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Distribuição
de energia elétrica
(Modelo Escolar)
Prof. Luiz Ferraz Netto
leobarretos@uol.com.br
Objetivo
Com esse projeto pretendemos dar ao aluno uma visão geral sobre a
distribuição da energia elétrica, desde a fonte geradora, o transporte
até a sub-estação e dessa até a bancada do laboratório da escola.
Complementamos o projeto com experimentos simples que podem ser feitos
para simular uma rede elétrica real (sem perigos de 'choques'!) e
desenvolver, paralelamente, outra série de experimentos, trabalhando com
altas e baixas tensões.
Introdução
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O
Sol aquece as águas, acelerando a evaporação
... o vapor d'água sobe e se condensa formando as nuvens. Temos água
(líquida e sólida) estocada lá em cima! |
Esse
é o motor primário de toda uma
posterior cadeia tecnológica que lhe permite, por exemplo, ler na sua
tela, isso que estou escrevendo. Não pense que foi fácil chegar a essa
explicação, plenamente satisfatória, dada nas poucas palavras
acima.
Para tanto, foi necessário estabelecer um modelo
para o funcionamento do Sol (o qual, com justiça, merece uma
apresentação em Feira de Ciências), um modelo
para descrever a transferência de energia dele (o Sol) até nós (e disso
pode resultar um excelente trabalho sobre as partículas e as ondas
eletromagnéticas), um modelo para o
aquecimento, evaporação e condensação da água (motivo de atraente
trabalho prático sobre essa grande conquista da termodinâmica), um
modelo para a ascensão do vapor e um modelo
para as nuvens (já pensou em apresentar um trabalho sobre as nuvens?).
Nota:
Antes desses modelos, que são os grandes sucessos da Ciência, tais
explicações recaiam sobre os ombros das mais variadas divindades, cada
uma, conforme a cultura de cada povo, explicava tudo, até mesmo a origem
dos homens. Hoje, centenas dessas divindades ainda sub-existem como
desejos íntimos de muitos, e tais seguidores, inexplicavelmente,
buscam avidamente 'provas científicas', ou seja, prova dentro de tais
modelos, para seus deuses e mitos.
Se tais deuses 'criaram' os homens e
tais homens inventaram os modelos científicos, como pode tais modelos
justificarem tais deuses? É o paradoxo dos crentes.
Os cientistas têm muitas lutas, com conquistas ("verdadeiro") e
derrotas ("falso") pela frente, em busca do 'melhor' modelo para
explicar e justificar os fatos da Natureza, tudo dentro de uma
'metodologia' que segue a lógica e o racional. Recomendamos, portanto,
uma boa leitura sobre a Metodologia Científica.
Agora,
já temos água estocada 'lá em cima', nas nuvens, armazenando enorme
quantidade de energia potencial gravitacional (outro belo modelo da
ciência, o da gravitação. Por que será que destaquei o 'lá em cima'?
Será que em alguma situação poderia ter dito 'lá em baixo'?).
A
geração da energia elétrica
Chove (você conhece o modelo da
formação da chuva? Então responda: "por que a chuva é formada por
gotas e não o é, como uma enorme cachoeira, constituída por uma única
torrente?"). A água que cai no continente, em parte, penetra no solo
e, outra parte, escorre para os rios. E, os rios, por estarem em níveis
acima do nível do mar, fazem o que fazem, escoam para o mar.
Mas, chega o homem, e bloqueia o escoamento
das águas para o mar; eles sabem, seguindo modelos já assentados (mas
que, sem dúvida, ainda serão melhorados) fazer 'barragens'. As águas
'barradas' (represadas) apresentam vasta quantidade de energia potencial
gravitacional; exatamente aquela que as levariam, aos trancos e barrancos
pelos sulcos na superfície da crosta terrestre, até o mar (e, por vezes,
até sobra um pouquinho para empurrar um pouco as próprias águas do
mar). Recomenda-se leitura que trate dos efeitos das
barragens no meio ambiente.
Estamos
quase chegando lá no gerador da Usina Hidrelétrica.
Entretanto, se começássemos por ele, muita coisa ficaria escondida na
provável 'justificação', "as águas da barragem armazenam energia
potencial", como sempre se lê nos compêndios. Se você se contenta
com os textos dos compêndios, está dispensado de ler as explicações
acima! (...) Comece daqui (...).
Na
barragem há uma tubulação que permite, sob controle, a vazão da água
da represa. Ao entrar nessa tubulação a água converte boa parte de sua
energia potencial em energia cinética e faz girar uma turbina. Após
passar pela turbina (e forçar sua rotação) a água ainda apresenta
energia potencial suficiente para seguir, nível abaixo, o antigo leito do
rio.
