seja, a tensão elétrica entre dois pontos
de potenciais distintos; U = V - Vo.
Tipicamente, um eletrômetro é um capacitor deformável, no qual se aplica entre as armaduras uma diferença de potencial constante
U,
objeto da medida; da
medida da força ou do par (binário) que tende a produzir a deformação, deduz-se
o valor de U. Como, de modo geral, a referência para potenciais elétricos é a
terra (solo), com Vo= 0, tem-se
U = V -
Vo = V;
desse modo diz-se, também, que eletrômetro se
destina à medida de potenciais elétricos V.
Demonstração fundamental
Seja C a capacitância do capacitor deformável. Suponhamos que, sob a ação das forças
eletrostáticas, o capacitor experimenta uma deformação que aumenta de dC a sua
capacitância,então, as forças que produzem a deformação efetuam um trabalho dt,
e como esse trabalho é fornecido pelo sistema, resulta daí uma diminuição na sua
energia potencial eletrostática.
Mas, para manter o potencial constante, torna-se necessário aumentar o valor
absoluto da carga de cada armadura da quantidade dQ = V.dC, o que corresponde a
um acréscimo V.dQ = V2.dC na energia eletrostática.
Em suma, durante essa transformação a um potencial constante, o acréscimo da
energia eletrostática do capacitor será de
dEelet. = V2.dC - dt
... (eq.01)
Mas, por outra parte, tem-se sempre Eelet.= (1/2).C.V2
, donde, sendo V constante, diferenciando vem
dEelet.= (1/2).V2.dC ...
(eq.02)
Identificando-se as duas expressões (eq.01)
e (eq.02), pode-se escrever
V2.dC - dt
= (1/2).V2.dC ... donde ... dt
= (1/2).V2.dC ... (eq.03)
Se um capacitor, cuja diferença de
potencial entre suas armaduras permanece constante, se deforma sob a ação das
forças eletrostáticas, o trabalho dessas forças é igual ao semi-produto do
quadrado da diferença do potencial pelo acréscimo da capacitância.
Daí se segue que dt
e dC têm o mesmo sinal; por consequência, as forças elétricas que tendem a
efetuar um trabalho positivo tendem também a aumentar a capacitância, e isso
qualquer que seja a deformação considerada.
1º-- Se a deformação consiste numa
translação dx duma armadura paralela ao eixo dos x, e se Fx é a
componente paralela ao eixo dos x da força aplicada a essa armadura, sendo X
contada positivamente no sentido dos x positivos, tem-se
dt = Fx.dx;
por conseguinte, Fx.dx = (1/2).V2dC
donde se tira
Fx = (1/2).V2(dC/dx) ...
(eq.04)
2º-- Se a deformação
consiste numa rotação da
duma armadura, o momento T
das forças aplicadas a essa armadura, em relação ao eixo de rotação, contado
positivamente quando as forças tendem a aumentar a,
é tal que
dt =
T.da
Tem-se, pois,
T.da =
(1/2).V2dC
donde resulta que
T =
(1/2).V2(dC/da)
... (eq.05)
Conclusão
Qualquer que seja o tipo de eletrômetro, ele deverá atender à
(eq.04) ou à (eq.05), assim, da medida de Fx ou de T
é possível deduzir V; é o que se realiza com os
eletrômetros.
Existem numerosos tipos de eletrômetros, mas estudaremos
sumariamente aqui apenas o eletrômetro de pratos,
no qual a deformação utilizada é uma translação, e o
eletrômetro de quadrantes, no qual a deformação
utilizada é uma rotação.
Outros aparelhos (eletrômetro de folha de ouro,
eletrômetro unifilar de Wulf, eletrômetro bifilar de Wulf e eletrômetro capilar)
são comentados no final desta exposição.
Eletrômetro de pratos
O aparelho é um capacitor plano cuja armadura A é um disco circular com
anel de guarda, que se pode deslocar, conservando-se paralelo a si próprio, no
sentido das linhas de força. A intensidade da força que se exerce
perpendicularmente sobre o disco A vale:
F = (1/2).V2(dC/dx) ...
