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Eletricidade
posta a trabalhar Prof.
Luiz Ferraz Netto Ele
decidiu tentar ... a descarga oscilatória
Um pedaço de fio de cobre foi curvado na forma de um retângulo, de tal maneira que as extremidades do fio em A ficassem separadas por uma folga muito pequena. Este retângulo foi colocado perto de uma bobina de indução que podia produzir uma descarga de centelha quando o interruptor fosse operado. Hertz descobriu que uma centelha secundária era induzida na brecha A, sempre que uma centelha fosse produzida no circuito primário que continha a bobina de indução. Hertz descobrira uma maneira de detectar os fenômenos elétricos a uma certa distância de sua fonte. Hertz observou também que a intensidade da centelha secundária dependia das dimensões do retângulo. Um certo tamanho específico deu a centelha mais intensa. Se o retângulo fosse ligeiramente maior ou menor, a centelha tomava-se mais fraca. Isto é um exemplo de ressonância elétrica, uma propriedade muito importante dos circuitos de corrente alternada. A
natureza das centelhas
Carreguemos agora o capacitor, ligando-o momentaneamente a uma fonte de alta tensão. À medida que aproximamos as duas esferas uma da outra, a tensão existente entre as placas do 'condensador' provoca subitamente uma descarga de centelha na abertura. Quando Hertz realizou esta experiência, descobriu uma propriedade interessante da centelha. A corrente que produziu o fenômeno visível não fluía continuamente em uma direção; oscilava de um lado para o outro da abertura, durante a passagem da centelha. Permanecia assim até que toda energia elétrica se dissipasse. Ali estava um fenômeno elétrico análogo ao movimento de um pêndulo. A
natureza oscilatória da descarga de uma centelha pode ser provada
cortando o fio em um ponto qualquer, conforme se
vê na parte (b) do diagrama, e inserindo um pedaço
de papel mata-borrão embebido em uma solução de iodeto de
potássio, misturada com amido. A corrente oscilatória deve agora
passar pelo papel mata-borrão, da mesma maneira que pelas outras
partes do circuito. Quando a corrente passa pelo iodeto de
potássio, a eletrólise resultante libera iodo no elétrodo positivo.
O iodo dá ao amido uma coloração azul intensa. Se a corrente
se deslocar apenas em um sentido, a região do papel mata-borrão
que ficar mais próxima do terminal positivo deve tornar-se azul,
enquanto que a outra ponta do papel não deve apresentar nenhuma
modificação de cor. Mas a experiência mostra que o amido
torna-se azul nas proximidades de ambos os terminais que o põem em
contato com o circuito. Portanto, a corrente não é unidirecional,
mas oscila de um lado para o outro, através do circuito e da
descarga da centelha. Uma centelha é uma corrente alternada
acompanhada de uma incandescência. Ressonância A ressonância elétrica é análoga à ressonância acústica. Suponhamos que dispomos de duas cordas de violino esticadas de tal maneira que ambas produzem a mesma nota. Se uma for puxada, permanecendo a outra em repouso, as ondas sonoras atravessam o ar e fazem a segunda corda vibrar por sua própria conta. As cordas são ressonantes uma com a outra. Esse estado de ressonância desaparece se as cordas forem sintonizadas em freqüências naturais diferentes. A ressonância é seletiva de freqüência. O circuito auxiliar detetor ilustrado à direita da ilustração de abertura desse texto, tinha as dimensões exatamente adequadas — cerca de 2 pés de cada lado — para entrar em ressonância com a corrente alternativa que passava pela descarga da centelha. À medida que a corrente do circuito primário oscilava para um lado e para o outro, ela induzia correntes correspondentes no circuito secundário. Devido à ressonância, as correntes oscilatórias deste último circuito aumentavam rapidamente de magnitude, até surgir uma centelha na abertura de ar do circuito. A corrente oscilatória em um circuito auxiliar detetor igual ao usado por Hertz é centenas de vezes maior que para um circuito auxiliar não ressonante. Se ele não tivesse feito uso da ressonância, é duvidoso que pudesse ter prosseguido com suas experiências posteriores. Não teria havido nenhuma centelha visível no circuito auxiliar detetor e, portanto, não haveria nenhum aparelho sensível para receber as fracas ondas eletromagnéticas que sua centelha era capaz de gerar. A
descoberta das ondas de rádio Seu equipamento básico está ilustrado abaixo.
