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Associações
de geradores lineares Prof.
Luiz Ferraz Netto Associação
em paralelo
Pretendemos mostrar que essa associação pode ser representada por um único gerador, dito gerador equivalente, com sua particular f.e.m.(eeq.) e resistência interna (req.). Note-se que a d.d.p. a ser mantida por esse gerador equivalente (Uab) é igual à que é mantida por qualquer dos elementos da associação e que a intensidade de corrente total (i) com que esse gerador 'alimenta' o circuito externo (não representado acima) é soma das intensidades de correntes mantidas pelos elementos associados (i = i1 + i2 + ... + in). Aliás, esse "ganho" de intensidade de corrente no circuito externo é a propriedade que mais se destaca nesse tipo de associação. Tal propriedade é importante, e continua válida até para a corrente de curto circuito da associação, de modo que, como primeira lei da associação podemos escrever:
A equação típica dos geradores lineares, a saber, Uab = e - r.i , continua a ser válida para cada gerador particular da associação, de modo que podemos escrever:
e como i = i1 + i2 + ... + in , substituindo, teremos:
Sem dúvida, com algum trabalho algébrico, poderemos isolar da expressão acima a d.d.p. entre os pontos a e b e assim identificar a expressão da f.e.m. equivalente e a da resistência interna equivalente do gerador equivalente. Todavia, tal expressão geral, não nos dará nenhum 'visual' ilustrativo da questão, assim, vamos nos ater a apenas dois geradores associados, visando a simplificação:
Para esse caso particular, teremos:
da qual, isolando-se Uab teremos:
onde identificamos: Assim, a expressão acima (eq._14), a 'equação da associação de dois geradores lineares em paralelo' justifica que tal associação é equivalente a um gerador único, com f.e.m. e resistência interna expressas acima (eq._15), que são os parâmetros equivalentes. Se quisermos mostrar aqui a validade da primeira lei da associação, basta tomar as eq._15 e dividí-las membro a membro; teremos:
Observe atentamente a equação da associação (eq._14) para notar que a d.d.p. nos terminais do gerador equivalente, em regime de funcionamento (i > 0), é menor que a f.e.m. equivalente dessa associação, ou seja:
sendo assim, é incorreto igualar, no caso em questão (dois geradores diferentes associados em paralelo), a d.d.p. fornecida pela associação com a f.e.m. equivalente dessa mesma associação. Casos
notáveis de associações em paralelo
Note que a corrente total, de intensidade i, se distribui igualmente entre os dois geradores (i/2, para cada um). B.
n geradores iguais
Ainda aqui, note que a corrente total, de intensidade i, se distribui igualmente pelos geradores associados (i/n, para cada um). A seguir, veremos quando se torna interessante associar os elementos desta maneira, admitindo que o circuito externo possa ser representado por um resistor único de valor ôhmico R. A intensidade de corrente no circuito poderá ser equacionado assim:
1. Suponhamos que R seja muito grande em relação a r e, por maior razão, em relação a r/n; nesse caso a intensidade de corrente será, aproximadamente i = e/R. Todavia, para r negligenciável em relação a R, cada gerador isoladamente já seria capaz de manter a corrente i = e/R (veja eq._02 na Parte 1 desse trabalho) e, portanto, tal agrupamento não é vantajoso. Se uma pilha sozinha é capaz de manter num resistor uma dada intensidade de corrente i, para que usar n outras pilhas iguais associadas em paralelo! 2. Se, pelo contrário, R é desprezível em relação a r e portanto a r/n, para a corrente total teremos a seguinte intensidade: i = e/(r/n) = n.e/r . Ora, i' = e/r (eq._03 da Parte 1)será então a intensidade de corrente mantida por um único elemento da associação, de modo que a intensidade total i mantida pela associação será n vezes maior que aquela que poderia ser mantida por um único elemento (i = n.i'); essa associação é vantajosa! Na Parte 3, que complementa esse trabalho, faremos os devidos comentários e algumas aplicações sobre as associações de geradores.
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