(eq.06)
Ora, sendo o ar o dielétrico, tem-se, em unidades do Sistema
Internacional: C = eo.S/x
, onde C é a capacitância, eo
a permitividade absoluta do meio (ar, no caso), S = p.R2 é a área das placas que se
defrontam e x a distância que as separa. Então, derivando-se em relação a x,
tem-se:
dC/dx = - eo.S/x²
... (eq.07)
Levando-se a ... (eq.07) na ...
(eq.06) tem-se, em valor absoluto:
F = (1/2).eo.V2.S/x²
... (eq.08)
No eletrômetro-balança, de
Abraham, representado abaixo, o disco A acha-se suspenso ao
travessão duma balança; equilibra-se a força F, depondo-se pesos marcados no
prato P. Se m é a massa desses pesos e se os dois braços do travessão são
iguais, tem-se:
|
 |
F = m.g = (1/2).eo.V2.S/x²
e
...
(eq.09) |
Vê-se que, se conhecemos x, R, m e g, podemos calcular-se V,
em volts. Se interessar, pode-se substituir eo
por 1/(4p.k) , onde k é a
constante eletrostática, característica do meio e do sistema de unidades
adotado.
O valor de V se deduz de medidas geométricas e mecânicas, por
aplicação de uma fórmula; efetua-se, então, uma medida absoluta, e o aparelho é
um eletrômetro absoluto.
A diferença de potencial U = V - Vo é
estabelecida entre o prato B, por uma parte, e o prato A e o seu
anel de guarda A´, por outra parte; A e A' se acham em comunicação com a
caixa metálica que encerra o aparelho, a fim de que não haja carga alguma na
face externa de A e A´.
Pode-se fazer variar a distância x dos pratos, deslocando, com o auxílio do
botão b, que aciona uma cremalheira, o prato B; um nônio permite apreciar os
deslocamentos. Mede-se x, levando B ao contato com A.
Mas, o equilíbrio de A é instável; se F ultrapassa um pouco o peso mg, A se
aproxima de B, o que tem precisamente por efeito aumentar F. Limitam-se os
deslocamentos de A com o auxílio de pequenos espigões ou esperas isolantes; o
disco A vem exatamente para o plano do anel de guarda quando a agulha a se acha
no zero; o referido disco se apoia, então, sobre a espera isolante inferior.
Para efetuar a medida, coloca-se no prato P uma massa m, levemente superior à
necessária, e em seguida diminui-se levemente x, até que a balança oscile;
lê-se, então, o valor de x no nônio.
Não podemos trabalhar com dimensões muito grandes do disco A, pois
seria difícil regulá-lo paralelamente a B; por outra parte, m deve ser da
ordem do grama, e x da ordem do centímetro, se desejamos obter essas
quantidades com precisão. Nessas condições, V é relativamente grande.
Exemplifiquemos:
Se x = 1,0 cm = 1,0.10-2m, R = 6,0 cm = 6,0.10-2m
e m = 5,0 g = 5,0.10-3kg, com eo
= 8,85.10-12F/m e p
= 3,14 tem-se, aplicando a (eq.09) :
V = (1,0.10-2/6,0.10-2).√[2.5,0.10-3.10/(8,85.10-12.3,14)]
= (1/6).√[1011/27,8] = (1/6).√[1012/278]
= (1/6).(106/16,7) = ~106/102 = 10 000 volts.
O aparelha permite medidas entre 1 000 e 100 000 volts, mas
quando se alcança tão alto valor de V, as perdas comprometem a precisão das
medidas.
Para valores reduzidos de V, seria necessário operar com distâncias x muito
menores; pode-se então medir x, utilizando interferências luminosas.
Determinam-se, então, diferenças de potencial de poucos volts.
Para se medirem grandes diferenças de potencial, até 300 000
volts, utiliza-se uma modificação do aparelho precedente, conhecido sob o nome
de eletrômetro de Abraham e Villard.