O “condutor primário” — ou antena, como diríamos hoje — consistia de duas placas quadradas de latão, de cerca de 40 centímetros (aproximadamente 16 polegadas) de lado, ligadas por um fio de cobre de 60 centímetros (cerca de 2 pés) de comprimento. Na metade do fio havia uma abertura de centelha, na qual oscilações de centelha eram produzidas por poderosas descargas de uma bobina de indução. O condutor foi colocado a 1,5 metros (cerca de 9 pés) acima do piso, com o plano das placas na vertical. O circuito secundário era igual ao que já foi descrito — um fio de comprimento adequado, curvado para formar um circuito quase fechado. Suas dimensões foram cuidadosamente escolhidas, de maneira que sua freqüência natural de oscilação fosse a mesma do circuito primário. Os dois circuitos estavam em ressonância elétrica. As placas de latão do circuito primário são realmente as duas placas de um vaso de Leyden modificado, tendo o ar entre elas no papel de dielétrico. Devido ao espaçamento relativamente grande, o campo elétrico entre eles estende-se por uma grande região, em vez de confinar-se a um espaço estreito, como no caso de um capacitor comum. Este arranjo garante que a antena irradie uma grande quantidade de sua energia sob a forma de ondas eletromagnéticas, a cada oscilação da corrente entre as placas. Cada vez que é produzida uma centelha no aparelho ilustrado acima, passa uma corrente oscilatória na abertura do primário. Isto significa que a corrente modifica muitos milhões de vezes por segundo o sentido de seu fluxo na abertura. Significa também que a carga em cada terminal da abertura modifica-se de positivo para negativo na mesma razão. A carga nos terminais da abertura passa para cada placa de latão, dando-lhe uma carga de polaridade correspondente. Assim, a carga nas placas modifica-se de positivo para negativo em uma razão igual à freqüência da descarga oscilante da centelha. Finalmente, uma corrente alternativa deve passar em cada fio de ligação, para efetuar as mudanças na carga elétrica sobre as placas. Assim, o condutor primário de Hertz, ou antena, experimenta uma corrente oscilatória que faz a carga em cada placa de latão mudar continuamente de positiva para negativa, em uma razão extremamente rápida. Esta carga elétrica gera um campo elétrico devido à sua presença nas placas, e um campo magnético, devido ao seu movimento. Ambos os campos variam continuamente em 'força' e sentido, devido ao movimento oscilatório da carga elétrica. Durante cada oscilação, as linhas de força elétricas movem-se para fora, no espaço circundante, como na ilustração abaixo.
Quando a carga em cada placa atinge sua maior magnitude, as linhas param de deslocar-se para fora, passando a apresentar a tendência de contrair-se para dentro, em sentido à antena. Mas as linhas de força externas contraem-se de tal maneira que suas partes tocam umas às outras, a alguma distância da antena. A porção de cada uma dessas linhas de força que fica mais distante da antena toma a forma de uma figura fechada. À medida que o resto da linha de força contrai-se em sentido à antena, tal figura toma-se mais destacada, e é propagada para fora, como uma onda eletromagnética ou de rádio. Quando esses campos se afastam da antena, tornam-se cada vez mais amplos, expandindo-se para abranger todo o espaço através do qual podem propagar-se. Ondas de rádio desta espécie foram detetadas por Hertz a alguma distância da antena, como campos elétricos e magnéticos em contínua variação. Ele provou que elas se deslocam a uma velocidade quase igual à da luz. Podem ser refletidas, refratadas ou polarizadas. Ele as enviou através de uma abertura feita em uma grande folha de metal, e descobriu que eram difratadas ou “desviadas em direção à sombra”, exatamente como acontece com a luz, quando passa por uma fenda estreita. As descobertas de Hertz não deixaram dúvida de que as equações de Maxwell constituíam uma descrição matemática verdadeira da luz e de outras formas de radiação eletromagnética. Ele mostrou que a luz e as ondas de rádio obedecem a princípios idênticos, diferindo apenas nas freqüências muitíssimo maiores, que são uma característica da luz. Ambas consistem de campos elétricos e magnéticos que são propagados pelo espaço de acordo com as equações de Maxwell. As experiências de Hertz tornaram claro também que as direções dos campos elétricos e magnéticos formam ângulos retos umas com as outras, e que ambas formam ângulos retos com a direção de deslocamento da onda. Para compreender o porquê, consideremos a antena vertical ilustrada abaixo.
Um observador colocado à direita do diagrama detecta um campo elétrico que faria uma pequena carga positiva deslocar-se na direção vertical. Similarmente, o campo magnético faria um pólo norte magnético deslocar-se para sua esquerda, fora do plano do papel. Se ele estiver suficientemente afastado da antena, ambos os movimentos constituiriam essencialmente linhas retas. Sob tais condições, a radiação é chamada de onda eletromagnética plana. Como as ondas propagam-se pelo espaço, elas se aproximam do observador em uma direção perpendicular ao plano dos campos elétrico e magnético. Diz-se que a onda é “verticalmente polarizada” se o campo elétrico exercer forças na direção vertical, e “horizontalmente polarizada”, se o campo elétrico estiver na direção horizontal. Segue Parte 13 ... o coesor e suas variantes
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