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Associações
de geradores lineares
(Parte 2)
Prof.
Luiz Ferraz Netto
leobarretos@uol.com.br
Associação
em paralelo
Dizemos que vários elementos de pilha (células galvânicas), de
baterias ou de geradores lineares CC estão associados em
paralelo, em derivação ou em quantidade quando
todos os terminais positivos estiverem interligados entre si, assim
como todos os terminais negativos. Isso garante que a d.d.p.
nos terminais da associação, Uab, seja
também a d.d.p. entre os terminais de cada elemento
associado. Abaixo, superior à esquerda, ilustramos a associação
paralelo de n geradores; superior à direita, o gerador
equivalente e, inferior, a associação paralelo de 4 pilhas de
lanterna:
Pretendemos
mostrar que essa associação pode ser representada por um único
gerador, dito gerador equivalente, com sua particular
f.e.m.(eeq.)
e resistência interna (req.). Note-se que a
d.d.p. a ser mantida por esse gerador equivalente (Uab)
é igual à que é mantida por qualquer dos elementos da
associação e que a intensidade de corrente total (i) com
que esse gerador 'alimenta' o circuito externo (não representado
acima) é soma das intensidades de correntes mantidas pelos
elementos associados (i = i1 + i2 + ... +
in). Aliás, esse "ganho" de intensidade
de corrente no circuito externo é a propriedade que mais se
destaca nesse tipo de associação.
Tal
propriedade é importante, e continua válida até para a corrente
de curto circuito da associação, de modo que, como primeira
lei da associação podemos escrever:

A
equação típica dos geradores lineares,
a saber, Uab = e
- r.i , continua a ser válida
para cada gerador particular da associação, de modo que podemos
escrever:

e
como i = i1 + i2 + ... + in ,
substituindo, teremos:
...
eq._12
Sem
dúvida, com algum trabalho algébrico, poderemos isolar da expressão
acima a d.d.p. entre os pontos a e b e assim
identificar a expressão da f.e.m. equivalente e a da resistência
interna equivalente do gerador equivalente. Todavia, tal
expressão geral, não nos dará nenhum 'visual' ilustrativo da
questão, assim, vamos nos ater a apenas dois geradores
associados, visando a simplificação:
Para
esse caso particular, teremos:
...
eq._13
da
qual, isolando-se Uab teremos:
...
eq._14
onde
identificamos:
...
eq._15
Assim,
a expressão acima (eq._14), a 'equação da associação de dois
geradores lineares em paralelo' justifica que tal associação é
equivalente a um gerador único, com f.e.m. e resistência interna
expressas acima (eq._15), que são os parâmetros equivalentes.
Se
quisermos mostrar aqui a validade da primeira lei da
associação, basta tomar as eq._15 e dividí-las membro
a membro; teremos:

Observe
atentamente a equação da associação (eq._14) para notar
que a d.d.p. nos terminais do gerador equivalente, em regime de
funcionamento (i > 0), é menor que a f.e.m.
equivalente dessa associação, ou seja:

sendo
assim, é incorreto igualar, no caso em questão (dois geradores
diferentes associados em paralelo), a d.d.p. fornecida pela associação
com a f.e.m. equivalente dessa mesma associação.
Casos
notáveis de associações em paralelo
A. dois geradores iguais
G1
= G2 = (e,r)
... parâmetros que
identificam os geradores associados
Note
que a corrente total, de intensidade i, se distribui
igualmente entre os dois geradores (i/2, para cada um).
B.
n geradores iguais
G1 = G2 = ... = Gn = (e,r)
... parâmetros que
identificam os geradores associados
Ainda
aqui, note que a corrente total, de intensidade i, se
distribui igualmente pelos geradores associados (i/n, para
cada um).
A
seguir, veremos quando se torna interessante associar os elementos
desta maneira, admitindo que o circuito externo possa ser
representado por um resistor único de valor ôhmico R. A
intensidade de corrente no circuito poderá ser equacionado assim:
1.
Suponhamos que R seja muito grande em relação a r
e, por maior razão, em relação a r/n; nesse caso a
intensidade de corrente será, aproximadamente i = e/R.
Todavia, para r negligenciável em relação a R,
cada gerador isoladamente já seria capaz de manter a corrente i
= e/R
(veja eq._02 na Parte
1 desse trabalho) e, portanto, tal agrupamento não
é vantajoso. Se uma pilha sozinha é capaz de manter num
resistor uma dada intensidade de corrente i, para que usar n
outras pilhas iguais associadas em paralelo!
2.
Se, pelo contrário, R é desprezível em relação a r
e portanto a r/n, para a corrente total teremos a seguinte
intensidade: i = e/(r/n) = n.e/r . Ora, i' = e/r (eq._03
da Parte 1)será então a
intensidade de corrente mantida por um único elemento da associação,
de modo que a intensidade total i mantida pela associação
será n vezes maior que aquela que poderia ser mantida por
um único elemento (i = n.i'); essa associação é
vantajosa!
Na
Parte 3,
que complementa esse trabalho, faremos os devidos comentários e
algumas aplicações sobre as associações de geradores.
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