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Bateria humana

Prof. Luiz Ferraz Netto
leobarretos@uol.com.br

Introdução
Simplificando, uma bateria elétrica usa uma reação química para produzir uma corrente elétrica. Nesse experimento obteremos uma corrente elétrica a partir de nosso próprio corpo ou, mais especificamente, de nossas mãos. 

Montagem
a. Numa placa de madeira bem seca ou outro material bom isolante elétrico, monte duas placas metálicas de (12 x 20) cm. Essas placas metálicas (cobre e alumínio) também podem ser montadas sobre bases individuais.

b. Ligue a placa de cobre a um dos terminais de um microamperímetro DC e a placa de alumínio ao outro terminal.

O microamperímetro DC pode ser obtido em qualquer casa de artigos eletrônicos. Um galvanômetro, feito em casa, poderá substituir esse aparelho.

Procedimento
1. Coloque uma mão em cada placa. Você deverá ver o ponteiro do medidor se mover. Se perceber que a tendência do ponteiro é 'ir para trás' (leituras abaixo do zero), inverta as ligações nos terminais desse medidor. Se não observar qualquer movimento no aparelho é porque as placas precisam de uma boa limpeza; use 'bom bril' para essa operação. Repita o procedimento.

Quando você coloca suas mãos nas placas de metal, um filme fino de suor de suas mãos passa a atuar como o ácido em uma bateria, produzindo uma reação química tanto sobre o cobre quanto sobre o alumínio. Sua mão retira elétrons da placa de cobre (a qual fica carregada positivamente) e a outra entrega elétrons para a placa de alumínio (que fica carregada negativamente). Essa diferença de cargas entre as placas produz uma corrente elétrica que flui pelo medidor. A corrente que passa através do medidor passará também através de você.

2. Molhe ambas as mãos e as coloque sobre as placas (uma em cada placa).

Metais são muito eficientes para a condução da corrente elétrica. Nosso corpo, principalmente nossa pele da mão, não tanto! Quando você molha suas mãos isso diminui bastante a resistência elétrica que elas colocam ao fluxo da corrente elétrica e assim aumenta a corrente, o que é evidenciado por uma maior leitura no medidor elétrico.

Comentários
A bateria elétrica é um componente bem mais antigo do que você pensa. A primeira bateria de que se tem notícia foi desenvolvida por Alessandro Volta, cientista italiano, em 1790. A invenção de Volta ficou conhecida sob o nome de 'pilha voltaica'. Consistia numa pilha de pares de discos de prata e zinco. Os pares eram separados um do outro por discos de papelão umedecidos com solução de água e sal comum.

Em 1836, John F. Daniel, cientista inglês, apresentou uma célula primária mais eficiente. A célula de Daniel apresentava dois eletrólitos (condutores líquidos) e produzia uma corrente mais estável que a pilha de Volta.

Em 1859, Gaston Plante, físico francês, inventou a primeira bateria secundária, uma bateria de armazenamento de energia química do tipo chumbo-ácido. Nos anos 1860, Georges Leclanche, outro cientista francês, inventou um tipo de célula primária que foi a precursora de nossas 'pilhas secas'.

No decorrer dos anos os cientistas projetaram baterias progressivamente mais 'poderosas' (e cada vez menores) para suprir o crescente número de aparelhos portáteis. Por exemplo, a célula de lítio, é tão pequena que é denominada habitualmente de pilha botão, a qual, todavia, produz tensão mais elevada que qualquer outra célula individual. Ela usa lítio metálico como eletrodo negativo e vários agentes oxidantes como eletrodo positivo. É usada principalmente em calculadoras, máquinas fotográficas, marca-passos e relógios.

 


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