O eixo dessa turbina está acoplado ao eixo de um gerador
elétrico. É produzida a energia elétrica.
Numa usina hidrelétrica, como a de Furnas ( http://www.furnas.com.br
) , por exemplo, não existe uma única tubulação (uma única turbina) e
sim várias. Recomendamos uma visita ao site acima, em destaque.
Esse
gerador de energia elétrica, movido pela turbina (em geral do tipo
Francis), gira a 120 r.pm. (rotações por minuto) e, por motivos
técnico-econômicos, por maiores que sejam, são projetados para gerar
tensões de até no máximo 25 kV. A
potência desses geradores, ou seja, quanto de energia elétrica eles
produzem por unidade de tempo, é enorme, de centenas de Mw (milhões de
watts).
Outro
fato que merece destaque é que as usinas hidroelétricas são
construídas longe dos grandes centros consumidores, o que implica em
transmitir a energia elétrica a longas distâncias.
E, que há de tão importante nisso? Não é suficiente esticar os fios
desde o gerador até os centros consumidores?
Não, não é bem assim. Há toda uma tecnologia elétrica para trazer
essa energia de lá até cá. Para ilustrar isso, vamos partir de um
problema real, usando um gerador de 13,8 kV, sob potência de apenas 50 MW
com os seguintes dados:
Pretendemos
transmitir uma potência de 50 MW com fator de potência de 0,85, por meio
de uma linha de transmissão trifásica com condutores de alumínio, desde
a usina hidroelétrica, cuja tensão nominal do gerador é 13,8 kV, até o
centro consumidor situado a 100 km. Admitindo-se uma perda por efeito
Joule de 2,5 % na linha, determine o diâmetro do cabo nos seguintes
casos:
a) usando linha de transmissão direta sob os 13,8 kV (essa é a idéia de
quem acha que é suficiente 'esticar' os fios diretamente do gerador até
o centro consumidor).
b) usando linha de transmissão sob 138 kV (linha trifásica de alta
tensão).
Não
vamos aqui colocar todos os cálculos de engenharia elétrica e sim,
apenas, colocar os resultados que interessam. Mas, aos interessados, basta
==> clicar
aqui <==, para ter os detalhes
desses cálculos. Como resultados que interessam, vamos apenas mostrar na
figura a seguir, em escala real (verdadeira grandeza), os diâmetros dos
cabos calculados:
O
cabo para conduzir a energia em questão sob tensão de 13,8 kV deverá
ter diâmetro de 13 cm e aquele para o mesmo propósito, mas sob tensão
de 138 kV deverá ter diâmetro de 1,3 cm. Isso deixa claro o porque das
linhas de transmissão da usina até os centros consumidores 'funcionarem'
sob altas tensões.
Para
atingir esse propósito, ora elevar, ora baixar as tensões elétricas,
entram em cena os transformadores.
Entre
o gerador da usina hidrelétrica e o inicio da linha de transmissão
coloca-se um transformador elevador de tensão (a distância que os separa
é da ordem dos 500 m) e no final da linha de transmissão, onde está a
sub-estação, coloca-se um transformador abaixador de tensão. As
tensões realmente utilizadas nos sistemas de geração e transmissão
variam muito. Entre elas, por serem relativamente comuns, destacamos
aquela em que o gerador fornece 13,8 kV, o transformador elevador de
tensão eleva-a para 138 kV e o transformador abaixador de tensão, na
sub-estação (geralmente nos arredores do centro consumidor) abaixa-a
para 13,8 kV ou 11,95 kV etc. Eis uma ilustração disso:
Na
sub-estação, como vimos, há um transformador abaixador de tensão. Ela
converte os 138 kV da linha de transmissão para os 13,8 kV (ou outro
valor próximo disso) e os entrega para a rede
secundária (aquele fios mais elevados que você vê passando pelos
postes de sua rua). Algo assim:
As
sub-estações de distribuição, em geral, fornecem tensões alternadas
num sistema trifásico de três fios. Nesse sistema, os potenciais
elétricos estão defasados de 120o e têm mesma amplitude, em
geral, proveniente de ligações estrela (ou deita) dos enrolamentos dos
transformadores. Abaixo ilustramos uma sub-estação com distribuição
trifásica, de três fios, com potenciais “nominais” de 13 800 V.
Observe
que, nesse sistema de distribuição, a d.d.p entre dois quaisquer fios é
de 13,8 kV e não 27,6 kV (como alguém poderia esperar!), devido às
particulares fases (120o).
Esse
sistema de distribuição (trifásica, três fios) é quem alimenta o
transformador de distribuição, nos postes de sua rua. Abaixo ilustramos
parte da rede primária (13,8 kV) e uma parte da rede secundária.