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O prato A, rodeado do anel de guarda A', é atraído
pelo prato B; A acha-se suspen- so por duas fitas R e R', de aço fino, e
seus leves deslocamentos horizontais, amplificados por um sistema de
hastes articulados, são transmitidos à agulha a,
que se desloca diante duma graduação. O aparelho é de leitura direta; é
gradua- do por comparação com um eletrômetro plano conveniente. |
Não se trata, pois, de um eletrômetro absoluto; o aparelho
permite comparar a diferença de potencial por medir uma diferença de potencial
conhecida (calibração do ponteiro na escala), isto é, permite efetuar uma medida
relativa: é um eletrômetro relativo.
Eletrômetro de quadrantes
Descrição — O aparelho se compõe essencialmente de dois capacitores, tendo uma
armadura comum, móvel.
A armadura móvel é um prato A, muito leve, de alumínio,
horizontal, que se denomina ponteiro. Este se acha suspenso por um fio ou por
uma fita, de bronze, de prata, de platina ou mesmo de quartzo; numa projeção
horizontal, tem a forma de dois setores, diametralmente opostos, cujo ângulo é
de 90° aproximadamente; mas os setores se ajustam entre si. Finalmente, uma
haste T prolonga para baixo o fio de suspensão, e suporta um espelho plano M, que
permite medir a rotação do ponteiro (pelo método de Poggendorf).
Este se localiza no interior duma caixa cilíndrica achatada, de metal, cujo eixo
coincide com o fio de suspensão do ponteiro e a qual foi dividida em quatro
quadrantes 1, 1´, 2 e 2', por dois planos verticais retangulares, passando pelo
eixo. Os quadrantes 1 e 1´ são reunidos por um fio condutor, assim como os quadrantes 2 e 2'. Cada par de quadrantes constitui, pois, uma
armadura dum capacitor do qual a outra armadura é a parte do ponteiro situada no
interior desses quadrantes.
O conjunto acha-se contido numa caixa metálica que garante a proteção
eletrostática e cujo potencial será considerado como potencial zero.
Teoria — Sejam V, V1, V2 os potenciais
elétricos, respectivamente, do ponteiro, dos quadrantes 1, 1´ e dos quadrantes 2, 2'.
Quando o ponteiro gira do ângulo da, em virtude da simetria do aparelho, a
capacitância dos dois capacitores varia a mesma
quantidade dC — a mais, para aquele em que a agulha entrou mais, a menos, para o
outro.
A derivada dC/da , que representa a variação de
capacitância por unidade de ângulo, é, pois, a mesma para ambos os capacitores;
e se o ponteiro se acha suficientemente mergulhado nos quadrantes, pode-se admitir que ele é
constante, isto é, independente de a, sem embargo das perturbações devidas às
bordas do ponteiro e às dos quadrantes.
O primeiro capacitor constituído pelo ponteiro e pelo par de quadrantes 1 e 1´,
acha-se ´carregado´ sob a diferença de potencial V - V1; o momento das forças eletrostáticas,
em relação ao eixo de rotação, que tendem a fazer o ponteiro entrar nos
quadrantes 1 e 1´ equaciona-se:
(1/2).(V - V1)2.(dC/da)
ou (1/2).g.(V -
V1)2
No equilíbrio, se o ponteiro girou do ângulo a, a partir
da posição para a qual a torção do fio F é nula, pode-se escrever:
A.a =
(1/2).g.(V - V1)2
- (1/2).g.(V - V2)2
= (1/2).g.[(V - V1)2
- (V - V2)2] =
= g.(V2 - V1).[V
- (V1 + V2)/2] e, finalmente
a = K.(V2 - V1).[V
- (V1 + V2)/2]
Instalação
Primeira montagem -- em geral, utiliza-se a seguinte: o ponteiro é posto
em comunicação com um dos pólos duma fonte de tensão DC, equivalente a uma
associação de 10 baterias automotivas de 12 V, da qual o outro
polo é ligado à caixa; o par de quadrantes 2,2' acha-se em comunicação
com a caixa; finalmente estabelece-se, entre os dois pares de quadrantes, a
diferença de potencial u a medir.
