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Motor
elétrico 02
Prof. Luiz
Ferraz Netto
leobarretos@uol.com.br
Apresentação
Após o motor
elétrico mínimo, apresentamos uma variante para sua
montagem. Com esse modelo, dispensam-se os trabalhos de soldas e a pilha
passa a ser substituída com mais facilidade. Incluímos, também, algum
aspecto teórico do seu funcionamento. A idéia, como dissemos, é, em
cada modelo apresentado, ir introduzindo todos os conceitos relacionados
ao eletromagnetismo. Aproveitem!
Material
Esse modelo de motor elétrico, com estator de ímã permanente
e rotor de bobina requer o seguinte material para sua construção:
l
2 ímãs permanentes prismáticos;
l 1 tira de lata de (15x2,5) cm;
l 1 tira de lata de (12x1,0) cm;
l 3m de fio de cobre esmaltado de número 22
a 28;
l base de madeira, pilha grande, porta pilha
e cola.
Montagem
As ilustrações a seguir fornecem uma visão do material
preparado e aspectos da montagem:
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Material e sua
montagem
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Eis
a seqüência da montagem:
a)
Dobre a tira de lata larga para que fique com a forma de U, com 5cm em
cada perna. Fixe essa armadura na base de madeira com preguinhos,
tachinhas ou pequenos parafusos;
b)
Cole os ímãs nas faces internas das pernas dessa armadura em forma de U.
Isso funcionará como estator de nosso motor. Nessa fase, tome as devidas
providências para que faces opostas dos ímãs se defrontem; uma bússola
pode auxiliá-lo;
c)
Corte a tira de lata (flandes ou flandres) estreita pela metade e dobre
1cm da extremidade de cada uma delas. Essa pequena lapela de 1cm servirá
para fixar os mancais na base de madeira. Na extremidade livre desses
mancais faça dois cortes em V; aí é que se apoiarão as extremidades do
eixo da bobina girante;
d)
Construa a bobina girante (rotor) enrolando o fio de cobre esmaltado
(espiras juntas) numa fôrma de madeira ou papelão de (3x3) cm. Essa
bobina poderá ter de 10 a 50 voltas. Deixe pelo menos 10cm livre nas
extremidades do enrolamento para funcionarem como eixo do motor. Uns
pedacinhos de 'durex' ou mesmo uma gotinhas de supercola darão maior
fixação para esse enrolamento.
Apóie
as extremidades livre dessa bobina sobre os mancais, bem centrada, de modo
que o enrolamento gire bem dentro do campo dos ímãs. Corte os excessos
de fios.
Uma
das extremidades em contato com um dos mancais deve ter seu verniz
isolante totalmente raspado e a outra extremidade raspado apenas de
"um lado" (veja detalhe). Esse lado raspado e outro não, nessa
extremidade em contato com o mancal, fará papel de comutador para dirigir
a corrente elétrica para a bobina apenas nos momentos adequados.
Comentários
teóricos
A ilustração a seguir mostra :
a)
o ímã com suas faces N e S identificadas;
b) os ímãs colados na armadura com as faces N e S se defrontando;
c) o campo magnético produzido por dois ímãs de faces opostas que se
defrontam, sem armadura e, por último,
d) o campo magnético dos mesmos ímãs agora colados na armadura. Repare
como a presença da armadura concentra o campo.
A
ilustração a seguir, mostra uma visão da montagem vista por um
observador na direção do eixo. Ilustra-se o vetor campo magnético
produzido pelos ímãs fixos (B), os sentidos das correntes
elétricas nos lados da bobina girante (Ä
e . )
e as forças magnéticas que esse campo aplica nas correntes (F e -F).
Coloque
a pilha grande no seu porta pilha e ligue, com pedaços de fios comuns, os
terminais desse porta pilha aos preguinhos que fixam os mancais. Um
pequeno impulso na bobina dará início à rotação.
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