No
secundário do transformador de sua rua (transformador abaixador de
tensão) as duas bobinas do enrolamento estão ligadas em série e em
concordância. Por isso, em relação ao ponto médio do enrolamento (fio
(b), os outros dois estarão defasados, em tensão, de 180o.
Veja os gráficos de potenciais elétricos, desses fios, em relação ao
tempo, com o potencial do fio (b) tomado como referência.
Subtraia,
ponto a ponto, as ordenadas, nos gráficos (a) e (b) (Va - Vb) e você
terá a tensão elétrica (ddp) entre os fios (a) e (b), em cada instante.
Faça o mesmo nos gráficos (b) e (c) e nos gráficos (a) e (c). Eis os
resultados dessas subtrações:
Nota:
Nesse estudo, não houve qualquer preocupação à respeito da amplitude
da tensão alternada (110 V, 127 V etc), pico, eficaz, rms, nominal etc.,
pois não é do escopo do trabalho.
Dentro
de sua casa
A distribuição domiciliar
de energia elétrica, sob tensões alternadas, como vimos, faz-se, no caso
mais geral, através do Sistema Edson de três fios.
Nesse sistema, a um dos fios associa-se potencial elétrico de
referência, zero volt (fio 'neutro'). Em relação a esse fio 'neutro' (0
V), os outros dois fios têm potenciais elétricos alternados, de mesma
amplitudes e defasadas de 180o. Daí deriva a nomenclatura,
distribuição de “duas fases e três fios”. Desse modo, se (a), (b) e
(c) são os três fios em questões, que chegam em sua casa,’ com (b)
tomado como referência de potencial elétrico e os outros dois com
potenciais elétricos “nominais” de 110V, tem-se:
A
diferença de potencial (ou tensão elétrica) entre pontos dos fios (a) e
(b) é Va - Vb= 110 V, entre pontos de (b) e (c) é Vb - Vc = 110 V e
entre pontos de (a) e (c) é Va - Vc = 220 V. Essas d.d.p(s), assim como
suas defasagens, podem ser facilmente observadas mediante o uso de um
osciloscópio de traço duplo e uso de resistor limitador (R):
Parte
experimental
Aqui começa o projeto para apresentação em Feiras de Ciências — como
mostrar tudo isso aos espectadores e aos colegas, avançando em sua
própria educação.
Projeto
1 - Simulando a rede secundária
Material geral
Modelos miniaturas de
postes,
transformador de 'eliminador de pilhas' (ou equivalente),
2 pilhas grandes para lanterna,
soquetes e lâmpadas para 1,5V e 3,0V,
fios comuns (flexíveis, encapados).
Você
deve iniciar esse projeto, mostrando ao público, mediante um bonito
cartaz, o esboço de uma distribuição da energia elétrica, desde a
SUB-ESTAÇÃO, até o local da Feira, destacando a “tomada” de energia
elétrica de seu “box” (ou da bancada do laboratório de sua escola).
Esse esboço deve ser algo parecido com o da ilustração abaixo ou mais
simples:
Nesse
(ou em outro) cartaz, você pode acrescentar mais detalhes à respeito das
tensões elétricas em jogo, seus valores e suas defasagens.
Em
Feiras de Ciências, não é recomendável colocar ao alcance do público,
sistemas elétricos ligados diretamente à rede domiciliar (tomada), sem
as devidas normas de segurança. Desse modo, é desaconselhável mostrar
circuitos série, paralelo, campainhas abertas etc., que trabalhem direto
com os 110/220V da rede. Uma criança poderá facilmente enfiar o dedo em
um soquete!
Vamos,
por isso, baixar novamente a tensão elétrica para os diversos
experimentos de bancada, em Feiras de Ciências. Basta, para
isso, ligar um pequeno transformador com primário para 110 V e
secundários para 6V. Mostramos a seguir as ligações desse pequeno
transformador e sugestão para adaptá-lo em poste para simular o poste na
rua defronte á escola:
Desse
modo, você terá para uso, um novo sistema Edson, bifásico, de 3 fios,
porém de tensão elétrica bem baixa (6V), sem qualquer perigos no
manuseio. Eis o esquema geral até então:
É
bom que seu transformador tenha enrolamento secundário para uns 5 A,
desse modo, 5 A sob 6 V, dá uma boa potência de 30 W.
Que
fazer com essa sua linha particular de distribuição (6 V, 0 V, 6 V), 5
A? Bem, há uma infinidade de experimentos que aí cabem!
Você
poderá fazer experimentos usando diretamente essa tensão elétrica (6
V); experimentos com baixa tensão (e alta corrente) e experimentos com
alta tensão (e baixa corrente).