Neste tipo de montagem, tem-se, pois,
V2 = 0, V1= u e por
conseguinte a = K.u.(V
- u/2) .
Supomos que u é uma fração do volt, de sorte que u/2
é negligenciável
diante de V, que é da ordem de 100 volts. Nessas condições, pode-se escrever:
a = K.V.u , isto é, o
desvio é proporcional à diferença de potencial a medir.
Obtém-se, assim, um desvio do ponto luminoso de 1 mm numa escala graduada, colocada a
1 metro, para uma
diferença de potencial u da ordem do milivolt ou alguns décimos de
milivolt.
Segunda montagem
-- se a diferença de potencial a medir não é desprezável em relação a V, a
aproximação precedente deixa de ser legítima, e pode-se utilizar a seguinte
montagem (ilustração acima, à direita): estabelece-se entre o ponteiro e a caixa a diferença de potencial a
medir, e, entre os dois pares de quadrantes, a diferença de potencial (V-Vo) dada pela
auxiliar fonte de tensão DC, simétrica (+120V/0V/-120V), cujo ´neutro´ se acha ligado à caixa.
Tem-se: V1=V/2, V2= - V/2, V1
+ V2 = 0, e por conseguinte,
a = K.V.u ;
a é ainda proporcional à diferença de potencial
u.
Essa montagem é, entretanto, pouco usada; com efeito, se a
diferença de potencial a medir é importante, opõe-se a mesma a uma diferença de
potencial u´ conhecida, da mesma ordem de grandeza, e mede-se a diferença
u - u´
utilizando-se a primeira montagem.
Terceira montagem
-- Finalmente, pode-se lançar mão do eletrômetro sem fazer intervir uma
diferença de potencial auxiliar (dada pela fonte DC, simétrica ou não). Para isso, liga-se o ponteiro a um dos pares de
quadrantes e à caixa, e os dois pares de quadrantes aos dois bornes, entre os
quais se tem a diferença de potencial desconhecida. Por conseguinte, V1=
V = 0, V2= u e a
= (K/2).u2.
As indicações do aparelho são então proporcionais ao quadrado da diferença de
potencial a medir; essa montagem é também utilizada para medir diferenças de
potencial alternadas, das quais dá o valor eficaz.
Seja qual for a montagem utilizada, K não se determina por medidas mecânicas,
mas é avaliado mediante a observação do desvio a
dado por um valor conhecido uo
da diferença de potencial; o aparelho permite, então, comparar a d. d. p.
desconhecida a uma d. d. p. conhecida, isto é, permite efetuar medidas
relativas: trata-se, pois, dum eletrômetro relativo.
Usos
O eletrômetro de quadrantes é o aparelho fundamental de todas as medidas
eletrostáticas: medidas de d. d. p., de capacitâncias, de quantidades de carga,
etc..
E' igualmente utilizado na indústria, sob o nome de voltímetro eletrostático,
para medir grandes diferenças de potencial.
A figura acima, centro, representa um tipo desses aparelhos. Compreende dois quadrantes
isolados da caixa, sendo os dois outros formados pela própria caixa; o ponteiro
de alumínio acha-se ligado à caixa, de sorte que as indicações do aparelho
dependem do quadrado u2 da d. d. p.; o ponteiro é reconduzido ao zero por uma
mola em espiral ou por um estribo que pode suportar um peso.
Empregam-se também eletrômetros multicelulares, formados por células
superpostas, que desempenham o papel de quadrantes, nos quais penetra, mais ou
menos profundamente, uma série de ponteiros solidários uns com os outros e
suportados por uma mola em espiral; o sistema é amortecido por um banho de óleo.
Esses voltômetros têm, sobre os voltômetros comuns (os voltímetros da vida!), a vantagem de não serem
atravessados por corrente permanente alguma, de não consumirem potência e de
exigirem o dispêndio de energia absolutamente insignificante que corresponde à
carga dos capacitores; finalmente, como a ação que se exerce sobre a equipagem
móvel é proporcional a u2, as indicações fornecidas pelo
instrumento são independentes da polaridade da diferença de potencial.
Outros eletrômetros:
Eletrômetro de folhas de ouro - é o tipo mais simples, constituído de dois fios, fitas
ou laminas de ouro ou de alumínio, fixados juntos por uma das extremidades a um
suporte metálico. Durante a medição, o angulo de divergência que se estabelece
entre as laminas fornece a medida da diferença de potencial, se o invólucro do
instrumento, eletricamente isolado da parte móvel, é ligado à terra. Mesmo com
modificações e aperfeiçoamento, estes instrumentos não podem ser calibrados com
precisão, e portanto foram substituídos no uso pratico por instrumentos mais
complexos, mas dotados de maior precisão e sensibilidade.
Eletrômetro unifilar de Wulf
- é constituído, conforme ilustramos abaixo, de um
fio de quartzo metalizado, preso entre dois eletrodos planos com auxilio de dois
suportes de quartzo. Os eletrodos são levados a potenciais iguais e contrários de
cerca de ± 200 volts, reguláveis por meio de um potenciômetro. A diferença de
potencial é aplicada entre os pontos T e o instrumento utiliza, portanto, a
deflexão do fio sob a ação da força eletrostática. As deflexões do fio são
observadas por meio de um microscópio ligado com o aparelhamento e provido de
uma escala graduada, da qual se obtém o valor da tensão aplicada, através da
proporcionalidade existente. A sensibilidade do eletrômetro unifilar depende da
tensão mecânica do fio, da diferença de potencial aplicada entre as armaduras
dos eletrodos e da posição dos mesmos; podem ser obtidas, sem dificuldades,
sensibilidades até de 1/500 de volt.
Eletrômetro bifilar de Wulf
- é uma variação do instrumento anterior, onde se constata a
presença de dois fios de quartzo metalizados aos quais e aplicada a diferença de
potencial a medir. O afastamento entre os fios é observado por meio de um
microscópio. Portanto, diferentemente do unipolar, o eletrômetro de dois fios e
usado então eletrostaticamente, isto e, exclusivamente por efeito da tensão a ser
medida.
Eletrômetro capilar
- Aparelho especial destinado a executar medidas de pequenas diferenças de
potencial, utilizando fenômenos eletrocapilares.
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A
e B são ampolas de vidro que contêm mercúrio; C
é um eletrólito constituído por solução aquosa de acido sulfúrico; T
é o tubo capilar; P
a bateria de alimentação; R é o reostato; G é o galvanômetro; M e N
constitui a barra potenciométrica; X é o
cursor do potenciômetro MN. Aplicando-se uma diferença de potencial entre A e B,
o menisco do mercúrio desloca-se no tubo capilar T, permitindo medir com o seu
deslocamento, a diferença de potencial aplicado mediante o potenciômetro. O
eletrômetro capilar é capaz de medir diferenças de potencial da ordem de décimos
de volt. |
Eletrômetro de Exner -
Aparelho bastante cômodo para uso em laboratório e para estudo da 'eletricidade
atmosférica', além da vantagem de se poder projetar sobre uma tela as posições
de suas folhas, dando-lhe um caráter altamente didático para salas de aula.
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No interior de uma caixa
cilíndrica cujas faces são vedadas por discos de vidro, há uma
vareta de cobre, muito bem isolada da caixa e que ter mina,
superiormente por um eletrodo. No interior da caixa, ligado a esta
vareta, tem-se duas folhas de alumínio. Ao comunicarmos uma carga
elétrico ao eletrodo superior, as folhas divergem devido ao fato de
apresentarem cargas de mesmo sinal.
Ainda no interior do aparelho, tem-se duas placas metálicas que
podem ser unidas de modo que protejam as folhas quando o
instrumento é transportado.
O eletroscópio de Elster e Geitel
se diferencia
muito pouco do eletrômetro de Exner. |
Eletrômetro de Braun e Voltômetro
eletrostático de Lord Kelvin -
Bom proveito! Enriqueça nosso texto com suas sugestões.
E-mail para Prof. Léo.
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