De
início, vejamos um experimento com baixa tensão e alta corrente. Para
tanto, desmonte um transformador de primário qualquer (110 ou 220 V) e
secundário para 6 V. Desenrole todo o fio fino relativo à bobina
primária. Se ela estiver por cima do enrolamento de baixa tensão, o que
não é o normal, pode parar por aí pois o enrolamento de 6 V é o que
usaremos.
No
lugar do enrolamento primário faça um novo enrolamento, com 5 espiras de
fio de cobre esmaltado no 10. Se o enrolamento primário do
transformador que está desmontando, estiver por baixo do enrolamento de 6
V (fio grosso, poucas espiras), você terá que desmanchar, também, esse
enrolamento para depois refazê-lo. Isso não é muito
difícil, pois são poucas espiras.
Qualquer
que seja o caso exposto acima, o transformador remontado deve terminar
assim: primário para 6 V, 5 A e secundário de 5 espiras de fio esmaltado
no 10.
Aos
terminais do secundário (5 espiras) do seu transformador modificado,
ligue uns 5 cm de fio de ferro fino (pode ser um prego) e veja-o ficar
incandescente e após isso derreter! Esse é o experimento
usando baixa tensão (fração do volt) e alta corrente.
Vejamos,
a seguir, um experimento para alta tensão e baixa corrente, onde usamos
uma bobina de ignição automotiva para 6 ou 12V. Siga as ilustrações:
Abaixo
ilustramos o circuito completo, em sua bancada de trabalho, com o
transformador abaixador de tensão de 110 V para ( 6, 0, 6) V, o
experimento com baixa tensão e alta corrente e o experimento com alta
tensão e baixa corrente:
Projeto
2 - Simulando a rede secundária (ensino básico)
Para
alunos do ensino básico (5a/8a), recomenda-se a simulação do sistema
Edson, de 3 fios, usando-se de pilhas, em substituição aos
transformadores.
Uma
pilha A, de 1,5V, simulará uma das bobinas secundárias do transformador
da rua, com terminais (a) (+) e (b) (-). Outra pilha B, de 1,5V, simulará
a outra bobina secundária, em série com a primeira, com
terminais (b) (+) e (c) (-).
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Simulação do
transformador da rua, usando pilhas |
Na prática, teremos o
seguinte visual:
Este
poste, com as pilhas A e B ligadas em série, simulam o secundário do
transformador da rua. Apenas a tensão elétrica disponível é menor (1,5
V e 3,0 V, em lugar de 110 V e 220 V) e o tipo de tensão (contínua, em
lugar de alternada).
Recomenda-se,
por apresentar mais energia química disponível, o uso de pilhas para
telefone (em lugar das pilhas comuns para lanternas, rádios etc). No caso
das pilhas de telefone não é necessário o uso de soldas, pois essas
pilhas têm terminais com rosca, em sua parte superior.
Para
utilizar (e completar) essa simulação, adquira três soquetes para
lâmpadas miniaturas, duas lampadinhas para 1,5 V e uma lampadinha para
3,0V. Faça a montagem esquematizada abaixo:
O
circuito apresentado, com as três lâmpadas, simula uma ligação
domiciliar. A Iampadinha (1) representa a lâmpada da sala (110 V), a
Iampadinha (2) representa a lâmpada do quarto (110 V) e a (3) representa
o chuveiro (220 V).
Mostre
ao espectador que, desligando a lâmpada da sala (desenrosque a lampadinha
(1)), a lâmpada do quarto e o chuveiro não são afetado. (não ficam nem
mais forte, nem mais fraca). Mostre como cada um funciona independente dos
outros!
Nota
1: Troque as pilhas, quando desligando uma, as outras acendem com maior
brilho. Isso indica que a resistência interna da pilha atingiu valores
muito elevado, coisa que não acontece com a instalação original, com o
transformador.
Nota
2: As lampadinhas de lanterna de 1,5 V e 3,0 V podem ser substituídas por
LEDs (vermelho ou verde). Nestes casos, um resistor deve ser colocado em
série com o LED; assim: LED + 15 ohms para ligar em 1,5 V; LED + 90 ohms
para ligar em 3,0 V. Use valores comerciais mais próximos de 15 e 90
ohms. Não esqueça que LED tem polaridade certa (terminal anodo e
terminal catodo) para funcionar ao ser ligado na "rede" de 1,5
ou 3,0 V --- se não acender, inverta a ordem dos terminais.
Seu
professor de Ciências poderá lhe auxiliar nas montagens e sugerir novos
arranjos e experimentos nessa simulação.
Bom
trabalho! ... e escreva-me (leobarretos@uol.com.br)
contando suas dificuldades/sucessos e modificações no projeto geral.
Isso poderá ser útil a seus colegas de nosso Brasil.
Veja,
nessa Sala 12, um Usina Termelétrica (fluxo das
energias) .
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